sexta-feira, 17 de junho de 2011

Subsídio é o nome da peste!



Subsídio é o nome da peste!


Em época de gripe, de vírus que se espalham pelo ar, de dengue e tantas outras pragas mais, os educadores de Minas estão sendo vítimas de uma nova peste: o subsídio.

Na verdade, tal coisa não é tão nova assim, mas somente agora deixou de ser algo benéfico para se tornar uma peste.

Diz o governo, através de seus falantes porta-vozes, que tal peste é boa, é benigna. Boa para quem, perguntamos? Para eles, de fato, o subsídio é bom, porque é composto de uma parcela recheada, que inclui, além do subsídio alto, robusto, verbas indenizatórias que cobrem as mais variadas despesas do cotidiano: almoço, janta, café da manhã, transporte, vestimentas, moradia, correios, internet, cinema, teatro, etc. O subsídio sai assim limpinho, e com um valor de dar gosto: acima dos 30 salários mínimos.

O subsídio, portanto, para o governador e para a secretária da Educação, que estão de passagem pelo governo, é algo que não incomoda. É de fato benigno, indolor. Já até propus a eles que fizessem uma troca com o nosso salário, mas, ao que parece, eles não gostaram da idéia. Estranho (não é mesmo?), já que andam elogiando o nosso subsídio como se fosse a coisa melhor do mundo. Mas, será mesmo?

Vejamos o que representa esta nova peste lançada contra esta desprezada e maltratada camada ou classe ou categoria social a que chamamos aqui de "educadores".

O governo de Minas elaborou uma engenhosa fórmula para "presentear" os educadores com o que ficou conhecido como "Lei do Subsído". De fato foi um presente, de grego, claro. Muito semelhante àquele que os troianos receberam dos espertos gregos, como nos conta o épico poema Ilíada de autoria atribuída a Homero. Uma aparência externa agradável aos olhos, mas com um conteúdo recheado de surpresas desagradáveis.

Por esta lei, todos os educadores foram enquadrados compulsoriamente neste novo sistema remuneratório a partir de janeiro de 2011. Este novo modelo remuneratório tem, portanto, a característica de fazer parecer aquilo que não é.

- Como assim, caro professor blogueiro? Perguntarão alguns menos avisados.

Para entender o efeito maléfico da peste, é preciso entender um pouco a sua essência, e não olhar apenas o que aparenta ser.

O que diz o governo para a mídia? Que o piso do magistério recomendado pelo MEC é de R$ 1.187,00 para o professor com ensino médio para a jornada de 40 horas, e que Minas paga R$ 1.122,00 para este professor para uma jornada de 24 horas. Proporcionalmente a esta jornada, portanto, já está pagando até mais que o piso, que em Minas, pelo cálculo apontado, deveria ser de R$ 712,20.

Este é o pedaço do discurso do governo, que diz uma parte da verdade, mas esconde a outra ponta, a parte principal do iceberg.

Na prática, podemos dizer que o subsídio tem a proeza de somar valores para reduzi-los. É a soma que não adiciona, mas subtrai. Difícil de entender? Então vamos ao exemplo abaixo.

Vamos trabalhar com quatro números, quatro valores, que compõem o contracheque de um professor com curso superior PEB 3 D, com 25 anos de estado, até o dia 31 de dezembro de 2010. Resumindo, nós encontraremos neste contracheque: R$ 600,00 de vencimento básico, mais 50% por 10 biênios (5% a cada dois anos), + 50% por 05 quinquênios (10% a cada 5 anos de serviço) e mais 20% pelo pó de giz. No total, são 120% de gratificações e vantagens adquiridas ao longo destes anos, que aplicados ao vencimento básico resultam em R$ 1.320,00.

O que fez o governo com o subsídio? Somou todos estes valores e aplicou um novo percentual de 5% sobre o total, resultando assim em uma parcela única de R$ 1.386,00.

Aparentemente, o governo foi bonzinho, e o subsídio nem deveria ser tratado como uma peste, mas como coisa boa, algo do bem, pois elevou o valor do salário do professor em questão de R$ 1.320,00 para R$ 1.386,00.

Esta é a propaganda do governo para a mídia, como aliás, é a propaganda do governo sobre quase todos os temas da Educação. E nos dá bem a amostra de como uma coisa pode ser apresentada de tal forma que as pessoas ingênuas acreditam que aquilo é bom, quando de fato é o seu oposto. Vejamos o porquê.

A lei do subsídio foi criada para tentar fugir da Lei do Piso aprovado em 2008, mas suspensa pela ADI 4167 até o dia 06 de abril deste ano, quando o STF julgou a referida lei, considerando-a constitucional, na sua plenitude. Ou seja, o STF rejeitou a ADI 4167 que pedia justamente para que o piso fosse a somatória total do salário, e não o vencimento básico.

Então, por esta lei do piso, que já está em vigor, os governos deveriam pagar o piso enquanto vencimento básico, sobre o qual devem incidir todas as gratificações e vantagens adquiridas pelos educadores ao longo dos anos. Vejamos então como ficaria o salário daquele professor que tomamos como exemplo, mesmo pelo valor rebaixado do piso do MEC, de R$ 1.187,00 para o professor com ensino médio para a jornada de 40 horas.

Proporcionalmente à jornada praticada em Minas, o vencimento básico deveria ser de R$ 712,20 para o professor com ensino médio - o PEBIA da antiga carreira. Para um professor com curso superior (licenciatura plena), PEB3A, o vencimento básico deveria ser de no mínimo R$ 1.060,00. No caso do professor em questão, considerando que ele está na letra D, é só acrescentar mais 3% por cada letra sobre o vencimento básico. Logo, encontraremos o valor de R$ 1.158,29. Este é o valor do vencimento básico, apenas, que a lei obriga que o governo pague a este sofressor de 25 anos de Casa.

Sobre este valor de vencimento básico devem incidir as gratificações e vantagens que citamos acima, que totalizam 120%. Vejamos o resultado final: R$ 1.158,29 + 120% é igual a R$ 2.548,23.

Agora comparem os valores: pelo subsídio, o tal professor receberá R$ 1.386,00 e ainda vai ter que aguentar o governo falando que já o paga até mais que o piso. Um piedoso, este governo. Já pela lei do piso em vigor aplicada ao antigo regime remuneratório do estado, também em vigor, o salário deste sofredor professor deveria ser de no mínimo R$ 2.548,23 pelo cargo de 24 horas. Uma diferença mensal, portanto, de R$ 1.162,23 em desfavor do pobre professor. São R$ 15.500,00 de prejuízo apenas em 2011. Quase o valor do subsídio de um mês, apenas, do nosso ilustre governador e sua falante secretaŕia da Educação.

Apresentado dessa forma mais completa e complexa, percebe-se com facilidade que o subsídio é mesmo uma peste que corrói o bolso do sofredor educador. E o pior é que tem gente que ainda continua neste sistema. E com grande risco de, em vingando no corpo dos educadores, se alastre também para outras carreiras do estado.

- Ah, mas eu sou novato e não tenho mais as tais gratificações, que me foram roubadas em 2003 pelo governo do faraó, dizem alguns.

Mesmo neste caso, o subsídio é prejudicial à saúde, pois ele destrói as carreiras dos educadores. Ao contrário de todas as outras carreiras do estado que têm a mesma estrutura, o subsídio impôs um confisco todo especial ao bolso dos educadores. Reduziu os percentuais de promoção de 22% para 10%, e de progressão, de 3% para 2,5%, e confiscou o tempo de serviço de todos os servidores, posicionando-os no grau inicial da carreira, o grau A. Mesmo quem já terminou o estágio probatório e conseguiu uma progressão, passando para a lera B, teve que andar igual a caranguejo, voltando para a letra A. O mesmo acontecendo com todos os demais servidores, que andaram para trás na carreira.

- Ah, mas o subsídio reduziu as distorções e as desigualdades salariais - repetem os porta-vozes do governo feitos papagaios.

