domingo, 10 de janeiro de 2027

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15 de novembro: um golpe atrás do outro

A eleição de Bolsonaro, é preciso que fique bem claro, não significa que o Brasil esteja vivendo em regime democrático. Primeiro, tiveram que derrubar a presidenta Dilma e em seguida prender Lula. Somente assim, e mesmo assim com o esquema do Fake News via Watsap, conseguiram eleger o candidato da ultra direita. Neste 15 de novembro, data da proclamação de uma república sem povo, criada num golpe de força, que não incluiu os antigos escravos e muito menos a população pobre. De 1889 até hoje o Brasil viveu poucos períodos de liberdade democrática, geralmente interrompida por golpes. Antes eram os militares associados a civis das elites. Agora, uma aliança nada santa entre mídia, justiça, parlamento, militares e religiosos fanáticos ou charlatões. Tiveram a preocupação de manter uma roupagem formal legal, aspas, institucional, aspas. O presidente Jango foi derrubado via golpe militar, apoiado pela CIA, pela classe média (como sempre) e pelos banqueiros - e pela igreja também. Com Dilma, houve uma combinação maligna do esquema montado pela CIA chamado Operação Lava Jato - cujo juiz titular ganhou agora o prêmio pelo serviço sujo prestado -, com a aprovação do impeachment sem crime via parlamento de picaretas chantageados pela ameaça de prisão por conta da corrupção que cometeram em nome da família deles; e em seguida, de forma calculada, com a prisão do maior líder popular do país, Lula, que venceria as eleições de 2018 no primeiro turno. E é desta forma que eles querem manter o regime de exceção criado com o golpe de 2016: via judicialização da política, combinada com as Fake News para enganar parcelas analfabetas políticas e com o respaldo da força militar, caso haja necessidade. Os mesmos militares que antes demonstravam algum apego aos interesses nacionais, mas que agora viraram declaradamente uma força auxiliar dos EUA. Lula será mantido preso ad infinitum e outras lideranças de esquerda que surgirem serão enquadradas judicialmente em um crime qualquer - terrorismo, corrupção sem prova, etc. Penso que a direita não abrirá mão do poder nos próximos 10 anos, pelo menos, tempo necessário para que coloquem em prática o programa neoliberal que jamais receberia o apoio da população em processo eleitoral que houvesse debates públicos no lugar de fofocas de grupos familiares e de amigos via Watsap. Por isso, o Brasil vive esta indigência intelectual, ética, moral e política. O programa neoliberal, de direita, portanto, é muito claro: entregar as riquezas do país, como o pré-sal, para os gringos, privatizar tudo, inclusive as fontes energéticas estratégicas, a saúde, a educação; precarizar o mundo do trabalho, restabelecendo as condições de escravidão, transformando o Brasil, em suma, em mera colônia dos países ricos, sem qualquer protagonismo no cenário internacional. Bem diferente da era Lula, quando o Brasil assumiu um papel de destaque, com políticas autônomas, garantindo respeito aos cidadãos brasileiros no mundo inteiro. Hoje, e em breve, as pessoas vão sair daqui desesperadas em busca de oportunidade fora do Brasil. Mas, vão encontrar as portas fechadas nos EUA e na Europa, que querem se apropriar das riquezas nacionais de países como o Brasil e explorar a mão de obra barata, mas nada de receber grandes contingentes de migração. Isto está muito claro no posicionamento de Donald Trump - admirado por Bolsonaro e seus seguidores - e dos governos dos países da Europa. Para romper esse esquema antipovo é preciso desmascarar a judicialização seletiva da política (prendem Lula, mesmo sem