sábado, 18 de outubro de 2014

Para o bem do Brasil dos de baixo e de toda a América Latina, Dilma precisa vencer




Vídeo das campanhas de Dilma e Aécio pelas ruas de BH. Vale a pena assistir.  De um lado, apoiadores da presidenta Dilma, com a cara e o jeito do povo brasileiro: alegres, alto astral, gente da cultura, das periferias, enfim, o Brasil brasileiro. Do outro lado, a turma do Aécio, mauricinhos, bem arrumadinhos, com discurso de ódio e alguns com arrogância, além do falso patriotismo, já que o forte dos tucanos é entregar tudo para os gringos. Os vídeos foram gravados nos dias 18 e 19 de outubro, pela Carta Capital.





(Atualização em 21/10) - A campanha de Dilma ganhou as ruas e cresce a cada dia. Ontem, em SP, uma multidão ocupou o teatro da PUC-SP, no bairro Perdizes. Hoje, em Pernambuco, Lula e Dilma foram recepcionados por milhares de pessoas nas cidades de Goiana, Petrolina e Recife. Por todo o Brasil, manifestações de apoio de artistas politizados, professores, engenheiros, sem-terra, sem-teto, o povo brasileiro, enfim - o que não inclui a mídia golpista e as elites colonialistas. Dilma representa o que há de melhor no Brasil, que sonha com mais avanços sociais, mais empregos, mais aumentos reais de salários, mais Educação, mais saúde, mais pré-sal, mais independência em relação aos países ricos imperialistas. Os educadores de Minas são parte desta mobilização nacional contra o retrocesso representado pelos tucanos. Por isso apoiam Dilma, 13. Não deixem de visitar o Blog da Marly Gribel, combativa professora da rede estadual de Minas, que nunca se calou e esteve (e continua) sempre presente nas lutas dos professores e do povo brasileiro.



Atualização em 20/10/14 - Três pesquisas divulgadas hoje mostram expressivo crescimento da candidata Dilma Rousseff. O Datafolha e o Vox Populi apontam números semelhantes: em votos válidos, Dilma tem 52% contra 48% do candidato Aécio. Até a semana passada o candidato tucano estava numericamente à frente em quase todas as pesquisas, embora tecnicamente empatado com a presidenta Dilma. Outra pesquisa que também revela a tendência de crescimento da presidenta Dilma é a CNT/MDA: 50,5% contra 49,5%. A única pesquisa que ainda mantém o candidato tucano na frente é a Sensus, cujo proprietário é Clésio Andrade, ex-vice governador de Aécio, acusado de envolvimento no mensalão tucano de Minas e cuja esposa é a presidente do TCE de Minas, indicada por Aécio, que jura para todo o Brasil que é contra o aparelhamento do estado por partidos. Embora não se possa confiar nas pesquisas, nem elas conseguem mais esconder o claro crescimento da candidatura Dilma Rousseff. Mas, este resultado positivo para Dilma não é motivo para acomodação. O inimigo continua atuando e jogando sujo. É o caso da Rede Globo, que hoje mesmo voltou ao ataque gratuito ao governo federal, desta vez contra o Pronatec, programa de formação profissional criado pelo governo Dilma e que já atende a oito milhões de pessoas. A Globo, a exemplo do candidato tucano, tenta colar na Dilma a imagem ineficiência na gestão. Nós sabemos muito bem qual é a eficiência dos tucanos nos governos: nepotismo, aparelhamento da máquina do estado, compra da mídia e a transformação dos tribunais em autarquias do governo. Ao contrário do governo Dilma que é fiscalizado o tempo inteiro pela mídia golpista, pela PF, pela CGU, etc., os governos tucanos são ótimos gestores... na propaganda paga, apenas. Engavetam tudo, jogam tudo para debaixo do tapete e ainda têm a cretinice de se julgarem os paladinos da moralidade. Pois, sim! Mas, o povo não é bobo, "abaixo a rede globo" (minúsculo mesmo)!





No programa de hoje (19/10), Dilma mostra o jeito tucano de governar: com apagão na era FHC e seca em SP.