Ora, tais distorções nada mais são do que os cortes (confiscos) diferenciados impostos pelo choque de gestão no desgoverno do faraó e afilhado. Em 2003, cortaram os quinquênios e biênios dos novatos e a partir daí o próprio governo criou uma situação na qual uns tinham tais direitos, e outros não. E com o subsídio o governo tenta dar o golpe final, cortando tais direitos de todos e igualando os salários por baixo.

Somos a carreira em que o professor com curso superior recebe apenas dois salários mínimos como salário total, ou melhor, como subsídio, sem direito a auxílio-transporte, auxílio-paletó, auxílio-moradia, auxílio-alimentação, auxílio-passagem-de-avião, sem nada, enfim, além dos dois mínimos reunidos numa única parcela: o subsídio.

O subsídio, enquanto peste, representou o confisco de algo próximo de duas Cidades Administrativas no bolso dos educadores - cálculo que demonstrei em outro post aqui no blog. E um confisco que não para de crescer, se considerarmos que em janeiro de 2012 o novo piso do magistério do MEC deve passar para, pelo menos, R$ 1.450,00 ou 22,15% de reajuste.

Neste caso, um profissional com curso superior em início de carreira continuará recebendo os tais R$ 1.320,00 de salário bruto pelo subsidio, enquanto o profissional que recebe pelo antigo regime remuneratório terá direito a pelo menos R$ 1.553,74, fora o terço de tempo extraclasse, que, se fosse pago resultaria em R$ 1.747,96. Quase o mesmo valor que a secretária da Educação disse que Minas já paga aos educadores na entrevista que deu ao jornalista Eduardo Costa, sem explicar onde foi que guardou a diferença entre os 1.320,00 e aquele valor que não existe.

Portanto, colegas de luta, a greve deve continuar, até que o governo espante de vez esta peste da vida dos educadores e nos pague o piso a que merecemos por lei.

Um forte abraço a todos e força na luta!

***




"Cristina Costa:

Caro amigo Euler,

Temos que pegar este seu post, ou melhor crônica, e colocar na mídia!!! Pense nisto?????

Está super esclarecedor!

Fico-me perguntando por que esta secretária aceita fazer este papel de "IGNORANTE" da situação dos professores????

Por que este Governo fica gastando uma fortuna com propaganda enganosa e não resolve logo esta situação?????

Isto sim é um exemplo de descaso com a população.

Acho importante comprar a publicação da nossa opção de vencimento para ele não inventar outra desculpa, como a de que, não existe outro tipo de remuneração no Estado.

ESTOU NESTA LUTA ATÉ O FINAAAAAAAAAAL!!!!!!!!!!!

0 EXEMPLO ACIMA É O MEU CASO. PERGUNTO PARA VOCÊ E QUALQUER OUTRO: TENHO OU NÃO RAZÃO DE ESTAR DE GREVE E FICAR ATÉ A VITÓRIA????
POIS SE NÃO HOUVER VITÓRIA NÃO PRECISA DE MAIS LEI NENHUMA NESTE PAÍS!!!

PREFIRO CORRER O RISCO DE PERDER DO QUE ME ARREPENDER DE NÃO TER LUTADO!!

Um abraço!"


"ANGELICA- SDPRATA:

MINISTERIO DA SAÚDE ADVERTE: SUBSÍDIO FAZ MAL A SAÚDE POIS É SINONIMO DE SUICÍDIO!!!!!
EULER, BOA TARDE. QUE VERGONHA. SERÁ QUE ESSE PESSOAL AINDA NÃO ENTENDEU ISSO! PENSO QUE NÃO, POIS POR AQUI AINDA TEM PROFESSOR DIZENDO QUE NÃO PODE ENTRAR EM UMA GREVE ONDE O SINDICATO LUTA POR UM SALÁRIO QUE ELE JÁ RECEBE (MOSTRANDO O CONTRACHEQUE COM O VALOR DO SUICÍDIO) TA DIFÍCIL HEM?????? ESTÃO CAINDO COMO PATINHOS NA LÁBIA DA SECRETARIA.

ANGELICA- SDPRATA"


"Anônimo:

O ministério dos professores indica exigência do PISO SALARIAL para combater esta peste no estado de MINAS Gerais, tendo como efeito colateral a GREVE por tempo INDETERMINADO. Eu já estou usando.
Euler, Tarumirim presente na GREVE."

"
Anônimo:

Euler, não tem como desenhar para que todos entendam? Rsrs! Brincadeira!!! É fato, depois de seus esclarecimentos, só fica nesse subsídio e aceita essa situação quem não tem perspectiva nenhuma de vida ou é o verdadeiro "professor aloprado". Vamos exterminar essa peste, nossa vacina é a lei (nossos direitos), tomemos todos boas doses de conhecimentos para garantir a total extinção desse mal."

"Alexandre- Jaboticatubas:

Caro Euler,
É hora de por o “bloco na rua”! Independente das ações do sindicato, proponho a formação de grupos de trabalho, intermediados pelo seu blog para a visita e convencimento dos colegas que insistem trabalhar. Eles precisam saber que ao contrário do que disse o Jornal da Alterosa, eles não são heróis, mas sim vilões que roubam a esperança de um futuro mais digno de nossa classe. A criação de grupos poderiam ser por cidades ou regiões."


"Luciano do Couto:

Prezado Euler,

Trabalho no Setor de Pagamento da SEE e pessolmente o "suicídio" (a alcunha do danado) me tem claro viés político e era para o danado estar nos amolando há muito mais tempo, pois em fins de 2008 participei de uma reunião SEE para cobrar desta respostas de demandas que os servidores administrativos da Secretaria apresentarem no início do ano e entre uma falácia e outra, o então Secretário Adjunto ao ser interpelado quando a parte salarial nos informa que a SEE teria algo que nos surpreenderia e até nos beneficiaria e muito... Essa surpresa só não foi a frente pois no início de 2009 teve a tal crise financeira mundial que segundo nosso ex-presidente e ex-sindicalista, foi só uma marolinha... Quando do fim greve de 2010, participei de reuniões onde a SEE apresentava as demais entidades representativas dos servidores da Educação o que era discutido com SindUte, visto que foi criada uma comissão para se estudar formas de melhorar a remuneração do Magistério mineiro conforme o Acordo assinado para o fim da Greve. Bom, quando a SEE apresentou a proposta do Subsídio, me toquei que era aquilo que ela tinha na manga desde 2008 e só não colocaram no ar em 2009 por conta da tal crise financeira... Em 2010 aconteceu a Greve do Magistério como há muito tempo não se via e acho que essa deixou Aécio e Anastasia preocupados, pois não sei se reparou mas quem tomou conta das negociações foi a Renata Vilhena, braço direito do Anastasia e não a então Secretária de Estado da Educação. O que uma eleição não faz... E espertamente o Governo saca do bolso do Subsídio e coloca isso como fruto da "comissão" criada pelos termos do Acordo do fim da Greve para toda a sociedade e qual foi o resultado disso?? Anastasia eleito no 1º turno, sobrando... Nessa, o SindUte foi embrulhado direitinho e certamente muitos profissionais da Educação votaram no Anastasia por conta dos valores deveras atrativos do Subsídio e temerosos que estes não fosse implantados caso ele perdesse o pleito eleitoral. Mas chegamos a 2011 e como uma bomba (na cabeça do Governo, obviamente) o STF declara constitucional o Piso Nacional da Educação e nem preciso me ater nisso, visto que mais explanado que fizeste não há mais o que colocar. E como bem colocado por você em outra postagem, há meias verdades contadas pelos dois lados. O subsídio é maior que o Piso Nacional ora vigente informado pelo MEC, mas o danado é em parcela única, incorporando todas vantagens adquiridas pelo servidor pelo tempo de serviço ou inerentes ao cargo ocupado. Já a reivindicação do Piso Nacional é mais do que justa, mas não é o valor de R$ 1597 o que deve ser o contemplado.
No mais, o Magistério merece e tem que reivindicar o que lhe é de direito, mas que atentem para a legalidade e viabilidade do que querem e não se esqueçam de quem está do outro lado da mesa de negociação, que tem todo um arsenal para no mínimo protelar o inadiável. Não basta só bater de frente...