prova alguma, mas mantêm soltos Aécio, Serra, Temer, entre outros, todos com soberbas provas ou indícios). É preciso também desconstruir essa fobia chamada antipetismo (ou anticomunista, ou anti-MST, MTST, etc.). Trata-se de uma construção midiática de longos anos martelando o cérebro de pessoas simples que acabaram associando essas entidades a tudo de ruim que existe no mundo. Pessoas que viveram 12 anos de conquistas - salários aumentando todo ano, pleno emprego, milhares de concursos públicos todo ano, cotas para corrigir distorções e injustiças históricas, políticas de proteção social que tiraram o Brasil do mapa da fome - e tiraram 40 milhões de pessoas da miséria -, entre outras conquistas. Tudo isso graças às políticas públicas desenvolvidas nos governos do PT, mas as pessoas são incapazes de reconhecer isso e ficam presas aos chavões, como se o PT e Lula fossem chefes da maior quadrilha de ladrões do planeta. O que não se confirma em hipótese alguma. Nunca descobriram uma conta de Lula ou Dilma no exterior ou no Brasil, como acontece com políticos do PSDB, do PMDB, do PP (que foi o partido de Bolsonaro durante um bom tempo) e do DEM, por exemplo. Além disso é preciso desconstruir essa outra falácia de que a corrupção na política é o maior mal do Brasil. É uma grande hipocrisia da sociedade. Existem práticas que se igualam ou superam os desvios de corruptos políticos. Exemplos? Na justiça, com a venda de sentenças para os ricos; entre os maiores empresários, que são os que mais corrompem e não pagam impostos; e com a classe média alta, com a gigantesca sonegação de impostos, que supera em muito toda a corrupção feita pelos políticos; e isto sem falar nas muitas formas de corrupção que acontecem nas nossas cidades e no cotidiano das pessoas. O Brasil é o país das vantagens e dos privilégios individuais; o país do QI alto (quem indica) que recebe o título pomposo de "meritocracia". O sujeito puxa saco do chefe, e é promovido em nome da meritocracia. Agora também voltou a ser, como na ditadura, o país da delação, do dedo durismo. Para se darem bem e escaparem de alguma pena, as pessoas precisam entregar os outros, mesmo que não tenham prova alguma contra eles. A Lava Jato foi o maior exemplo dessa prática vergonhosa: o sujeito que roubou e delatou está solto e premiado com a liberdade e com parte do roubo, enquanto os delatados, mesmo que sem prova, estão presos. Enfim, é preciso desfazer essa cultura falso moralista de que, em nome do combate à corrupção (seletiva e partidária) justificaria acabar com a democracia, prender seletivamente algumas pessoas e privatizar tudo, causando enormes prejuízos ao país e ao povo brasileiro, principalmente. O regime defendido e praticado pela direita não inclui toda a população nos benefícios e direitos, mas apenas nos deveres e na super exploração. A minoria fica com os privilégios, enquanto a maioria terá que trabalhar como escrava ou viver na mendicância. E é esta a essência que precisa ser revelada ao povo brasileiro e não a perfumaria de questões morais como Kit Gay, combate seletivo à corrupção, etc. A maioria do povo brasileiro, se não quiser perder todos os direitos e conquistas, terá que aprender a se organizar, a se unir e a construir uma ação política em torno de questões essenciais no mundo do trabalho, na defesa dos interesses sociais e políticos comuns, na soberania do Brasil e na defesa da democracia real, popular, participativa, e não esta forma atual tutelada por militares e juízes que se tornam cada vez mais uma casta privilegiada. Vítima de muitos golpes, o povo brasileiro precisa amadurecer e aprender com a história. Com a nossa história.