Semelhança ou coincidência? Fato é que em 1989, com o apoio da Globo, da Veja e dos mesmos que agora apoiam Aécio Neves,  Collor foi eleito presidente prometendo acabar com os marajás, e outros milagres mais. Sua primeira medida foi confiscar a poupança de milhares de cidadãos. Agora, o candidato da mídia golpista e das elites faz promessas semelhantes: que o Brasil vai crescer, que a inflação vai reduzir, que o povo brasileiro encontrará o paraíso na Terra. O povo mineiro conheceu este paraíso de perto, e não gostou. Os tucanos compraram os tribunais e a mídia mineira e com isso ficaram impunes de tudo. Se você gosta de viver o inferno na Terra, mas com a ilusão de que tudo está o céu, então vote no Aécio. Agora, se você quer continuar com as conquistas que os governos Lula e Dilma proporcionaram para o Brasil, então vote DILMA, 13. Dilma não engana o povo brasileiro. E nunca o traiu. (Imagem copiada do blog Tijolaço).




Uma reflexão interessante e esclarecedora que encontrei na Internet. Lembrei de um papo que tive ontem, na rua, com uma professora que saiu em defesa da Dilma numa roda de conversa, quando provocada por uma outra pessoa, que defendia os tucanos. Minas e o Brasil não podem se calar. Sobretudo agora, na reta final, quando a mídia golpista e os tribunais dominados pelas elites tendem a blindar o candidato dos de cima e detonar a candidata dos de baixo, Dilma. Somos a maioria. Não podemos perder para a mentira, para a arrogância e para o ódio ao povo brasileiro.



(Atualizando, em 18/10/2014)O pior de tudo é ver o tratamento desigual que a mídia golpista dá às denúncias contra os candidatos. Hoje, por exemplo, ao invés de noticiar a ação do Ministério Público contra Aécio, a Band simplesmente foi atrás do candidato para que ele questionasse a ação do MP. Inverteu as coisas. É como se o acusado ali fosse o MP e não o candidato tucano. Se fosse contra o PT a denúncia sairia com destaque dizendo que o PT desviou recursos - nem apareceria como suposta acusação, não, mas como verdade já provada. E a Globo nem tocou no assunto.

Este tratamento desigual da mídia golpista acontece a todo o momento. A Globo, por exemplo, martelou a questão da Petrobras durante dias, de forma novelesca, até que apareceram dois personagens: o ex-presidente do PSDB e o falecido Eduardo Campos, que, segundo o delator teriam recebido muita grana do suposto desvio de recursos na Petrobras. Pronto. A Globo agora nem toca mais neste assunto, e quando o faz, trata de forma superficial. Acabou aquele dramalhão todo dirigido somente contra o PT.

A Rádio Itatiaia é outra vergonha nacional. Seus comentaristas e editores são todos tucanos. Fazem a maior campanha contra o PT diariamente e nada dizem sobre os inúmeros escândalos contra os tucanos de Minas e do Brasil. Tudo bem que eles estejam pendurados nas generosas verbas publicitárias do governo de Minas, mas poderiam pelo menos despistar um pouco. Que vergonha. As rádios e TVs são concessões públicas e não podem fazer campanha eleitoral aberta e descarada para um candidato.

Embora seja curto o tempo, penso que o programa eleitoral da Dilma deveria pelo menos chamar os eleitores para uma reflexão sobre o tratamento dado pela mídia - sempre em favor dos tucanos e contra o PT e a Dilma. Nas bancas de revistas as capas dos jornais e revistas são verdadeiros comitês eleitorais de Aécio. Os telejornais de rádios e TVs diários, além dos comentaristas, são quase 100% dedicados ao ataque ao governo Dilma e nada contra Aécio. É um atentado à democracia. Isso não é liberdade de imprensa, mas uma vergonhosa manipulação midiática, que o TSE finge que não vê, e que o próprio PT, infelizmente, parece ter medo de combater.

Estamos colhendo, agora, anos de omissão no combate político ao golpismo desta mídia mafiosa, canalha e serviçal dos piores interesses. Por isso, o trabalho de cada um de nós nas ruas, nas escolas, nos bares, nas esquinas, nos campos e nas construções precisa ser redobrado. Derrotar os tucanos é livrar o Brasil dos de baixo de um enorme retrocesso político e social.


P.S.: Para saber mais sobre os escândalos (alguns apenas) envolvendo os tucanos "todos soltos", clique aqui.




As eleições no Brasil estão num clima quente. Saímos de um primeiro turno que passou por diferentes momentos. No primeiro deles, Dilma liderava com folga. Depois, naquele estranho acidente aéreo, providencial para a direita golpista, Marina passou quase a assumir a ponta, numa onda de suposta renovação política. Até que as pessoas descobriram que a santa era de barro. Então, Dilma novamente retoma a liderança, mas a entrada em cena de Marina Silva e mais a generosa mãozinha da mídia golpista - Globo, Veja, etc - em favor do candidato tucano, acabaram por empurrar a decisão final para o segundo turno.