Meus cumprimentos pela sua atuação em prol do Magistério.

Cordialmente,

Luciano do Couto
Analista Educacional - SEE/MG

P.S: mandei uma mensagem para seu e-mail que localizei no blog."


"Alexandre Campos:

Boa noite, Euler. E Ainda quero lhe dar os parabéns pelo excelente post (como todos). Sempre esclarecedor, só não entende quem não quer.
Venho aqui e agora dar duas sugestões:

1ª em uma conversa que tive com o diretor da minha escola em Cataguases, que por sinal é a única que está totalmente parada e por isso dou os parabéns aos meus combativos colegas.

Então ele disse que precisamos urgente informar o comércio de nossas cidades que se o governo pagar o piso, ganha o comércio das cidades que receberão investimentos, por que nós passaríamos a ter maior poder de compra e o comerciante lhe disse que eles não tinham pensado desta forma. Então este post deveria ir parar nas mãos dos comerciantes de todas as cidades de Minas.

2º Deveríamos fazer um ofício e passar nas escolas que ainda não estão paradas e pedir aos nossos colegas (COVARDES) para assinar e abdicar de todo e qualquer aumento que venham a tem com o pagamento do piso, e depois levar em cartório, registrar e toda vez que este professor receber seu pagamento com os ganhos da greve, seja descontado dele imediatamente por que ele não necessita do aumento, é soltar terror nestes covardes e fracos.
Abraços."


"Isabel Assumpção:

olá Euler, cada vez mais este desgoverno tenta enrolar os desavisados. Passei agora mesmo seu blog para uma colega de escola, pois esta matéria é extremamente esclarecedora. Espero que ela divulgue para os demais e que todos acordem para esta triste realidade que é o subsídio e quem sabe acordem a tempo e lutem conosco. Continuo firme e estarei combatendo o bom combate. Força na luta."


"Anônimo:

Euler, a lei do subsídio, foi feita, como nós agora sabemos, para driblar a lei do piso. O governo insiste que o subsídio é bom e é legal. Bom para os educadores o subsídio não é. Legal? Eu gostaria de uma opinião de alguém da lei-advogado ou quem entenda- sobre o que passo a relatar. Quando o subsídio incorporou os valores do nosso salário num valor único, esses valores estavam sub judice por causa da ADI 4167, não é? É claro que se o governo tivesse feito o subsídio depois de aplicar a lei do piso, provavelmente nós nem estaríamos em greve. Então na minha opinião, e é ai que eu gostaria de "ouvir" também a sua opinião, além de imoral, a lei do subsídio me parece ilegal, porque se utilizou de situação que já era ilegal desde 2010, como ficou demonstrado quando o STF derrubou a ADI 4167. Se não fosse a ADI 4167, não teria havido o subsídio ou ele teria sido diferente. Euler, o que eu quero dizer é que até a lei do subsídio foi baseada em uma premissa falsa, o que deveria invalidá-la automaticamente. Quero esclarecer que sou efetivo em dois cargos de 20 anos cada, obviamente já requisitei a volta ao vencimento através de piso, estou em greve e lutando pela adesão de mais companheiros e pretendo continuar até conseguirmos fazer com que o governo cumpra a lei do piso."


"Luciano História:

Amigo Euler, a um mês atrás escrevi que eu imaginava que isso iria acontecer, acho que os colegas da lei 100 são a carta na manga do governo.Nunca acreditei e você sabe bem disso que esse governo iria voltar com as gratificações, pelo contrário, a intenção é acabar com todas elas e estabelecer apenas o subsídio.Até pensei que ele iria reduzir percentuais de promoção e progressão na antiga carreira, cortar o pó de giz mas parece que ele não quer nem mexer com a antiga carreira, muito menos pagar de acordo com ela.Como mais de 80% das escolas estão tendo aula normalmente a classe está dando força para o governo finalizar seu grande plano maquilavélico, só espero não escutar nenhuma reclamação depois. Não sei se ele pode fazer isso já que várias pessoas optaram pela antiga carreira mas um governo que havia criado uma lei provisória que acabaria com o próximo concurso e essa lei fortaleceu mesmo com a divulgação de que irá ter concurso o que custa ele também prorrogar eternamente a lei do subsídio assim como ele fez com a lei 100?Quando se é a favor de algo inconstitucional pois isso te beneficia corre o risco de algo inconstitucional te prejudicar, e aí, se você está inconstitucional vai recorrer a constituição pelos seus direitos? se o governo não quiser retornar os colegas da lei 100 para a antiga carreira eles vão recorrer a quem?Se os colegas entrarem de greve o que impede o governo de divulgar a vaga deles no concurso? Por essas razões até entendo um colega da da lei 100 não aderir a greve e acho muito louvável os vários colegas efetivados que aderiram, o que eu não consigo compreender é como professores efetivos com 15, 20, 25 não aderiram a greve, isso é lastimável."


Comentário do Blog: caro amigo Luciano, penso que a greve está em movimento crescente e que a adesão deve aumentar na próxima semana. Não vejo as coisas pelo ângulo deste ou daquele segmento que esteja aderindo ou não à greve. Acho que os mais combativos, sejam efetivos, efetivados ou designados, aderem à greve no primeiro momento. E em seguida muitos, que estavam reticentes, percebem que o movimento é pra valer e tomam coragem. Mas, há sempre aqueles, entre os três segmentos que citei, que não participam da greve de forma alguma. Felizmente, estes são a minoria.

Precisamos convencer o segundo grupo, de pessoas que estão em dúvida, mas que podem aderir ao movimento, que é justo, é legal e defende os interesses de toda a categoria.


Tenho dito aqui e volto a repetir para todos os colegas que devemos evitar qualquer forma de tratamento diferenciado a este ou aquele segmento, como tenho percebido em relação aos colegas efetivados. Nas escolas em que andei a adesão dos efetivados à greve é muito expressiva, o que indica que a maioria dos colegas efetivados são conscientes dos seus direitos enquanto educadores. Mais até do que muitos efetivos com tempo de casa e gratificações e que não participam da greve de jeito nenhum. Por isso, vamos concentrar o nosso foco contra o governo - ou contra os governos, se desejarem, já que o governo federal tem sido conivente com essa realidade de descaso com o educadores, também.

Todos nós, efetivos, efetivados e designados, entre professores e demais carreiras da Educação, devemos estar juntos para lutar pelos interesses comuns. Se cada segmento começar a atacar o outro seremos derrotados facilmente. A nossa luta é comum, para que o piso do magistério seja pago para todos, para que se aplique o terço de tempo extraclasse, para que se devolva a todos os servidores as gratificações confiscadas em 2003.

Não existe esse negócio do governo não querer devolver essas gratificações. Claro que ele não deseja fazê-lo. Aliás, se depender da vontade do governo nosso salário ficará congelado eternamente. Só a nossa luta, a nossa mobilização, a nossa pressão social, poderá criar uma situação tal que o governo se veja obrigado a fazer concessões, a cumprir a lei e a pagar o piso e a devolver aquilo que nos tirou em 2003.

Claro que não é uma luta fácil, pessoal, mas temos que acreditar na nossa força. Somos mais de 330 mil educadores, entre ativos e aposentados, e podemos muito bem mobilizar toda Minas Gerais e o Brasil. Vamos pensar de forma criativa, mirando-nos nos exemplos de luta que fizeram e estão fazendo a diferença no Brasil e no mundo.

Por isso devemos realizar atividades que ampliem o apoio à nossa greve, entre os colegas educadores e especialmente junto à comunidade. Panfletagens, espaços nas mídias regionais, carro de som, passeatas, visita às escolas, etc., são meios de mobilização que podem colocar a nossa greve em evidência.

Devemos também enviar e-mails para os jornais, rádios e TVs cobrando uma cobertura com mais destaque. Mesmo sendo órgãos que recebem dinheiro do estado, eles precisam prestar conta para a comunidade. Se centenas de pessoas começam a cobrar das emissoras de TV e rádios um acompanhamento maior do nosso movimento, seguramente eles terão que abrir espaço para falar do assunto.