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Editorial - 31/10/2018

A prisão do presidente LULA foi uma farsa, como quase tudo o que tem acontecido no Brasil nos últimos anos. A derrubada de Dilma, e a própria eleição desse fascista, sustentado pelo Fake News e pela campanha da mídia para destruir o PT e os políticos em geral. Eu considero que o golpe de 2016 fechou o ciclo com a vitória eleitoral do fascista. Este golpe começou com a Operação Lava Jato, teleguiada pela CIA, e cujo principal operador do plano maligno, juiz Moro, recebe agora o seu prêmio pela missão dada pelo Departamento de Estado dos EUA: um cargo de ministro do STF ou de ministro da justiça (minúsculo mesmo) no governo Bolsonaro. Estão todos eles ligados ao esquema maior montado pela Casa Grande com seus patrões do exterior: derrubar o governo Dilma, implantar um governo servil, que entregue às petroleiras todo o petróleo do pré-sal; cortar as conquistas trabalhistas de um século de lutas; privatizar tudo, inclusive a previdência, e fazer os trabalhadores se aposentarem somente com 90 anos; reduzir ao mínimo o SUS; criminalizar os movimentos sociais (MST, MTST, CUT, etc) e transformar o Brasil numa colônia. Foi nesse projeto, que a maioria do povo brasileiro, enganada, votou, fechando assim o golpe de 2016, que derrubou ilegalmente uma presidenta eleita pelo povo, colocou no governo uma quadrilha e conseguiu eleger um candidato do sistema em nome do combate ao sistema. Temos que reconhecer: a direita, depois de quatro derrotas consecutivas, conseguiu, com a ajuda do imperialismo, montar um esquema maligno que convenceu - via Fake News, pastores charlatões, pressão de empresários em ambiente de grande desemprego e manipulação midiática - a maioria da população a votar contra seus próprios interesses. Não é a primeira vez na história da humanidade e nem será a última que um povo é iludido e induzido a escolher o lado dos seus algozes como sendo seus salvadores. Com o tempo, quem sabe, as pessoas se deem conta do que aconteceu. E que a nossa resistência coletiva consiga impedir, pelo menos em parte, aos estragos que estão colocados desde já no cenário pós-eleitoral. Nas escolas, nas ruas, nos campos, nas construções, nas fábricas, nas casas e nas redes sociais: é preciso continuar e fortalecer a luta por um Brasil mais justo, mais humano, menos desigual. Não vamos nos dispersar, nem nos intimidar. Eles vão tentar se impor pela propaganda e pela força, principalmente, que é o que sabem fazer. Mas, as consequências dos atos contra o nosso povo falarão por si. Temos o dever de nos manter unidos e canalizar o descontentamento, que crescerá, para um projeto de mudança real, em favor dos de baixo. Não vamos fugir: vamos resistir, lutar e vencer!
  

Haddad hoje, 25/10/2018, em Recife, com a presença de milhares de pessoas: Haddad sim! Ele nunca!

Haddad está virando e vai vencer. É o que mostram as pesquisas. É o que estamos sentindo. Será a vitória do povo brasileiro. Ganhar de virada é ainda mais emocionante. Ainda mais pra cima dos fascistas. Gente, é preciso ganhar cada voto. Até domingo todos nós podemos virar de 3 a 5 votos. Se milhares fizerem isso, vencemos! É preciso explicar para as pessoas que muita coisa está em jogo: a aposentadoria das pessoas em final de carreira; a Educação pública, o SUS, as conquistas sociais e trabalhistas, o Bolsa Família, o ensino superior gratuito, e, acima de tudo, a democracia, a liberdade de imprensa, de expressão e de manifestação. Se Bolsonaro vencer, haverá guerra civil no Brasil e guerra externa, contra a Venezuela, contra a Bolívia, porque essa turma que acompanha o candidato de extrema direita é belicista. E entreguista, pois pretendem doar tudo para os EUA. O candidato da democracia, Haddad, ao contrário, está comprometido com as conquistas sociais e com as garantias e liberdades individuais. O povo brasileiro não pode votar no desespero em aventuras fascistas. Vai custar muito caro para os de baixo, principalmente. Mas, não se iluda a classe média: a vitória do fascismo representaria grandes perdas para todos, menos para os ricaços que financiam essa turma nas redes de fake news. Por isso a campanha de Haddad está crescendo e pode virar o jogo. As manifestações em São Paulo, Rio, Ceará e Pernambuco, que ocorreram nos últimos dias, mostram uma militância empolgada, retomando o pique das grandes batalhas decisivas, que poderão culminar, no domingo, com a vitória de Haddad, numa virada que representará o início do fim do golpe de 2016 e mostrará a força do povo brasileiro. A força do povo e a liderança de Lula, perseguido político, com a vitória do candidato que ele indicou. Então, vamos à luta, vamos virar cada voto até domingo. Um forte abraço a todos/as e força na luta!

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  Contra o fascismo: ainda dá pra virar! 