Num primeiro momento do segundo turno, parecia que uma onda conservadora havia tomado conta do país. Um conjunto de ações coordenadas, meio que semelhante a um golpe de estado, ainda que informal, foi se desenhando no nebuloso cenário nacional. A mídia golpista e tucana - Globo, Veja, Folha, Itatiaia, etc - atacou sem dó ao PT e à presidenta Dilma. Durante vários dias foi um bombardeio, na questão da Petrobras. Sem qualquer prova, dois bandidos confessos tiveram suas falas divulgadas na mídia, por obra de um suspeitíssimo juiz, de forma seletiva, sempre atingindo ao PT e ao governo federal. Ao mesmo tempo, Aécio recebia apoios dos derrotados do primeiro turno: uma fila de candidatos de aluguel e de quinta categoria, que se apresentavam para bajular o candidato tucano e descer a lenha em Dilma. Na sequência, a viúva alegre daquele que transformaram em herói nacional, enquanto interessou aos objetivos da mídia, se entregou ao coro dos ressentidos. Descobre-se agora que o herói improvisado pode estar envolvido em grandes escândalos, do novo mensalão mineiro (vide Blog Conversa Afiada) às denúncias da Petrobras. O próprio PSDB, além de todas as denúncias anteriores devidamente blindadas e engavetadas, agora também aparece no depoimento do ex-diretor da Petrobras. Duvido que a Globo coloque esta notícia em foco durante 20 dias seguidos, com requintes de sacanagem e produção novelesca, como fez contra o PT.

Passado este primeiro momento de aparente vantagem do candidato tucano, e sobretudo após o debate da Band, os ventos tomaram outro rumo, novamente em favor da candidata Dilma. É impressionante a força da presidenta Dilma. Nas manifestações de junho de 2013, que sacudiram este país, a mídia tentou derrotar a presidenta. Não conseguiu. Ela sofreu, até injustamente, mas se levantou, e foi ao encontro de lideranças genuínas do movimento de protesto, de muitas caras e tons, por sinal. Na sequência, houve o massacre da mídia em relação à Copa do Mundo no Brasil: que seria o maior fiasco do século, que os estádios iam derreter, que os turistas ficariam com medo e não viriam ao Brasil, enfim, um horror. Ou um terror. Mas, ao contrário, o evento foi marcado por grande sucesso de organização em todos os níveis. A Seleção brasileira perdeu feio para a Alemanha em campo, mas o Brasil, enquanto país capaz de organizar megaeventos, ganhou. Mérito, em grande parte, da presidenta Dilma, que de forma muito tranquila e firme criou as condições para que a Copa acontecesse com sucesso. Apesar da torcida do contra.

Agora no segundo turno observamos uma polarização radical: de um lado, tudo de ruim e negativo se juntou ao candidato tucano. O discurso de ódio e falso moralista que ele priorizou de certa forma contribuiu para isso. Aécio se firmou como o candidato da extrema direita. Conseguiu reunir os generais de pijama saudosistas do golpe civil-militar de 1964 com figuras como Lobão (cantor decadente e cada vez mais direitista), Merval, Alexandre Garcia, coronel Telhada (da turma da bala de SP), o pastor fanático e direitista Malafaia, o patético deputado fascistóide Bolsonaro, além dos ressentidos pela derrota no primeiro turno como Marina Silva e Eduardo Jorge.  Estes, além de tudo, certamente contam com ou esperam algum tipo de recompensa pelos serviços prestados.
Hordas de fascistas, homofóbicos e preconceituosos contra os pobres, os negros e os nordestinos engrossam a fila.Mas, a maior sustentação do candidato tucano é a mídia golpista, toda ela apostando na vitória de Aécio, pois será a redenção financeira e ideológica desta mídia.

Contudo, a par das disputas entre personagens e pequenos grupos, há causas e coisas mais importantes em disputa nas eleições deste ano. O presente e o futuro de milhões de pessoas no Brasil, na América Latina e no mundo dependem do resultado das eleições de 2014. Se vence o candidato da direita, toda a América Latina sofrerá uma derrota, pois o Brasil abandonará a atual política de fortalecimento dos laços com os países vizinhos, o que tem sido vantajoso para todos. Vários países da América Latina, seus povos, sentem-se mais à vontade para apostarem em governos populares e de esquerda, pois sabem que o Brasil com Lula e Dilma não permitirá intromissões indevidas. O Brasil tem um peso muito grande no continente, maior até do que o gigantismo do país.

