quinta-feira, 30 de julho de 2015

Denunciar o golpe, impedir que a direita destrua o que resta de democracia no Brasil, e exigir mudança de rumo ao governo federal, são as nossas tarefas


Denunciar o golpe, impedir que a direita destrua o que resta de democracia no Brasil,  e exigir mudança de rumo ao governo federal, são as nossas tarefas


Todos nós temos os nossos pleitos e problemas pessoais, todos eles respeitáveis, e, no caso das demandas trabalhistas, legítimas. Mas, há momentos em que devemos separar as coisas; ou pelo menos, associá-las a objetivos maiores, que, não alcançados, podem representar um mal maior para todos nós. É o que estamos vivendo hoje no Brasil.

O Brasil está sendo literalmente atacado em várias frentes por forças demoníacas – vou usar esses termos porque tem mais a ver com a compreensão das pessoas, do mal que nos cerca. O primeiro de todos os demônios é a mídia, toda ela dominada por barões que torcem contra o sucesso do Brasil, pois servem a interesses de grupos privilegiados, incluindo os estrangeiros. Essa gente contratou um exército de comentaristas e articulistas para atacar o Brasil diariamente. Torcem contra, divulgam somente coisas negativas, sobretudo contra o governo federal, Lula, Dilma, e contra os movimentos sociais, também.

Basta ligar a TV ou a rádio ou ver a capa de uma revista ou jornal nas bancas e a conversa é a mesma: é como se o Brasil estivesse em fase terminal, por culpa sempre da Dilma, claro; como se os 12 anos bem sucedidos dos governos petistas não tivessem existido; como se a retirada da miséria e da fome de mais 30 milhões de brasileiros não tivesse qualquer importância; como se as roubalheiras e propinas que a operação Lava Jato descobriu – e encobriu algumas outras, sempre blindando os tucanos – tivessem sido inventadas nos governos do PT, somente. E como se práticas semelhantes, de corrupção e roubalheira, não acontecessem diariamente de forma impune em cada canto desse país gigante.

Essa gente não respeita a inteligência dos brasileiros e brasileiras inteligentes, que são a maioria do povo brasileiro. Claro que há uma massa de pessoas que foi nos últimos anos literalmente lobotomizada por essa orquestrada desafinada da mídia golpista. Coloque-se diante da TV, ou leia somente os portais da Globo e afins, ou coloque um radinho de pilha no ouvido nos horários de telejornais e notícias policiais durante dois ou três anos e você se tornará um zumbi, um ser insensível e incapaz de pensar criticamente o mundo. Vai passar os dias desejando a prisão e morte das crianças que moram nas comunidades mais pobres; vai enxergar em cada negro, ou pobre, um inimigo em potencial. Vai se transformar nesse tipo de gente que deseja a volta da ditadura, que combate a corrupção somente quando envolve petistas – porque quando envolve tucanos, eles nem se importam, o que prova que o moralismo dessa gente é seletivo. E canalha.

Claro que essa mentalidade neofascista que se formou no Brasil não nasceu espontaneamente, e menos ainda de uma hora para outra. Lógico que há uma orquestração muito maior, que vem de fora, de poderosos grupos que dominam o centro nervoso do capitalismo, e que, associados a grupos de direita internos, elaboram estratégias de curto, médio e longo prazos para detonar os governos populares, as alternativas de esquerda, e criar o inferno na vida dos países cujos povos ousarem desafiar o pensamento único dos de cima.

É preciso ter a visão apurada, e um pouco de vivência e conhecimento histórico para perceber as armadilhas que a direita está preparando para o povo brasileiro e para toda a América. Sobre este tema nem vou me dar ao trabalho de analisar com profundidade, já que tem um texto recente - Uma nova Operação Condor? - de autoria do Jornalista e liderança política de esquerda, José Maria Rabelo, que sintetizou com muita autoridade o que se passa na América Latina e no Brasil. Eis aqui o link para quem se interessar. Um adendo, antes: José Maria Rabelo eu conheço de longa data, fui companheiro de militância dele no início dos anos 80, num tempo em que ele vivia cercado por pessoas como Darcy Ribeiro, Brizola, Sinval Bambirra, Theotônio dos Santos, João Luzia, entre outros políticos e pensadores cuja memória ou cuja militância ou cuja produção intelectual enriquecem o Brasil. O Brasil hoje está pobre e carente de pessoas assim, de Políticos com P maiúsculo, que pensem o Brasil em favor do povo brasileiro. Hoje, o que se vê muito são políticos minúsculos, fisiológicos, que pensam somente em interesses pessoais, ou tecnocratas serviçais das classes dominantes.