   Hoje a tarde, deitado em minha cama, ouvi um discurso com uma tenebrosa voz, vindo da casa de um vizinho do fundo. Como fundo musical, o refrão do filme Tropa de Elite, filme que faz apologia à tortura, ao falso moralismo e à violência policialesca como solução para tudo. No discurso, que está mais para gritaria, o candidato fascista dizia que não havia o menor problema em matar, matar, matar... pobres, favelados, mulheres pobres, LGBTs. Para esses doentes sádicos, pobres da periferia são bandidos que devem ser mortos; mulheres devem ser submissas - como aliás ensinam em várias igrejas evangélicas; LGBTs são seres como os negros eram vistos no passado escravocrata: seres sem alma, que devem ser detonados. Bolsonaro e sua trupe estão há 30 anos repetindo essa mesma não-música de uma nota só: matar, torturar, executar. Falam em nome de Cristo, quando no fundo são a negação de tudo o que Cristo ensinou; falam contra a política, quando viveram, eles e seus familiares, nos últimos 30 anos, às custas dos privilégios que são dados aos políticos - e também aos juízes e promotores. Falam contra a corrupção como discurso oco, vazio, quando estiveram e estão sempre ligados a corruptos, sonegadores de impostos e agiotas do grande capital. Moralistas sem moral alguma. Canalhas! A metade da população brasileira foi entorpecida com notícias falsas (fake), que tentam desqualificar os adversários políticos de maneira covarde e mentirosa. Inventam que Haddad criou o tal Kit Gay; que Lula é corrupto (embora esteja preso sem que contra ele tenham apresentado uma prova sequer, num julgamento farsesco montado pela CIA e seus agentes da Globo e da Lava Jato). Mexem com os sentimentos mais primitivos de pessoas que demonstram, com isso, ou melhor, revelam, com isso, um caráter duvidoso; falta de caráter... mau caráter. Não há argumentos lógicos para apoiar monstros e monstruosidades, a não ser que as pessoas tragam, de forma oculta, algo que as identifique com estes indivíduos. Votar ou apoiar Bolsonaro soa, para mim, cada vez mais, como expressão de mau caratismo; ou de uma pessoa que foi muito enganada, por se tratar de um analfabeto político, ignorante em relação à História da humanidade e do Brasil; ou de alguém que, mesmo sabendo de tudo isso, ainda assim optou por se tornar cúmplice. De forma ativa ou omissa. Este, terá sempre uma marca a esconder na sua história. Viverá nas sombras, fugindo do peso da própria memória, porque foi cúmplice de um mal maior que está prestes a se apropriar de todos os poros do Brasil, com consequências devastadoras sobre a vida de milhões de pessoas, especialmente as mais pobres, as mulheres, os negros, as LGBTs. Bandos de sádicos mal resolvidos que buscam na violência de grupos armados ou não a prática da intolerância ao diferente, e com isso, uma forma de saciar com sangue o seu próprio fracasso (uma pessoa pobre, feliz, em paz consigo e com os outros é bem sucedida; uma pessoa da classe média que sonha ser rica e não consegue, ou que julga ser, sem ser, é um fracassado). E desse fracasso social na disputa de mercado, onde pouquíssimos velhacos gananciosos se dão bem, surgem esses projetos de monstrinhos marombados que julgam que podem impor suas vontades pela força física. Não têm sonhos, nem projetos, nem ideias, nem memória. São autômatos, feitos robôs a repetir: matar, matar, matar... "seus comunistas!","bandido bom é bandido morto!", "bolivarianos!", "seus viadinhos que precisam ser curados ou mortos!". Enfim, um filme de horror, que está plantado nas famílias brasileiras - quando falam em família, não sei porquê, sempre me lembro daquela outra noite de horrores, quando os golpistas deputados que derrubaram a presidenta Dilma repetiam: "pela minha família..., pela minha honra". Um bando de canalhas cretinos falando em honra e em família... é de doer. Aliás, naquele triste dia, o "mito" dessa gente vazia e lobotomizada pela mídia, fez questão de homenagear o torturador Coronel Ustra, de triste memória, que tinha como hábito levar as crianças para assistir os pais sendo torturados. Essas sim, eram as famílias que se identificavam com a realidade do nosso povo. Pelo bem do nosso povo, de todos nós, eu acredito que ainda dá pra mudar. Ainda dá pra virar. Com Lula, com Haddad, com o povo brasileiro. (12/10/2018).

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 Breve Editorial do Blog:

No próximo dia 07, domingo, haverá eleições para presidente, vice, senadores, deputados federais e estaduais. O Brasil vive um momento muito delicado. Em função da manipulação midiática, da ausência de debates públicos sobre temas de interesse do povo brasileiro e do clima de medo, ódio e terror e falso moralismo criado por agentes do imperialismo, uma parcela expressiva da população foi contaminada. É isso mesmo. Não podemos considerar como coisa normal que milhares de cidadãos, incluindo mulheres, negros, trabalhadores assalariados, moradores da periferia das grandes capitais possam defender uma candidatura que apregoa eliminar esses grupos da sociedade. É como se as vítimas do nazismo votassem em Hitler para logo em seguida enviá-los para os campos de concentração. Só mesmo uma parcela da população mentalmente doente, contaminada pela máquina de propaganda de uma mídia que está a serviço dos piores interesses, poderia se associar a tal projeto. 