Outros mecanismos, como Twiter, facebook, entre outros, podem mobilizar o cenário virtual, inclusive com a participação dos estudantes. É preciso envolver toda a comunidade na nossa luta. O sindicato está devendo à categoria uma nota explicativa mais clara, e menos cheia de juridiquês, e com mais conteúdo prático para que a comunidade entenda o que estamos pedindo e nos apoie. É preciso mostrar claramente quanto ganha um professor em Minas e o papel que é atribuído ao educador.

Gostei da idéia de mostrar aos comerciantes do interior mineiro o quanto o aumento do nosso salário através do piso poderá agilizar o comércio, já que em muitas cidades os servidores da Educação representam uma boa parcela dos consumidores.

É preciso mobilizar a ALMG, cobrando pelo menos duas audiências públicas: uma na área da Educação, exigindo o pagamento do piso pelo governo e cobrando das autoridades explicação quanto ao descumprimento das leis vigentes no país e no estado; e outra na Comissão de Direitos Humanos, já que a realidade de penúria dos educadores, e a pressão psicológica que é feita pelo governo, com a ameaça de corte de ponto, torna-se um problema de direitos humanos e até de direitos animais, ligados à sobrevivência básica.

Não podemos descartar a possibilidade de acampar na Praça Sete ou na Praça da Liberdade ou em qualquer outro ponto que provoque o diálogo direto com a comunidade.


Enfim, colegas, estejamos em contanto, formando ou fortalecendo os comandos de greve de cada região e nos preparando para as mais diferentes frentes de luta tendo em vista os objetivos que estabelecemos.

Em Vespasiano e São José, a próxima reunião do comando de greve ocorre na segunda-feira, dia 20, às 17h, na sede da subsede do sindicato. Esses encontros são importantes para estabelecermos nossas atividades individuais e coletivas, como visita às escolas e panfletagens com carro de som.

Por último, colegas, devemos aprimorar nossos métodos de divulgação das nossas lutas, caso a greve se prolongue. Não podemos descartar a possibilidade de criar uma rádio livre com divulgação na Internet e de forma tradicional também. A comunicação é fundamental para a nossa luta. E caso o governo continue desprezando os educadores, não podemos afastar a idéia de criar este mecanismo de comunicação, que em alguns momentos poderá funcionar 24 horas por dia. Já imaginaram?

O movimento sindical mineiro e nacional, liderado pela CUT, só não criou estes mecanismos porque não interessa um confronto maior com os governos, tendo em vista os interesses eleitoreiros e partidários em jogo. Mas, nós, educadores, não temos estes compromissos e lutamos pelos nossos interesses de classe. Interesses que se estendem às demais lutas de setores oprimidos da nossa sociedade, como os sem-teto, os sem-terra, com os quais devemos ser solidários e desenvolver inclusive atividades conjuntas.

Um forte abraço a todos e força na luta, porque venceremos!


"Anônimo:

Oi Euler.
Veja mais um ridículo joguinho político da secretária Gazzola para desestabilizar a greve. É claro! ela precisa de aliados e usa o Sindpúblicos que por sua vez, de forma servil aceita, pois quer aparecer e colher os louros que não plantou. Assim é muito fácil, como deve ser também para o professor cego e obediente, incapaz de transgredir e conduzir seu próprio destino.
Abraços.

http://www.sindpublicosmg.org.br/110616see.htm"


"Professora Rosi:

Bom dia pessoal.

Dentre as muitas justificativas que os fura-greves dão é de que o movimento está fraco; que esta ou aquela escola não aderiu ao movimento. O próprio governo afirma que apenas 3% das escolas estão paralisadas totalmente e outros 16%, aproximadamente, estão paralisadas parcialmente. Então, porque não passemos a divulgar aqui no seu blog as escolas que de fato estão paralisadas total e parcialmente?
Vou começar pela minha: Escola Professor José Ignácio, na cidade de Uberlândia, está paralisada totalmente (professores) nos turnos da manhã e tarde."


Comentário do Blog: o sindicato afirma, com base em avaliação colhida dos representantes das subsedes e municípios, que cerca de 50% das escolas aderiram ao movimento. Em Vespasiano e São José a adesão é boa, próxima de 75%, mas deve crescer ainda mais. Mais da metade das escolas estão paradas integralmente; em algumas a paralisação ainda é parcial, às vezes com um turno inteiro parado e o outro funcionando parcialmente; apenas uma escola, Guilherme Hallais França, a paralisação praticamente não existe. Vamos visitar esta escola na próxima semana para saber quais os problemas os colegas enfrentam.

A desculpa de que o movimento está fraco, como disse a professora Rosi, até que não é usada por aqui não. Alegam mais razões pessoais, como já mencionei em outro post, do tipo: tenho prestação alta para pagar, ou: estou quase aposentando; ou ainda: se parar um mês eu morro de fome, e assim por diante.

Infelizmente a lógica capitalista da produtividade não se estende à greve. Assim, quem participa e quem não participa recebe os mesmos resultados das conquistas obtidas apenas pelos que lutaram. Os outros, de forma oportunista, assistem de camarote, sem riscos, e contribuindo para o enfraquecimento do movimento e, consequentemente, impedindo conquistas maiores que os beneficiariam.

Mas, deveríamos instituir pelo menos uma regra: quem furar a greve, já que não abre mão das conquistas, ficará responsável pela reposição das aulas de quem fez greve. Claro que legalmente isso não é possível, mas moralmente é possível que os alunos e a comunidade saibam que quem está em sala de aula neste momento está prestando um desserviço à Educação pública de qualidade, e portanto, prejudicando os alunos.

Sou favorável a que, além de notas do sindicato voltadas para a crítica ao governo, que se faça um chamamento à comunidade, para que ela cobre dos educadores que não estão em greve que estes respeitem a luta dos colegas em greve, que buscam a valorização dos educadores e, consequentemente, uma Educação de qualidade para todos.

Como disse o comandante João Martinho numa das visitas que fizemos às escolas, é vergonhoso para nós, que estamos em greve, ter que visitar as escolas para convencer os colegas a aderirem à greve. Mas, nós o fazemos porque a luta é para o bem de todos, e não apenas de quem está em greve.

Portanto, colegas que não aderiram à greve, procurem lançar um olhar um pouco mais longe, deixem por um momento as razões pessoais - porque todos as temos - e entrem nessa luta, pois serão bem recebidos. Na luta, na greve, vocês serão respeitados. Em sala de aula, não; vocês serão vistos como aqueles que traíram seus colegas e a Educação no momento em que mais precisávamos de vocês
.


"Anônimo:

Amigos, vejam isto:
Segundo recente pesquisa encomendada pela Fundação Victor Civita e realizada pela Fundação Carlos Chagas, apenas 2% dos alunos do segundo grau, atualmente, pensam um dia em ser professor. Pesquisa acessível em:

http://revistaescola.abril.uol.com.br/politicas-publicas/carreira/ser-professor-escolha-poucos-docencia-atratividade-carreira-vestibular-pedagogia-licenciatura-528911.shtml.

E qual o perfil desses 2%? Minoria suprema, que ainda tem coragem de querer ser profissional da educação no Brasil? Segundo a mesma pesquisa os 2% tem o mesmo perfil dos atuais universitários que cursam Pedagogia ou outra licenciatura voltada para sala de aula, a saber:

1) 80% cursaram nível médio em escola pública;
2) 30% deles estão entre os que foram aprovados com as piores notas;

A conclusão é que: aqueles que serão professores são mal qualificados. Respondendo ainda a pesquisa, a área de Pedagogia ficou em 16º lugar na preferência dos alunos da escola pública. Já para os alunos das escolas particulares ainda mais distante, como desejo, ocupa o 36º lugar. Os pesquisadores fizeram a seguinte pergunta: Por que você não quer ser professor? Eis as razões, senhores prefeitos, senhores governadores, senhores secretários de educação:

1) É desgastante;
2) Desvalorizado socialmente;
3) Mal remunerado.