Mas, continuemos. Estamos sendo atacados, dizia o blogueiro Miguel do Rosário, d'O Cafezinho, outro Jornalista que merece o nosso respeito, juntamente com tantos outros blogueiros que têm feito o contraponto diário à mídia golpista, corporativa e serviçal dos ricos. Este ataque ao Brasil em várias frentes, ocorre num momento de fragilidade política do governo federal, e de crise econômica do Brasil e do mundo. As crises no capitalismo são inevitáveis. O problema é como superar essas crises cíclicas. Infelizmente, a nossa presidenta adotou um caminho que considero equivocado. Ao invés de fazer o que foi proposto na campanha eleitoral: mais mudanças, mais investimentos no social, mais conquistas, etc., o governo adotou algumas medidas neoliberais, impondo ao país os tais ajustes fiscais.

Não concordo com uma linha sequer desses ajustes fiscais de Levy. Se o Brasil está em crise, quem tem que pagar pela crise são os ricos, os credores da dívida pública, os banqueiros, os grandes empresários, que lucraram muitos bilhões de reais nos últimos anos. Mas, infelizmente, a conta está recaindo nas costas dos trabalhadores, com cortes de direitos como as restrições no seguro desemprego, nas aposentadorias, aumentos nas tarifas de água e luz; a tentativa de manter o emprego ante a recessão com arrocho salarial de até 15%, e por aí vai. Não foi para isso que elegemos Dilma presidenta do Brasil, e o PT está pagando um preço altíssimo – além do desgaste natural em consequência da queimação diária feita pela mídia, com os escândalos seletivos, a maioria sem fundamento, contra o PT, Lula e Dilma, somente.

Dilma tem a obrigação moral de rever essa política e se aproximar dos de baixo, que foram aqueles que garantiram a vitória dela. Governar é fazer opção política, é ter coragem de assumir um lado na batalha de classe que nos rodeia. Não dá para agradar ou desagradar a todos. E o problema é que o PT tem feito de tudo para agradar as elites brasileiras, especialmente a parte mais poderosa, com a vã ilusão de que será retribuído por não ter tocado nos interesses dessas elites.

Ô ilusão de classe, meu Deus! O grande revolucionário Carlos Marighella se cansou de denunciar essa ilusão de uma parte da esquerda, que se aliava à burguesia e a seus representantes e acreditava piamente que estes aliados seriam fiéis aos interesses dos trabalhadores. Que ilusão!  Na década de 60, antes do golpe, o PCB, então maior partido de esquerda no país, acreditava em quase tudo. Achava que era verdadeiro o dispositivo militar que estaria pronto para revidar qualquer golpe e defender o governo constitucional de João Goulart. E olha que não estamos falando de um PMDB, que até tem gente séria e honesta, mas que infelizmente está tomado por oportunistas e vendilhões. O PTB de Jango era muito mais sério e honesto do que o PMDB de Eduardo Cunha, Renan, Sarney e Cia Ltda.

Mas, veio o golpe e sufocou algumas gerações de lideranças políticas e intelectuais, que teriam contribuído enormemente para o Brasil dos de baixo. Hoje, após a experiência dos governos do PT, que, com todas as vacilações e omissões e covardias e ilusões de classe realizou profundas mudanças em favor dos de baixo, hoje, eu dizia, esses avanços estão ameaçados.

O Brasil corre o risco de retroceder um século de conquistas, de duras conquistas em favor dos trabalhadores. Sob a liderança de um achacador, que supostamente teria recebido propinas de empreiteiros da Lava Jato, o Brasil assistiu a aprovação de projetos absurdos, que ferem os interesses da maioria do povo brasileiro. Um deles, o da terceirização da atividade-fim, que praticamente abole as leis trabalhistas e torna o mundo do trabalho totalmente desprotegido e à mercê de grupos de rapina, que pretendem voltar à escravização dos trabalhadores.