A mídia, a Globo, o juiz Moro, boa parte dos pastores evangélicos e católicos - estes contrariando o Papa Francisco, que é claramente progressista e humanista - boa parte dos juízes e do Ministério Público, formaram, no Brasil, uma aliança do mal, que quer nos esmagar. Não podemos aceitar isso. Prenderam Lula sem prova alguma contra ele, para afastá-lo de uma eleição certa para a presidência da república. Derrubaram através de um golpe teleguiado pela CIA e seus agentes locais (juiz Moro, Globo e outras figuras golpistas) a presidenta Dilma, eleita legitimamente pela maioria do povo brasileiro. O governo que a sucedeu, formado por uma quadrilha, colocou em prática todos os sonhos das elites ricas do país e de seus associados externos: cortaram as conquistas trabalhistas, entregaram o pré-sal, destruíram as principais indústrias nacionais, sobretudo a Petrobras, graças à ação lesa-pátria da Lava Jato em conluio com a Globo, entre outras medidas. 

O Brasil não vive mais um Estado Democrático de Direito, e as garantias constitucionais foram rasgadas, inclusive com o respaldo do STF, que, em tese, deveria ser o guardião da Carta Magna do país. Como resposta a tudo isso, é preciso que a parcela ainda expressiva da população brasileira que não foi contaminada pela Aliança do Mal, e que deseja reconquistar a democracia, a participação popular, com a formação de governos que defendam políticas públicas em favor dos de baixo - na Educação, na Saúde, na Cultura, na economia, enfim - manifeste a sua indignação no dia 07 de outubro de 2018 votando em HADDAD para presidente da República, como representante de LULA e do povo brasileiro. Os mineiros têm (temos) ainda dois outros compromissos: eleger DILMA para o senado federal e derrotar Anastasia no primeiro e no segundo turnos. São compromissos históricos do nosso povo, sobretudo das valentes mulheres, dos profissionais da Educação, dos trabalhadores e trabalhadoras assalariados, dos servidores públicos da Educação, da Saúde, da Cultura, enfim, de todas as áreas. É preciso ainda eleger uma forte bancada de esquerda, popular e democrática para o congresso nacional e assembleias legislativas. 

Não temos o direito de nos omitir diante desse momento gravíssimo da vida do povo brasileiro e do Brasil. Claro que a nossa luta não se resume a eleger os representantes aos cargos do executivo e parlamento. Mas, essa luta não pode ser desprezada, sobretudo nesse momento, quando os golpistas tentam fechar todas as portas para impedir a participação popular. A vitória de um fascista para presidente da república, com política ultra neoliberal na economia, de repressão junto aos movimentos sociais e de ataques aos diferentes grupos políticos, sociais e étnicos, beneficiando apenas a minoria rica, branca e machista e seus associados estrangeiros representará um grande retrocesso para o povo brasileiro e para toda a América Latina. Temos a chance de iniciar a derrota desses setores e reconstruir a democracia, os direitos e conquistas do nosso povo, a soberania, a volta de políticas públicas em favor dos de baixo e de uma cultura de paz, solidariedade e justiça social, em oposição aos projetos que conduzem à guerra entre os pobres, ao ódio e à exploração em larga escala da maioria do nosso povo. Eles não! Eles não passarão!

Um forte abraço a todos e força na luta até a vitória final!

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Com canalhas no comando do país, Brasil caminha para o fascismo. Num misto de ditadura de toga com repressão policial.

A elite brasileira é colonialista. Branca, preconceituosa, golpista, mau caráter e canalha. Nunca conviveu com a democracia. Mesmo a democracia formal, que concede direitos e garantias apenas no papel, enquanto na prática assegura ao clube fechado de privilegiados todos os direitos e blindagens. Esta elite está, desde sempre, associada ao que há de pior no cenário internacional. Antes, como agora. Se depender dessa elite o Brasil será sempre uma colônia, com um povo escravizado e uma casta com privilégios os mais variados.