Para piorar, nem os alunos querem ser professores, nem a família quer que sejam professores. DESSA FORMA QUAL SERÁ O FUTURO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL? QUE FUTURO TERÁ O BRASIL? Segundo os especialistas, urgentes medidas devem ser tomadas. Entre elas apontam:

1) Melhor remuneração, para atrair os melhores;
2) Bons planos de Carreira;
3) Investir na formação dos profissionais;
4) Resgatar a importância do professor para sociedade;
5) Tratar o professor como profissional;
6) Entre outros.

O que temos visto no Estado do Ceará, que não é diferente do resto do Brasil? Mesmo com o advento da Lei do Piso salarial para os profissionais da educação: Conseguiram reduzir a remuneração em alguns municípios; as propostas de planos de carreira são vergonhosas; os profissionais da educação são tratados como despesa; não há investimento na formação dos profissionais; o professor é cada vez mais humilhado e ridicularizado, mesmo quando no desespero faz greve; quando falta ao trabalho com várias doenças que variam de problemas vocais, depressão e até problemas mentais, pelo desgaste e desilusão com a profissão, são tratados pela mídia como irresponsáveis e pelo Ministério Público como criminosos; não são tratados como profissionais, tanto que até o instituto do concurso é sabotado e passam a contratar por politicagem, por apadrinhamento, não por critérios objetivos, pois o concurso selecionaria os melhores, mas qual melhor quer ser professor? A pesquisa apontou que é profissão que atrai uma minoria entre os piores alunos. No Ceará educação de qualidade é um sonho de uma noite de verão.

Como paradoxo, os repasses do FUNDEB, de janeiro de 2008 até janeiro de 2010, tiveram um aumento em média, em se tratando de mais recursos, da ordem aproximada de 70%, considerando a atualização do valor aluno para o ano de 2010. PARA ONDE ESTÁ INDO TODO ESSE DINHEIRO NINGUÉM SABE. Mas ninguém vê a mídia escrita ou televisiva investigando os desvios, muito menos o Ministério Público."


"Anônimo:

sou aluna de uma escola q esta totalmente paralisada com a greve. eu acredito q essa greve eh primordial, ja q os professores realmente estao recebendo um salario de fome, comparada a outros setores, entao... sofrem absurdos - alguns eu mesma presenciei - alunos sem limites, sem responsabilidade, e ainda culpam os professores pela educação... logo eles, q permanecem na escola, muitas vezes, em três horários, sem tempo para planejar melhor suas aulas e sem condições para um bom ensino, já que nossas escolas não oferecem materiais necessário - faltam mesas, cadeiras, livros, merenda de qualidade - so tem canjikinha (e como disse a conhecida Amanda Gurgel, os professores sequer tem o direito de se alimentar com essa merenda... eh "ilegal").

Acredito q a greve nao irá prejudicar os alunos, afinal, vamos repor depois e além disso, aproveitemos o tempo para ir ampliando nossos conhecimentos em casa...

Professores, apoio vcs, realmente a luta é necessária, afinal, essa é a única linguagem q os governantes entendem - quando entendem.

Vcs sao os responsáveis pelos profissionais q temos hj, por todos eles! São mais q dignos d um reconhecimento. Vemos propagandas na tv constantemente, falando do valor da educação e do professor - para incentivar nossos profissionais na área - mas, se o governo não mostra na realidade, propagandas não valerão nada, e as faculdades continuarão assim: fechando, não formando turmas de pedagogia e licenciatura, já que tantas outras áreas pagam melhor.
Força em sua luta, q Deus abençoe vcs."


"Anônimo:

GRAÇAS A DEUS NÃO DEMORO MUITO A ME APOSENTAR,ESTOU AFLITA QUE CHEGUE O MOMENTO DE ME AFASTAR,MAS SINCERAMENTE SINTO AGONIADA POR AQUELES QUE ESTÃO INICIANDO, CONFIANTES QUE VIRÃO MUDANÇAS PARA MELHORES. QUERO DEIXAR UM RECADO AOS INICIANTES, NA PRIMEIRA CHANCE QUE TIVER, PARTE PARA OUTRA PROFISSÃO,CAIA FORA DESTA. TENHO UMA FILHA FAZENDO LICENCIATURA E JÁ DISSE A ELA QUE ESTUDE MAIS UM POUCO E MUDE AGORA ANTES DE EXERCER ESSA DECEPCIONANTE PROFISSÃO. AQUI EM MG É ASSIM SAI UM GOVERNO RUIM, ENTRA OUTRO PÉSSIMO, TANTO GOVERNADOR COMO SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO, JUNTAMENTE DELEGADAS DE SRES QUE TRATAM PROFESSORES E DIRETORES COMO SERES DIMINUIDOS PERANTE A SOCIEDADE, HUMILHAM, EXPLORAM, PARA QUE OS CARGOS ESTEJAM GARANTIDOS NAS DELEGACIAS DE ENSINO, QUE BOM ESSE RESULTADO DESSA PESQUISA, NÃO ESTÁ MUITO LONGE DESSA SITUAÇÃO SE CONCRETIZAR."

Atenção, colegas de luta: tenho recebido algumas mensagens dirigidas contra determinados segmentos da categoria. Considero que este não é o momento para tal debate. E o nosso blog não será instrumento de divisão da categoria. Após a greve, os colegas poderão trazer à tona esta discussão, não agora. Por isso, tomei a decisão unilateral de não publicar nada que ataque qualquer segmento da categoria: efetivos, efetivados, designados.

Críticas contra os governos, contra a condução da greve (caso haja discordância), contra os colegas que estão furando a greve, tudo bem. Mas, não podemos oferecer pretexto para que qualquer segmento da categoria não participe da greve por conta dessas críticas.

Nosso momento é o de fortalecimento da greve, e não o da divisão
. Entendo as razões pessoais daqueles que de alguma maneira sintam-se prejudicados por conta de situações que foram criadas pelo governo, para nos dividir. Mas, existem razões maiores para a categoria, que é a nossa luta pelo piso e pela carreira, e que dependem da nossa unidade. Espero que entendam a minha posição.

Este blog tem uma pequena responsabilidade na organização e na mobilização para a nossa luta. Não vou permitir que ele se torne instrumento de um debate que possa nos afastar dos objetivos principais da luta da categoria neste momento: pelo piso e pela carreira, através da nossa greve.

Passado este momento, todos os temas serão debatidos, como tem ocorrido com frequência aqui no blog. Vocês devem ter reparado que eu deixei de criticar a direção do sindicato, mesmo tendo muitas razões para tal. Com isso, quero evitar que algumas pessoas utilizem este pretexto para não aderirem à greve. Só se eu perceber algo muito prejudicial à categoria que voltarei às críticas, com a energia que tem marcado este blog.

Um forte abraço e força na luta! Precisamos da união de todos - ou da maioria, pelo menos - para vencermos o dragão do mal. Sem piso e sem carreira, restará pouca coisa para defendermos
.


"Anônimo:

A mobilização da sociedade civil é fundamental nesse momento, em cidades maiores como BH dentre outras esta mobilização poderia ser feita através carta às famílias, outdoors, panfletagem nas principais avenidas,etc são alternativa viável que todos nós poderíamos fazer, dentre outros meios, nas cidades menores além de cartas, panfletagem nas principais Brs que cortam esses municípios, etc, também a mobilização dos alunos. Os comandos de greve poderiam organizar o dia D da mobilização dos alunos em praça pública com carro de som etc. Deve ficar bem claro para a opinião pública que esse governo não paga o piso nacional que é direito do servidor da educação."

"Anônimo:

Caro Euler e companheiros em greve, como é que pode, num momento tão importante deste para a categoria que é a GREVE, instrumento históricode luta, e colegas da escola "PREOCUPADÍSSIMOS" com festa junina?????
Ficam à cata de doações para a realização da mesma, não se constrangem nem um pouco em agir como pedintes para angariar fundos para reparos de portas,janelas quebradas e outros mas,também não se constrangem de ficar tão omissos, cabisbaixos e até agindo como puxa-sacos de diretores que muitas vezes são capachos dos de "cima".

