sábado, 20 de setembro de 2014

Apesar da mídia tucana, Dilma continua na liderança. E pode vencer no primeiro turno. Para o bem dos de baixo.



A pesquisa Datafolha revela ainda que o povão - os de baixo, como falamos aqui - está com a Dilma. Marina e Aécio vencem na "classe alta". É o corte de classe muito bem definido nas pesquisas eleitorais.


Pesquisa Datafolha: é Dilma na liderança. Na pesquisa Datatempo, do jornal O Tempo, feita exclusivamente em Minas Gerais, o resultado é ainda mais favorável à candidata Dilma: 39,8% contra 22,3% de Marina e 21,1% de Aécio. Minas dá o melhor exemplo para o Brasil.


Na manhã deste sábado, 20, ainda sintonizando as frequências das rádios, eis que ouço a chamada da Rádio Tucana Itatiaia (RTI): o segundo turno das eleições presidenciais estaria indefinido. Alguém poderia dizer que se trata do óbvio ululante: havendo o segundo turno, ele estaria indefinido, claro. Contudo, a chamada da RTI tinha um outro objetivo: tentar vender a ideia de que o candidato dos tucanos estará no segundo turno. Para este quase milagre, escalaram um diretor da Sensus que teria sido ouvido por uma repórter da RTI para falar sobre as tendências eleitorais. O tal diretor mais parecia o coordenador de campanha de Aécio Neves. Citou o nome dele umas 20 vezes, pelo menos, seguido de um "efetivamente", com jeito de falta de argumento, e sempre seguido de algum elogio ao candidato tucano. Para o diretor da Sensus, numa total falta de bom senso, Aécio era o único candidato que apresentava crescimento nas pesquisas, enquanto Marina vinha caindo. Não citou nem uma única vez o nome da LÍDER das pesquisas, a presidenta Dilma, que - esta sim - vem crescendo a cada pesquisa. Haja vista a insuspeitíssima pesquisa do Datafolha, publicada ontem, e que traz o seguinte resultado: Dilma com 37%, Marina com 30% e Aécio com 17%. Como é que a Sensus e a RTI têm a cara de pau de não mencionarem o nome da nossa presidenta Dilma e ainda por cima tentam vender a informação de que "qualquer um pode ir para o segundo turno", dando a entender que nem mesmo Dilma estaria certa num suposto segundo turno?

A verdade é que Dilma pode ganhar estas eleições já no primeiro turno. E se houver segundo turno, a briga pela segunda vaga está entre Marina e Aécio, com desvantagem para este. Mas como a RTI sonha em mudar a realidade eleitoral a partir das opiniões de seus jornalistas e colaboradores e comentaristas, quase todos tucanos (portanto, neoliberais, privatistas, e outros istas anti-Brasil e anti-povo brasileiro), vem com este papo furado de que qualquer coisa pode acontecer no segundo turno e que o candidato tucano poderia surpreender nesta reta final de campanha.

Como assim, surpreender? Há algo mais além do aeroporto de Cláudio, do mensalão tucano em Minas, da não aplicação dos 25% na Educação e dos 12% na saúde na gestão tucana em Minas; do arrocho salarial dos educadores de Minas; ou da censura à mídia e da  perseguição aos movimentos sociais? Há algo mais ainda que não sabemos? Claro que fora do território mineiro, o que os tucanos fizeram pelo Brasil está registrado em livros: a privatização / doação de boa parte do patrimônio brasileiro para gringos e amigos "nacionais"; a compra da reeleição de FHC; o engavetamento de todas as denúncias pelo procurador de FHC; o trensalão, enfim, a lista de malfeitos é grande.

O PT, é verdade, também cometeu e comete seus erros, e foi o único a pagar caro por eles. Alguns dos seus principais dirigentes estão na cadeia - ainda que em alguns casos não merecidamente. Durante nove anos o PT foi atacado dia e noite pela mídia, que não se cansa de falar no "mensalão do PT", que nada mais foi do que uma espécie de caixa dois de campanha, que é praticado até hoje por quase todos os partidos. A oposição formada por PSDB, DEM, PPS e PSB (agora), não são exceção à regra. Mas, os únicos punidos foram os dirigentes do PT, numa novela orquestrada pelo esquema midiático envolvendo a Veja, a Folha, a Globo, a Band e suas adeptas regionais, entre as quais a RTI. Que nada dizem sobre os escândalos dos tucanos, DEM e afins.

Quem tiver a oportunidade de comprar e ler o livro "O príncipe da Privataria", de Palmério Dória, ou mesmo de ouvir as suas entrevistas pela Internet, verá o que de fato representou aquele nebuloso período FHC. O livro logo no início nos conta uma "historinha" para ilustrar a história daquele período:

"Imagine que o seu síndico, na reunião de condomínio, proponha a venda daquele galpão lá dos fundos da área comum que, na argumentação dele, só serve para atulhar os condôminos de dívidas, com chamadas extras para conservação e pintura e outras despesas. A assembleia acha razoável. Ele observa, porém, que o negócio deve ser atraente. Então, além do terreno e do prédio, o comprador levará todas as máquinas, móveis, materiais e ferramentas que estiverem no galpão. Mesmo assim, adverte, não há garantia de cativar os interessados. Será preciso tornar a proposta ainda mais tentadora. “Há gente que quer comprar mas não tem o dinheiro”, repara. E sugere: “Sabem o nosso fundo de reserva? E se emprestássemos o valor para que, assim, o comprador possa nos livrar daquela coisa inútil, que apenas consome os nossos recursos?” E a assembleia aprova o negócio.