O cenário político atual é o retrato deste preâmbulo que descrevi. O maior líder popular do país está preso sem ter cometido crime algum, sem prova concreta alguma contra ele, num claro processo montado pela CIA e pelos representantes no Brasil do Departamento de Estado dos EUA, tendo como executores dessa montagem a Rede Globo e suas afiliadas informais regionais (Itatiaia, Band, e etc) e um judiciário autocrático, representado pelo juiz Moro e sua equipe de Dalagnois e policiais federais cooptados e treinados pelos EUA.

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A intervenção militar no Rio
 
Está cheirando a Lava Jato 2, a versão militar. Primeiro usaram o judiciário com o pretexto de combater a corrupção na Petrobras somente nos governos do PT, com ampla campanha midiática. Todos assistiram em silêncio ao festival absurdo do golpe teleguiado pela CIA / NSA / FBI via Lava Jato e Globo, com a adesão local dos patos verde-amarelo da Fiesp.

Agora, com a proximidade das eleições de 2018, o crescimento da candidatura Lula e nenhuma alternativa confiável no campo da direita (nem eles confiam muito em Bolsonaro), ensaiam este novo capítulo do golpe. Com o exército nas ruas para combater a… “bandidagem”… dos morros, claro, já que a bandidagem (sem aspas) do alto continua solta, no governo federal, no congresso nacional, na justiça, no ministério público, no topo do empresariado. Com total blindagem pela mídia… e garantidos pelas forças armadas.

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Operação Lava Jato: a maior farsa da história do Brasil

Escrevo essas linhas no momento em que o Brasil assiste, perplexo, anestesiado até, ao julgamento final do ex-presidente Lula. Uma verdadeira farsa e um capítulo quase final de um golpe de Estado armado por grupos estrangeiros e seus associados locais.

Durante três anos, a Globo e a Lava Jato conseguiram causar um estrago maior até do que se o Brasil tivesse sido vítima de ataques de mísseis do imperialismo. Nesse processo carregado de ódio e escorado numa campanha cínica e falso moralista de combate à corrupção, o Brasil assistiu praticamente sem reação aos seguintes acontecimentos nocivos ao nosso povo:


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O Brasil de 2017, visto do futuro

O Brasil de 2017 era um país sob ocupação. Não foi a primeira vez, aliás. Num futuro ainda mais distante do que eu vivo agora – 10 anos depois -, os historiadores escreverão com mais detalhe sobre o Brasil, mencionando com certo destaque o ano de 2016. O ano do golpe, que derrubou uma presidenta honesta em nome do combate à corrupção para colocar no governo federal uma quadrilha inteira. De canalhas a ladrões profissionais. Como o Brasil teria chegado a essa situação? E que relação teve esse golpe com a ocupação estrangeira do país? É o que tentaremos aqui, do futuro, decifrar nas linhas seguintes. 

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Globo e Moro transformam o Brasil numa 
republiqueta de quinta categoria

Dias tenebrosos... O Brasil se tornou uma republiqueta de quinta categoria graças à ação de intervenção dos agentes do imperialismo... Moro, Globo, Janot, um STF acovardado, um parlamento corrupto, intimidado e chantageado...

Dias tenebrosos para o povo brasileiro... Não há mais garantias constitucionais, nem democracia, nem estado democrático de direito... e as poucas conquistas sociais e trabalhistas estão ameaçadas. E há quem, entre os de baixo, acredite nessa narrativa golpista dos canalhas.

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Um Brasil pós-golpe de 2016 nascerá

Vai levar algum tempo até que as forças populares e de esquerda reconstruam uma maioria capaz de realizar grandes mudanças. A chegada do PT ao poder, ao governo federal, representou um avanço, embora tenha ocorrido em coalizão com setores da direita e fisiológicos. Isolado, dificilmente o PT conquistaria o governo federal. E se o fizesse, não governaria, pois nunca teve maioria parlamentar. Daí as alianças com setores conservadores, fisiológicos e de direita.

Até um certo momento, enquanto foi possível imprimir um ritmo de crescimento econômico, combinado com a geração de empregos, aumentos salariais e distribuição de renda, o PT conseguiu manter o leque de alianças que garantiu a chamada governabilidade durante 12 anos, pelo menos. Nesse período, o PT cometeu erros e acertos. 