Fico indignada em saber que estes colegas estão que estão subindo horário,ficando preenchendo o nosso espaço, enquanto estamos seriamente comprometidos com a luta que
deveria ser também destes traidores (estou com muita indignação).

Depois, ficam com bravatas na escola,dizendo que com eles os alunos não brincam,não fazem hora...

Por que não usam esta "braveza" contra os que realmente nos oprimem???

Ora... festas juninas, sim. Mas,"promoteurs" das mesmas e que os outros lutem por eles????

Por hoje é só. Desculpem, companheiros de verdade, por não ter conseguido me conter...

Abraços e força na luta!"


"Anônimo:

OLÁ EULER. GOSTARIA DE SABER QUANTO A ADESÃO DA GREVE EM GOVERNADOR VALADARES, POIS TRABALHO EM UMA ESCOLA EM QUE NO MEU TURNO APENAS EU ADERI A MESMA E SOU DESIGNADA. ESPERO SUA RESPOSTA QUANTO A ADESÃO NA CIDADE, POIS CONFORME FOR, RESOLVEREI SE FICO NA GREVE OU SE RETORNO AS MINHAS ATIVIDADES NORMAIS, POIS COMO DESIGNADA E ÚNICA NA ESCOLA TENHO MEDO DE RETALIAÇÕES POR PARTE DO ADMINISTRATIVO. GRATA POR SUA RESPOSTA DESDE JÁ"


"Marli Andrade:

PERFEITO
ALTAMENTE PERFEITO"


"Anônimo:

EULER A SRE DE JANAUBA QUER QUE O PROF. FAÇA UMA DECLARAÇÃO PARA COLOCAR NA PASTA FUNCIONAL
DIZENDO QUE ESTÁ DE GREVE, ISSO É ASSEDIO O QUE DEVE SER FEITO?
".

20 comentários:

  1. Caro amigo Euler,

    Temos que pegar este seu post, ou melhor crônica, e colocar na mídia!!!Pense nisto?????

    Estar super esclarecedor!

    Fico-me perguntando por que esta secretária aceita fazer este papel de "IGNORANTE" da situação dos professores????

    Por que este Governo fica gastando uma fortuna com propaganda enganosa e não resolve logo esta situação?????

    Isto sim é um exemplo de descaso com a população.

    Acho importante comprar a publicação da nossa opção de vencimento para ele não inventar outra desculpa, como a de que, não existe outro tipo de remuneração no Estado.

    ESTOU NESTA LUTA ATÉ O FINAAAAAAAAAAL!!!!!!!!!!!

    0 EXEMPLO ACIMA É O MEU CASO. PERGUNTO PARA VOCÊ E QUALQUER OUTRO: TENHO OU NÃO RAZÃO DE ESTAR DE GREVE E FICAR ATÉ A VITÓRIA????
    POIS SE NÃO HOUVER VITÓRIA NÃO PRECISA DE MAIS LEI NENHUMA NESTE PAÍS!!!

    PREFIRO CORRER O RISCO DE PERDER DO QUE ME ARREPENDER DE NÃO TER LUTADO!!


    Um abraço!

    ResponderExcluir
  2. MINISTERIO DA SAÚDE ADVERTE: SUBISIDIO FAZ MAL A SAÚDE POIS É SINONIMO DE SUICIDIO!!!!!
    EULER, BOA TARDE. QUE VERGONHA. SERA QUE ESSE PESSOAL AINDA NAO ENTENDEU ISSO! PENSO QUE NAO, POIS POR AQUI AINDA TEM PROFESSOR DIZENDO QUE NAO PODE ENTRAR EM UMA GREVE ONDE O SINDICATO LUTA POR UM SALARIO QUE ELE JA RECEBE( MOSTRANDO O CONTRACHEQUE COM O VALOR DO SUICIDIO) TA DIFIÍCIL HEM?????? ESTAO CAINDO COMO PATINHOS NA LABIA DA SECRETARIA.
    ANGELICA- SDPRATA

    ResponderExcluir
  3. O ministério dos professores indica exigência do PISO SALARIAL para combater esta peste no estado de MINAS Gerais, tendo como efeito colateral a GREVE por tempo INDETERMINADO. Eu já estou usando.
    Euler, Tarumirim presente na GREVE.

    ResponderExcluir
  4. Euler, não tem como desenhar para que todos entendam? Rsrs! Brincadeira!!! É fato, depois de seus esclarecimentos, só fica nesse subsídio e aceita essa situação quem não tem prespectiva nenhuma de vida ou é o verdadeiro "professor aloprado". Vamos exterminar essa peste, nossa vacina é a lei (nossos direitos), tomenos todos boas doses de conhecimentos para garantir a total extinção desse mal.

    ResponderExcluir
  5. Prezado Euler,

    Trabalho no Setor de Pagamento da SEE e pessolmente o "suicídio" (a alcunha do danado)me tem claro viés político e era para o danado estar nos amolando a muito mais tempo, pois em fins de 2008 participei de uma reunião SEE para cobrar desta respostas de demandas que os servidores administrativos da Secretaria apresentarem no início do ano e entre uma falácia e outra, o então Secretário Adjunto ao ser interpelado quando a parte salarial nos informa que a SEE teria algo que nos surpreenderia e até nos beneficiaria e muito... Essa surpresa só não foi a frente pois no início de 2009 teve a tal crise financeira mundial que segundo nosso ex-presidente e ex-sindicalista, foi só uma marolinha... Quando do fim greve de 2010, participei de reuniões onde a SEE apresentava as demais entidades representativas dos servidores da Educação o que era discutido com SindUte, visto que foi criada uma comissão para se estudar formas de melhorar a remuneração do Magistério mineiro conforme o Acordo assinado para o fim da Greve. Bom, quando a SEE apresentou a proposta do Subsídio, me toquei que era aquilo que ela tinha na manga desde 2008 e só não colocaram no ar em 2009 por conta da tal crise financeira... Em 2010 aconteceu a Greve do Magistério como a muito tempo não se via e acho que essa deixou Aécio e Anastasia preocupados, pois não sei se reparou mas quem tomou conta das negociações foi a Renata Vilhena, braço direito do Anastasia e não a então Secretária de Estado da Educação. O que uma eleição não faz... E espertamente o Governo saca do bolso do Subsídio e coloca isso como fruto da "comissão" criada pelos termos do Acordo do fim da Greve para toda a sociedade e qual foi o resultado disso?? Anastasia eleito no 1º turno, sobrando... Nessa, o SindUte foi embrulhado direitinho e certamente muitos profissionais da Educação votaram no Anastasia por conta dos valores deveras atrativos do Subsídio e temerosos que estes não fosse implantados caso ele perdesse o pleito eleitoral. Mas chegamos a 2011 e como uma bomba (na cabeça do Governo, obviamente) o STF declara constituicional o Piso Nacional da Educação e nem me preciso me ater nisso, visto que mais explanado que fizeste não há mais o que colocar. E como bem colocado por você em outra postagem, há meias verdades contadas pelos dois lados. O subsídio é maior que o Piso Nacional ora vigente informado pelo MEC, mas o danado é em parcela única, incorporando todas vantagens adquiridas pelo servidor pelo tempo de serviço ou inerentes ao cargo ocupado. Já a reivindicação do Piso Nacional é mais do que justa, mas não é o valor de R$ 1597 o que deve ser o contemplado.
    No mais, o Magistério merece e tem que reivindicar o que lhe é de direito, mas que atentem para a legalidade e viabilidade do que querem e não se esqueçam de quem está do outro lado da mesa de negociação, que tem todo um arsenal para no mínimo protelar o inadiável. Não basta só bater de frente...

    Meus cumprimentos pela sua atuação em prol do Magistério.