O terreno e o galpão são passados adiante por R$ 50 mil. Financiados. Algum tempo depois, a propriedade vale quase 60 vezes mais, ou seja, R$ 3 milhões. Valorização de 5.940%. A principal pergunta que ocorre aos condôminos é: terá levado o síndico alguma vantagem na venda ou foi apenas estúpido? Essa é a dúvida. A certeza é que ele jamais será síndico novamente.

O síndico, o condomínio, os condôminos, o terreno e o galpão são fictícios. O que não é de faz de conta é a história.

No dia 6 de maio de 1997, sob a gestão do síndico Fernando Henrique Cardoso, o Condomínio Brasil vendeu o controle acionário da Companhia Vale do Rio Doce por US$ 3,3 bilhões. Financiados. Em 2008, diz a consultoria Economática, o valor de mercado da empresa subira quase 60 vezes, ou seja, para US$ 196 bilhões. Valorização de 5.940%.

Antes de levada ao martelo, a Vale do Rio Doce já era a maior exportadora de minério de ferro do planeta. E dona do mapa da mina: uma de suas
subsidiárias, a Docegeo, pesquisara, identificara e localizara as riquezas do subsolo brasileiro. Estão nas mãos da Vale vastas reservas de ferro, níquel, manganês, cobre, cobalto entre outros minerais. Senhora também da maior província mineral do mundo, Carajás, seu faturamento, em 2011, bateria nos US$ 30 bilhões. Quer dizer, faturou apenas num exercício mais de nove vezes o preço pela qual foi privatizada"
.


É isto o que tucanos e marineiros querem fazer com a Petrobras e o nosso Pré-sal. entregar tudo de bandeja para os gringos e seus amigos "nacionais". E toma arrocho salarial, desemprego, juros na lua, mais miséria e fome. Marina e Aécio representam o atraso, o retorno ao neoliberalismo praticado por FHC. Não é à toa que eles têm o apoio da mídia, praticamente toda ela tucana, neoliberal, golpista e serviçal dos piores interesses.

Nós, os de baixo, não temos o direito de vacilar sobre o que está em disputa no Brasil. Não apenas riquezas como a do Pré-sal, mas toda uma política que vem sendo aplicada nos últimos 12 anos em favor dos de baixo: Bolsa Família, Brasil sem miséria, Pronatec, Mais Médicos, Luz para todos, Minha casa minha vida, política de cotas, além de investimentos para geração de empregos e da política de reajustes reais dos salários.

Dilma está enfrentando uma das piores crises do mundo sem gerar desemprego e sem reduzir salários, coisa que não se vê em lugar algum. Na era FHC, diante de qualquer crisezinha externa, o Brasil quebrava e ficava de joelhos para os poderosos do mundo. A receita dos países do mundo inteiro tem sido: mais desemprego, corte nos direitos dos servidores públicos, corte nos salários e nos direitos trabalhistas. Aqui não. Dilma tem o coração valente o suficiente para dizer na cara dos empresários: não contem comigo para cortar direitos trabalhistas - 13º salário, FGTS, férias, etc.

Enquanto isso, Marina propõe flexibilizar o mundo do trabalho, fortalecer a terceirização da mão de obra, uma forma moderna de superexploração dos trabalhadores. Aécio ameaça com medidas amargas que os mineiros conhecem bem: arrocho e congelamento nos salários. Os economistas e teóricos de Marina são os mesmos do PSDB de Aécio, todos eles ligados a projetos neoliberais, com suas privatarias e confiscos de poupança e de salário dos trabalhadores.

Não é à toa que as vozes mais lúcidas do Brasil não tergiversam em relação à disputa eleitoral em questão: ante à ameaça do retorno neoliberal através de Aécio (original) e Marina (cópia) é preciso apoiar a reeleição da presidenta Dilma, que, além dos programas sociais em favor dos de baixo, defende a manutenção das políticas de mais empregos e de reajustes salariais acima da inflação.

Que a RTI e seus afins, desesperados pela possibilidade de perderem as generosas verbas publicitárias tentem mistificar a realidade, a gente até entende. O que não podemos é deixar de criticar e de convidar os amigos a refletirem sobre o que está em jogo no Brasil. Em Minas, tudo indica que Pimentel ganha de primeira. E os educadores têm um peso nesta vitória. Vão poder cobrar depois. E no Brasil, caso a Veja, a Globo e seus afins não inventem uma nova morte ou um novo escândalo, Dilma pode ganhar também no primeiro turno. Vamos trabalhar para que o Brasil não volte à condição de neocolônia dos EUA e países ricos da Europa. É Dilma neles!

Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!

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