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O golpe está produzindo monstros; mas pode provocar também a emancipação do povo brasileiro. Nas ruas.

Retomando as análises. Dia 13/06, um mês após o golpe que afastou ilegalmente a presidenta Dilma. Está claro para a maioria das pessoas, as mais lúcidas, as não contaminadas pela lavagem cerebral da mídia, que se tratou de um golpe. E de um golpe para cumprir objetivos bem determinados. Entre eles: retirar direitos dos trabalhadores, reduzir investimentos nas áreas sociais, entregar o pré-sal e a Petrobras para os gringos e transformar a eleição direta para presidente em mera peça decorativa de uma democracia sem conteúdo.

No fundo, era para as ruas do país estarem todas ocupadas por milhões de pessoas que serão prejudicadas pelas políticas do governo golpista. A maioria dos brasileiros - pelo menos 80% da população - será fortemente prejudicada.

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A comédia - se não fosse trágico - do golpe

03 de junho de 2016 - Boa noite a todos e todas e FORA TEMER! A presidenta Dilma precisa assumir compromissos públicos com os movimentos sociais e convocar a população para ajudá-la a lutar contra o golpe. Um ponto que considero central é comprar logo uma briga com quem articula a direita e organiza o golpe: a Globo. É preciso levantar publicamente a possibilidade e a necessidade de cassar a concessão da TV Globo. Transformar esta possibilidade em bandeira nacional, tal como se faz com uma grande causa.


A Globo forma hordas de lobotomizados, articula a classe média contra os governos populares, injeta ódio contra os governos progressistas e blinda os governos de direita, como faz agora contra o desgoverno golpista. É preciso discutir publicamente se uma emissora, que é uma concessão pública, pode lançar mão de tamanho poder de manipulação em favor da minoria privilegiada e contra os interesses do povo brasileiro.

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367 picaretas se curvaram às ordens da Casa Grande. Em nome do Deus do vil metal, das tenebrosas negociatas, da traição e da molecagem

Foi um show de horrores. O dia 17 de abril entra para a história do Brasil como uma data infeliz, quando a Câmara dos deputados, mais precisamente 367 picaretas aprovaram o impeachment de uma presidenta honesta. Na direção dos trabalhos, o maior corrupto do país. Dava nojo ver os deputados falarem "em nome do combate à corrupção" e em seguida votarem em favor do golpe dirigido por uma quadrilha de ladrões. 


Entre os discursos decorados desses moleques travestidos de deputados, era comum a referência aos filhos e netos e a Deus para justificar o ato ilegal, covarde e desonesto de derrubar uma presidenta legitimamente eleita pelo povo brasileiro. Verdadeiros pilantras, pois não foram eleitos para cassar 54 milhões de votos dos cidadãos brasileiros - o meu, inclusive - em nome de favores pessoais e de outras malandragens. 

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Sem votos, canalhas da direita insistem em levar o poder no golpe. E o estado paralelo de Curitiba, cujo juiz virou herói da direita? Que piada! Dia 31, todos às ruas em defesa da democracia!

O Brasil vive os momentos finais do golpe anunciado já há algum tempo. As novas gerações não têm ideia da luta que foi derrubar uma ditadura depois de 21 anos e construir, mesmo de forma limitada, cada tijolo da atual democracia. Muitos deram a vida, muitos foram presos e torturados, outros desapareceram para sempre. Muito sangue e suor encharcou as ruas do Brasil em defesa da democracia, das garantias constitucionais, do estado democrático de direito, que hoje são espezinhados por mafiosos com o discurso falso moralista de combate à corrupção.


Que falta faz ao nosso povo, a uma parte, pelo menos, conhecer a melhor a História do país onde vive, as identidades culturais, o passado dessa gente que hoje ataca o governo como se santos fossem. Os milhares que saíram às ruas exigindo a derrubada do governo Dilma e a volta da ditadura, em nome do combate à corrupção, são verdadeiros analfabetos políticos. Pior até. São os alfabetizados pela Globo, pela Band, pela Veja, pela Rádio Itatiaia, entre outras, todas elas envolvidíssimas no golpe em curso no Brasil. E em outros golpes, caso da Globo, principalmente.

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Nadando contra a correnteza fascista. Sempre.