    Cordialmente,

    Luciano do Couto
    Analista Educacional - SEE/MG

    P.S: mandei uma mensagem para seu e-mail que localizei no blog.

    ResponderExcluir
  6. Boa noite, Euler. E Ainda quero lhe dar os parabéns pelo excelente post(como todos). Sempre esclarecedor, só não entende quem não quer.
    Venho aqui e agora dar duas sugestões:
    1ª em uma conversa que tive com o diretor da minha escola em Cataguases, que por sinal é a única que está totalmente parada e por isso dou os parabéns aos meus combativos colegas.
    Então ele disse que precisamos urgente informar o comércio de nossas cidades que se o governo pagar o piso, ganha o comércio das cidades que receberão investimentos, por que nós passariamos ter maior poder de compra e o comerciante lhe disse que eles não tinham pensado desta forma. Então este post deveria ir parar nas mãos dos comerciantes de todas as cidades de Minas.
    2º Deveríamos fazer um ofício e passar nas escolas que ainda não estão paradas e pedir aos nossos colegas (COVARDES) para assinar e abdicar de todo e qualquer aumento que venham a tem com o pagamento do piso, e depois levar em cartório, registrar e toda vez que este professor receber seu pagamento com os ganhos da greve, seja descontado dele imediatamente por que ele não necessita do aumento, é soltar terror nestes covardes e fracos.
    Abraços.

    ResponderExcluir
  7. Caro Euler,
    É hora de por o “bloco na rua”! Independente das ações do sindicato, proponho a formação de grupos de trabalho, intermediados pelo seu blog para a visita e convencimento dos colegas que insistem trabalhar. Eles precisam saber que ao contrário do que disse o Jornal da Alterosa, eles não são heróis, mas sim vilões que roubam a esperança de um futuro mais digno de nossa classe. A criação de grupos poderiam ser por cidades ou regiões.

    ResponderExcluir
  8. Isabel Assumpção17 de junho de 2011 19:02

    olá Euler, cada vez mais este desgoverno tenta enrolar os desavizados. Passei agora mesmo seu blog para uma colega de escola, pois esta matéria é extremamente esclarecedora. Espero que ela divulgue para os demais e que todos acordem para esta triste realidade que é o subsídio e quem sabe acordem a tempo e lutem conosco. Continuo firme e estarei combatendo o bom combate. Força na luta.

    ResponderExcluir
  9. Euler, a lei do subsídio, foi feita, como nós agora sabemos, para driblar a lei do piso. O governo insiste que o subsídio é bom e é legal. Bom para os educadores o subsídio não é. Legal? Eu gostaria de uma opinião de alguém da lei-advogado ou quem entenda- sobre o que passo a relatar. Quando o subsídio incorporou os valores do nosso salário num valor único, esses valores estavam sub judice por causa da ADI 4167, não é? É claro que se o governo tivesse feito o subsídio depois de aplicar a lei do piso, provavelmente nós nem estaríamos em greve. Então na minha opinião, e é ai que eu gostaria de "ouvir" também a sua opinião, além de imoral, a lei do subsídio me parece ilegal, porque se utilizou de situação que já era ilegal desde 2010, como ficou demonstrado quando o STF derrubou a ADI 4167. Se não fosse a ADI 4167, não teria havido o subsídio ou ele teria sido diferente. Euler, o que eu quero dizer é que até a lei do subsídio foi baseada em uma premissa falsa, o que deveria invalidá-la automaticamente. Quero esclarecer que sou efetivo em dois cargos de 20 anos cada, obviamente já requisitei a volta ao vencimento através de piso, estou em greve e lutando pela adesão de mais companheiros e pretendo continuar até conseguirmos fazer com que o governo cumpra a lei do piso.

    ResponderExcluir
  10. Amigo Euler, a um mês atrás escrevi que eu imaginava que isso iria acontecer, acho que os colegas da lei 100 são a carta na manga do governo.Nunca acreditei e você sabe bem disso que esse governo iria voltar com as gratificações, pelo contrário, a intenção é acabar com todas elas e estabelecer apenas o subsídio.Até pensei que ele iria reduzir percentuais de promoção e progressão na antiga carreira, cortar o pó de giz mas parece que ele não quer nem mexer com a antiga carreira, muito menos pagar de acordo com ela.Como mais de 80% das escolas estão tendo aula normalmente a classe está dando força para o governo finalizar seu grande plano maquilavélico, só espero não escutar nenhuma reclamação depois.Não sei se ele pode fazer isso já que várias pessoas optaram pela antiga carreira mas um governo que havia criado uma lei provisória que acabaria com o próximo concurso e essa lei fortaleceu mesmo com a divulgação de que irá ter concurso o que custa ele também prorrogar eternamente a lei do subsídio assim como ele fez com a lei 100?Quando se é a favor de algo inconstitucional pois isso te beneficia corre o risco de algo inconstitucional te prejudicar, e aí, se você está inconstitucional vai recorrer a constituição pelos seus direitos? se o governo não quiser retornar os colegas da lei 100 para a antiga carreira eles vão recorrer a quem?Se os colegas entrarem de greve o que impede o governo de divulgar a vaga deles no concurso?Por essas razões até entendo um colega da da lei 100 não aderir a greve e acho muito louvável os vários colegas efetivados que aderiram, o que eu não consigo compreender é como professores efetivos com 15, 20, 25 não aderiram a greve, isso é lastimável.

    ResponderExcluir
  11. Oi Euler.
    Veja mais um ridículo joguinho político da secretária Gazzola para desestabilizar a greve. É claro! ela precisa de aliados e usa o Sindpúblicos que por sua vez, de forma servil aceita, pois quer aparecer e colher os louros que não plantou. Assim é muito fácil, como deve ser também para o professor cego e obediente, incapaz de transgredir e conduzir seu próprio destino.
    Abraços.

    http://www.sindpublicosmg.org.br/110616see.htm

    ResponderExcluir
  12. Bom dia pessoal.

    Dentre as muitas justificativas que os fura-greves dão é de que o movimento está fraco; que esta ou aquela escola não aderiu ao movimento. O próprio governo afirma que apenas 3% das escolas estão paralisadas totalmente e outros 16%, aproximadamente, estão paralisadas parcialmente. Então, porque não passemos a divulgar aqui no seu blog as escolas que de fato estão paralisadas total e parcialmente?
    Vou começar pela minha: Escola Professor José Ignácio, na cidade de Uberlândia, está paralisada totalmente (professores) nos turnos da manhã e tarde.

    ResponderExcluir
  13. Amigos, vejam isto:
    Segundo recente pesquisa encomendada pela Fundação Victor Civita e realizada pela Fundação Carlos Chagas, apenas 2% dos alunos do segundo grau, atualmente, pensam um dia em ser professor. Pesquisa acessível em: http://revistaescola.abril.uol.com.br/politicas-publicas/carreira/ser-professor-escolha-poucos-docencia-atratividade-carreira-vestibular-pedagogia-licenciatura-528911.shtml.

    E qual o perfil desses 2%? Minoria suprema, que ainda tem coragem de querer ser profissional da educação no Brasil? Segundo a mesma pesquisa os 2% tem o mesmo perfil dos atuais universitários que cursam Pedagogia ou outra licenciatura voltada para sala de aula, a saber:

    1) 80% cursaram nível médio em escola pública;
    2) 30% deles estão entre os que foram aprovados com as piores notas;

    A conclusão é que: aqueles que serão professores são mal qualificados. Respondendo ainda a pesquisa, a área de Pedagogia ficou em 16% lugar na preferência dos alunos da escola pública. Já para os alunos das escolas particulares ainda mais distante, como desejo, ocupa o 36º lugar. Os pesquisadores fizeram a seguinte pergunta: Por que você não quer ser professor? Eis as razões, senhores prefeitos, senhores governadores, senhores secretários de educação:

    1) É desgastante;
    2) Desvalorizado socialmente;
    3) Mal remunerado.