Os 300 e poucos deputados achacadores liderados por Eduardo Cunha não se limitaram à terceirização generalizada, não. Atacam os direitos humanos, as conquistas da comunidade LGBT; aprovaram a redução da maioridade penal, a privatização dos partidos com o financiamento privado das campanhas eleitorais – como são incoerentes estes golpistas brasileiros. De um lado, apresentam a ladainha furada do combate seletivo à corrupção e às propinas, e do outro, fazem vista grossa às causas dessas práticas, que estão justamente ligadas ao financiamento privado de campanha. Por pouco, o sr. Eduardo Cunha, na sua imensa capacidade de manipular e cooptar deputados, teria aprovado o parlamentarismo, se autoproclamando primeiro-ministro, quem sabe sob um governo do monarca-interventor, Aecius Neves I.

A operação Lava Jato é outro capítulo mal contado na história do Brasil. Muitos anos se passarão até que a verdadeira versão do que está acontecendo hoje será revelada. Quem está por trás dessa operação, que colocou um juiz de primeira instância com mais poder do que todo o STF e o STJ juntos; com mais poder até do que a presidenta da república, que desapareceu nos primeiros sete meses do seu segundo mandato, algo impressionante.

A PF se transformou, salvo as exceções honrosas, praticamente numa polícia política desses interesses golpistas, a permitir o vazamento seletivo de informações que causam insegurança ao país; que compromete seriamente setores estratégicos da economia brasileira, como o complexo petrolífero, a indústria naval, a engenharia da construção civil e o setor nuclear. São setores estratégicos da economia de qualquer país, e que estão sendo intimidados, cassados, perseguidos como se fossem tomados por bandidos. E o governo federal, o STF, o MP assistem a tudo isso assim, como se tratasse de algo normal numa democracia. Em que país do mundo, do chamado mundo desenvolvido, isso aconteceu? Alguém já imaginou um juiz e meia dúzia de promotores e policiais federais nos EUA quase destruírem os setores estratégicos daquele país? Nunca! Só havendo um esquema muito grande por trás para aceitar que essas coisas estejam acontecendo hoje no Brasil.

Não se trata de defender a impunidade, de maneira alguma. Uma coisa é o combate regular, sistemático e até discreto à corrupção nas suas diversas formas. Outra coisa, muito diferente disso, é usar o pretexto do combate à corrupção para fazer o jogo político dos de cima. Em nome desse falso moralismo estão inviabilizando o governo Dilma, estão destruindo a economia do Brasil; querem entregar o pré-sal para grupos estrangeiros, que são santos, claro, nunca cometeram qualquer irregularidade. As propinas devem ter sido descobertas aqui no Brasil e de preferência somente nos governos do PT, porque as práticas semelhantes dos governos tucanos simplesmente não aparecem.

Quantas reportagens, e coberturas jornalísticas de peso, entrevistas, comentários e depoimentos vocês já viram ou ouviram em relação a escândalos como: o Mensalão dos tucanos em Minas, que estão todos soltos; o trensalão dos tucanos em SP, todos livres leves e soltos; os esquemas de Furnas, que a Lava Jato simplesmente não se interessou em aprofundar, já que envolve tucanos; o escândalo do Banestado, o helicóptero dos Perrelas com 500 quilos de coca base. Tudo isso desapareceu dos jornais, aliás, nunca foi capa de revista, nem manchete com destaque nas rádios e TVs. Nem a PF se interessou mais, e os juízes, sejam os de primeira, de segunda ou de última instância, sequer falam desses escândalos.

É essa a medida do moralismo imbecil e seletivo dessa direita com seus seguidores lobotomizados que batem panelas nas varandas gourmet, enquanto praticam os mais diferentes tipos de corrupção no dia a dia. Hipócritas. No fundo, eles odeiam mesmo é a possibilidade do brasileiro comum se libertar da condição de miséria e escravidão que sempre viveu.

Essa gente odeia o fato de não haver mais pessoas dispostas a trabalhar pra eles a troco de um prato de comida, apenas, porque o Bolsa Família paga muito mais que isso. Eles odeiam frequentar restaurantes e aeroportos juntamente com essa gentalha que desceu os morros e começou a ocupar os espaços que antes eram somente deles, dessa elitizinha cínica e mentalmente colonizada.

É por isso mesmo que ficamos indignados com essa postura do governo Dilma, que ao invés de aprofundar as conquistas dos últimos 12 anos, e com isso se cercar de uma base social que certamente estaria disposta a defender o seu mandato nas ruas, prefere se aliar aos porcos.