Belo Horizonte, dia 18 de março de 2016: Olá, pessoal da luta! Acabo de voltar da gigantesca manifestação que ocorreu em BH. Foram várias horas de caminhada em defesa da legalidade, da democracia, das garantias constitucionais e das conquistas políticas, sociais e trabalhistas ameaçadas pelo golpe em curso no Brasil. Não vou escrever muito agora, pois preciso descansar um pouco. Mas, publico algumas das muitas fotos que tirei e que falam por si: um mar de gente de vermelho e de muitas cores e sonhos. Gente de luta, mas com serenidade, com paz e com energia muito positiva e alegre. Essa é a nossa gente, bem diferente da turma da direita, que exala ódio, rancor, pessimismo e frustração. Eles são infelizes; nós não. Queremos um Brasil para todos, especialmente para os de baixo. Eles querem um Brasil para uma minoria.

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Crônicas do Frei Gilvander


Justiça da Casa Grande não é justiça
Gilvander Moreira[1]

A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dia 7 de abril de 2018, é um acontecimento histórico diante do qual não há espaço para omissão ou pretensa neutralidade. Quem não se posicionar será arguido pela história como cúmplice. Mesmo sendo crítico da política de conciliação de classes, da inclusão pelo consumo, da manutenção da política econômica concentradora de riqueza e renda, sem fazer as reformas de base e de outras contradições que Lula, o PT e Dilma praticaram ao longo de 13 anos no governo federal (2003 a 2016), uno-me a todas as pessoas que têm senso de justiça para discordar da condenação e da prisão de Lula, sobretudo da prisão em segunda instância, antes do trânsito em julgado, o que ameaça a presunção de inocência e o direito à ampla defesa de toda pessoa. 
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No Brasil, 310 milhões de hectares de terras devolutas para o agronegócio
Frei Gilvander Moreira

No Brasil, os que se dizem proprietários de terras mantêm, há séculos, o controle sobre as propriedades rurais e cobram valores injustos pelo uso da terra através de arrendamento, parceria, à meia, etc. “Relação de arrendamento: terra em troca de renda em trabalho (como é o caso do cambão no Nordeste), em espécie (como é o caso da parceria em todas as regiões do país) e em dinheiro (como é o caso particularmente do arrendamento de terras no sul e no sudeste)” (MARTINS, 1983, p. 36).

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Redução do salário mínimo, golpe em 100 milhões de pobres e idosos
Por frei Gilvander Moreira

Dia 29 de dezembro de 2017, o presidente ilegítimo e golpista Temer, por decreto, reduziu o já injusto valor real do salário mínimo ao cortar 25,00 (vinte e cinco reais) de cada trabalhador/a, desempregado/a com direito a seguro desemprego ou aposentado/a. Em 2018, o salário mínimo será de apenas R$954,00 (Novecentos e cinquenta e quatro reais), aumentando formalmente apenas 1,81%, quase só a metade da inflação. Esse é o menor aumento nominal em 24 anos, desde 1994. Na realidade, é a maior redução do salário mínimo em 24 anos.

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Natal: em noite escura, seguir por outro caminho.
Por frei Gilvander Moreira

Imersos em uma noite muito escura do capitalismo e dos golpistas – Brasil sob seu 7º golpe, consumado dia 31 de agosto de 2016, golpe parlamentar, jurídico e midiático -, eis, nós, novamente, em tempo de Natal e de virada de ano. Necessário se faz resgatar o sentido bíblico do Natal. Na Bíblia, no Evangelho de Mateus, em Mt 2,1-12, está a narrativa da visita de magos a Jesus, logo após seu nascimento, passagem exclusiva das comunidades de Mateus. Para Mateus foram os magos – sacerdotes de culto da natureza - os que, por primeiro, reconheceram a encarnação do divino no humano. O Evangelho de Lucas, em vez de falar de magos, fala de pastores (Lc 2,1-20) como os primeiros que reconheceram e acolheram Jesus de Nazaré, logo após seu nascimento. Óbvio que os Evangelhos de Mateus e Lucas não são crônicas jornalísticas escritas sob o calor dos fatos. Escritos na década de 80 do século I da era cristã, os Evangelhos de Mateus e Lucas são Teologia da História a partir dos oprimidos e injustiçados e da sua fé na ressurreição de Jesus Cristo.

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