Caso vença o candidato da direita, o Brasil voltará a se alinhar aos EUA e aos países ricos da Europa, e com isso, toda a humanidade sai perdendo. Não é novidade que os EUA são um país imperialista, que aposta nas guerras de rapina para dominar os mercados e as riquezas de outros países em favor de vários poderosos grupos econômicos. Na visão dos tucanos, o Brasil deveria apoiar os EUA nessas políticas imperialistas. Na visão dos governos Lula e Dilma, não. Basta ouvir as entrevistas dos embaixadores brasileiros que falam pelo governo federal. Eles apresentam as melhores propostas para o cenário mundial. São a favor da Palestina e dos palestinos, são contra os ataques de Israel; são contrários às guerras no Oriente Médio, são a favor do diálogo, da paz mundial, do fortalecimento do Mercosul, do BRICS, e contrários à Alca e ao livre comércio com a Europa, pois sabem que isso representaria desemprego para milhões de brasileiros.

Por isso, é até uma irresponsabilidade de alguns setores que se dizem de esquerda deixarem de apoiar a candidata Dilma, mesmo com todas as reservas que possam ter. No plano interno, votar em Dilma é apostar na continuidade das políticas de proteção social - Bolsa Família, Mais Médicos, Pronatec, etc - que retiraram milhões de pessoas da miséria e da fome e estão promovendo a inclusão de milhões no mercado de consumo e no mundo do trabalho. Se dependesse só da vontade subjetiva, o melhor seria o Brasil construir, juntamente com todos os povos do mundo, um outro mundo, liberto de toda forma de exploração. Mas, estamos ainda distantes deste cenário. E temos que dar respostas às realidades que estão aí, diante de nós, e que nos cobram respostas. No caso presente, não há meio termo: ou se escolhe um governo que tem laços com os movimentos sociais, que pratica políticas públicas em favor dos mais pobres, que procura garantir empregos, aumentos salariais reais e inflação sob controle, além da política externa não-alinhada aos EUA; ou então se vota no candidato da direita, das elites, que conduzirá o país ao desemprego em massa, com arrocho salarial, flexibilização no mundo do trabalho, alinhamento automático aos EUA, enfim, tudo de ruim para a maioria pobre.

Aqui em Minas Gerais, por exemplo, os educadores sentiram na pele o descaso dos governos tucanos. Foram anos de arrocho salarial, cortes de direitos, tentativa de enfraquecer as lutas dos educadores com vários atos voltados para dividir a categoria, além do não pagamento do piso salarial dos profissionais do magistério e da destruição das carreiras dos servidores da Educação. Por diversas vezes eu publiquei aqui as perdas salariais decorrentes da implantação do subsídio, quando o governo tucano burlou a lei federal do piso salarial dos educadores, de forma descarada.

Além disso, uma vitória de Aécio atenta contra a democracia. Isto porque Aécio, mais do que qualquer outro tucano - ou pelo menos igual a Serra - tem enorme capacidade para formar tribunais amigos, e comprar a mídia, como fez em Minas. Considero isso um atentado à democracia. Teríamos uma espécie de Minas ampliada, não com os valores e culturas mineiras, de longa e rica tradição, mas com as práticas de fantasiar a realidade. Com a ajuda da Globo, da Veja e da Itatiaia, que teriam os cofres recheados para alimentar a ganância dos barões da mídia, o Brasil seria mostrado como se estivéssemos no paraíso, encobrindo uma realidade de arrocho salarial, desemprego em massa, recessão e juros altos. A impunidade estaria garantida e em pouco tempo verificaríamos o empobrecimento de grande número de pessoas. O Brasil dos de baixo não merece isso!

Por isso, caros leitores, e especialmente os educadores que nos honram com sua visita, é nosso dever garantir a vitória de Dilma. Para o bem do Brasil dos de baixo, da América Latina e dos povos de todo o mundo. Em nome dos melhores princípios humanistas e, porque não dizer, das boas tradições revolucionárias, de jamais conciliar com os interesses dos de cima - que se unem na candidatura Aécio -, é preciso todo empenho nos próximos dias para garantir a vitória de Dilma nas eleições.

Viva o povo brasileiro! Tenho a convicção de que, se vivos estivessem, os maiores revolucionários da história recente do Brasil - Marighella, Lamarca, Gregório Bezerra, Olga Benário, Prestes, entre outros -, não fugiriam à luta e apoiariam a candidatura de Dilma Rousseff para a presidência do Brasil.

Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!

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