    Para piorar, nem os alunos querem ser professores, nem a família quer que sejam professores. DESSA FORMA QUAL SERÁ O FUTURO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL? QUE FUTURO TERÁ O BRASIL? Segundo os especialistas, urgentes medidas devem ser tomadas. Entre elas apontam:

    1) Melhor remuneração, para atrair os melhores;
    2) Bons planos de Carreira;
    3) Investir na formação dos profissionais;
    4) Resgatar a importância do professor para sociedade;
    5) Tratar o professor como profissional;
    6) Entre outros.

    O que temos visto no Estado do Ceará, que não é diferente do resto do Brasil? Mesmo com o advento da Lei do Piso salarial para os profissionais da educação: Conseguiram reduzir a remuneração em alguns municípios; as propostas de planos de carreira são vergonhosas; os profissionais da educação são tratados como despesa; não há investimento na formação dos profissionais; o professor é cada vez mais humilhado e ridicularizado, mesmo quando no desespero faz greve; quando falta ao trabalho com várias doenças que variam de problemas vocais, depressão e até problemas mentais, pelo desgaste e desilusão com a profissão, são tratados pela mídia como irresponsáveis e pelo Ministério Público como criminosos; não são tratados como profissionais, tanto que até o instituto do concurso é sabotado e passam a contratar por politicagem, por apadrinhamento, não por critérios objetivos, pois o concurso selecionaria os melhores, mas qual melhor quer ser professor? A pesquisa apontou que é profissão que atrai uma minoria entre os piores alunos. No Ceará educação de qualidade é um sonho de uma noite de verão.

    Como paradoxo, os repasses do FUNDEB, de janeiro de 2008 até janeiro de 2010, tiveram um aumento em média, em se tratando de mais recursos, da ordem aproximada de 70%, considerando a atualização do valor aluno para o ano de 2010. PARA ONDE ESTÁ INDO TODO ESSE DINHEIRO NINGUÉM SABE. Mas ninguém vê a mídia escrita ou televisiva investigando os desvios, muito menos o Ministério Público.

    ResponderExcluir
  14. sou aluna de uma escola q esta totalmente paralisada com a greve.
    eu acredito q essa greve eh primordial, ja q os professores realmente estao recebendo um salario de fome, comparada a outros setores, entao...
    sofrem absurdos - alguns eu mesma presenciei- alunos sem limites, sem responsabilidade, e ainda culpam os professores pela educação.. logo eles, q permanecem na escola, muitas vezes, em três horários, sem tempo para planejar melhor suas aulas e sem condições para um bom ensino, já que nossas escolas não oferecem materiais necessário - faltam mesas, cadeiras, livros, merenda de qualidad- so tem canjikinha (e como disse a conhecida Amanda Gurgel, os professores sequer tem o direito de se alimentar com essa merenda...eh "ilegal")
    Acredito q a greve nao irá prejudicar os alunos, afinal, vamos repor depois e além disso, aproveitemos o tempo para ir ampliando nossos conhecimentos em casa...
    Professores, apoio vcs, realmente a luta é necessária, afinal, essa é a única linguagem q os governantes entendem - quando entendem.
    Vcs sao os responsáveis pelos profissionais q temos hj, por todos eles! São mais q dignos d um reconhecimento. Vemos propagandas na tv constantemente, falando do valor da educação e do professor - para incentivar nossos profissionais na área - mas, se o governo não mostra na realidade, propagandas não valerão nada, e as faculdades continuarão assim: fechando, não formando turmas de pedagogia e licenciatura, já que tantas outras áreas pagam melhor.
    Força em sua luta, q Deus abençoe vcs.

    ResponderExcluir
  15. GRAÇAS A DEUS NÃO DEMORO MUITO A ME APOSENTAR,ESTOU AFLITA QUE CHEGUE O MOMENTO DE ME AFASTAR,MAS SINCERAMENTE SINTO AGONIADA POR AQUELES QUE ESTÃO INICIANDO,CONFIANTES QUE VIRÃO MUDANÇAS PARA MELHORES.QUERO DEIXAR UM RECADO AOS INICIANTES,NA PRIMEIRA CHANCE QUE TIVER, PARTE PARA OUTRA PROFISSÃO,CAIA FORA DESTA.TENHO UMA FILHA FAZENDO LICENCIATURA E JÁ DISSE A ELA QUE ESTUDE MAIS UM POUCO E MUDE AGORA ANTES DE EXERCER ESSA DECEPCIONANTE PROFISSÃO.AQUI EM MG É ASSIM SAI UM GOVERNO RUIM, ENTRA OUTRO PÉSSIMO,TANTO GOVERNADOR COMO SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO,JUNTAMENTE DELEGADAS DE SRES QUE TRATAM PROFESSORES E DIRETORES COMO SERES DIMINUIDOS PERANTE A SOCIEDADE,HUMILHAM ,EXPLORAM ,PARA QUE OS CARGOS ESTEJAM GARANTIDOS NAS DELEGACIAS DE ENSINO,QUE BOM ESSE RESULTADO DESSA PESQUISA,NÃO ESTÁ MUITO LONGE DESSA SITUAÇÃO SE CONCRETIZAR.

    ResponderExcluir
  16. A mobilização da sociedade civil é fundamental nesse momento, em cidades maiores como BH dentre outras esta mobilização poderia ser feita através carta às famílias, outdoors,planfletagem nas principais avenidas,etc são alternativa viável que todos nós poderíamos fazer, dentre outros meios, nas cidades menores além de cartas, planfletagem nas principais Brs que cortam esses municípios, etc, também a mobilização dos alunos. Os comandos de greve poderiam organizar o dia D da mobilização dos alunos em praça pública com carro de som etc. Deve ficar bem claro para a opinião pública que esse governo não paga o piso nacional que é direito do servidor da educação.

    ResponderExcluir
  17. Caro Euler e companheiros em greve,
    como é que pode,num momentotão impor-
    tante deste para a categoria que é a
    GREVE,instrumento históricode luta,
    e colegas da escola "PREOCUPADÍSSIMOS"
    com festa junina?????
    Ficam à cata de doações para a realização da
    mesma,não se constrangem nem um pouco em agir
    como pedintes para angariar fundos para reparos
    de portas,janelas quebradas e outros mas,também
    não se constrangem de ficar tão omissos,cabisbaixos e até agindo como puxa-sacos
    de diretores que muitas vezes são capachos dos
    de "cima".
    Fico indignada em saber que estes colegas estão
    que estão subindo horário,ficando preenchendo
    o nosso espaço,enquanto estamos seriamente comprometidos com a luta que
    deveria ser também destes traidores(estou com
    muita indignação).
    Depois,ficam com bravatas na escola,dizendo que com eles os alunos não brincam,não fazem hora...
    Por que não usam esta "braveza" contra os que realmente nos oprimem???
    Ora...festas juninas,sim.Mas,"promoteurs" das mesmas e que os outros lutem por eles????
    Por hoje é só.Desculpem,companheiros de verdade,
    por não ter conseguido me conter...
    Abraços e força na luta!

    ResponderExcluir
  18. OLÁ EULLER. GOSTARIA DE SABER QUANTO A ADESÃO DA GREVE EM GOVERNADOR VALADARES, POIS TRABALHO EM UMA ESCOLA EM QUE NO MEU TURNO APENAS EU ADERI A MESMA E SOU DESIGNADA. ESPERO SUA RESPOSTA QUANTO A ADESÃO NA CIDADE, POIS CONFORME FOR, RESOLVEREI SE FICO NA GREVE OU SE RETORNO AS MINHAS ATIVIDADES NORMAIS, POIS COMO DESIGNADA E UNICA NA ESCOLA TENHO MEDO DE RETALHAÇÕES POR PARTE DO ADMINISTRATIVO. GRATA POR SUA RESPOSTA DESDE JÁ

    ResponderExcluir
  19. EULER A SRE DE JANAUBA QUER QUE O PROF.FAÇA UMA DECLARAÇÃO PARA COLOCAR NA PASTA FUNCIONAL
    DIZENDO QUE ESTÁ DE GREVE,ISSO É ASSEDIO OQUE DEVE SER FEITO?

    ResponderExcluir