Dilma não é propriamente um quadro político como o Brizola, ou o Darcy Ribeiro, ou mesmo Lula. Ela tem um perfil de tecnóloga, claro que com um respeitável passado de esquerda, e uma postura honesta, no geral, mas sem traquejo político para enfrentar grupos perigosíssimos que a cercam. Não é tarefa fácil mesmo enfrentar essa gente que domina o aparato estatal, que controla 100% da mídia, que tem agentes infiltrados em todos os partidos, inclusive no PT, que está cada vez mais distante de sua origem proletária.

Mas, infelizmente o Brasil dos de baixo não construiu ainda uma outra alternativa de esquerda de massa, mais coerente e ideologicamente menos covarde do que o PT. Por isso, durante algum tempo ainda teremos que carregar essa cruz – sim, não vou negar aqui: não sou filiado ao PT, mas tenho votado nos candidatos do PT, pelas razões expostas aqui. E isso tem sido uma verdadeira cruz para os apoiadores desses governos, que esperavam (esperamos) muito mais desses governos. Todos nós esperávamos que o PT fosse mais ousado, que fosse capaz de construir ou financiar ou apoiar uma mídia alternativa, com a democratização das comunicações, com o apoio à criação de centenas de rádios comunitárias, com apoio aos blogs progressistas, aos jornais de esquerda do Interior, e à criação de uma verdadeira TV pública, com programação de qualidade e um jornalismo dinâmico e progressista, que respeitasse a diversidade cultural do povo brasileiro, para fazer frente ao jornalismo de direita da mídia golpista.

Ao invés disso, de forma covarde, os governo federais sob o PT encheram os barões da mídia golpista de dinheiro público. Só a Globo recebeu R$ 6 bilhões de reais nos últimos 10 anos, para quê? Para contratar um exército de jornalistas como Alexandre Garcia, Merval Pereira, Sardenberg, Mainardi, Arnaldo Jabor, Madureira, e tantos outros cuja única tarefa é detonar o PT e o governo Dilma 24 horas por dia. Eles não têm outro assunto que não seja conspirar contra o governo federal, ajudar a articular e tramar o golpe para colocar no governo federal alguém que sirva integralmente ao consenso de Washington, que revogue as leis trabalhistas e que entregue as riquezas brasileiras de bandeja para o capital privado internacional e a seus associados locais.

Quem entende isso? Mas, mesmo assim, não podemos de maneira alguma defender a derrubada do legítimo governo Dilma, como faz de forma irresponsável o PSTU, que, com essa proposta, simplesmente se alia aos grupos fascistas que sabem muito bem que por trás da uma possível derrubada de Dilma, não é apenas o governo dela que cai, mas todo uma perspectiva de mudança. Toda a esquerda seria detonada. Todos os trabalhadores seriam massacrados, seriam vítimas dos ferozes ataques da direita, que não veem a hora de liquidar com o que resta de conquista social. Tem que ser muito limitado para não ver que por trás da tentativa da derrubada da presidenta Dilma existem forças muito poderosas e inimigas do povo brasileiro.

Não tenham dúvidas de que, apesar das perdas nos últimos meses de políticas levyanas neoliberais, ainda temos muito a perder com os governos de direita. E que o governo Dilma, com todas as limitações, não ousaria tanto. Com todas as limitações de Lula e Dilma, eles ainda guardam compromissos históricos com os movimentos sociais, com a classe operária que deu sustentação a seus  governos, com o povão, enfim.

Mas, essa base social que apoia o governo federal está dispersa, e assustada, e envergonhada até com os últimos lances do governo federal. É preciso mudar isso rapidamente. Porque é justamente nesse vazio político criado pelo governo, ou pela ausência de governo, que as forças demoníacas agem. É neste vazio político que aparecem as oportunidades as mais variadas de golpe, como a invenção das tais pedaladas fiscais pelo TCU, órgão que passou 15 anos prevaricando em relação aos outros governos, e agora posa de defensor dos bons costumes. Sei. Ou como a denúncia das doações legais de campanha à candidata Dilma. Nessa denúncia feita pelos tucanos ao TSE, a origem da doação feita para Dilma seria dinheiro de propina das empresas da Lava Jato. As mesmas empresas que doaram montantes ainda maiores aos tucanos, mas, claro, para eles se trata de dinheiro limpo, cheiroso, um caso de amor, até. Para o PT, é propina. Para os tucanos, uma declaração de amor dos empreiteiros, sem quaisquer outros interesses. São uns anjos esses caciques tucanos!

Finalmente, e já encerrando a nossa longa prosa, eu peço aos leitores desse modesto blog que não se intimidem, nem se escondam ante à realidade brasileira, que exige de nós um posicionamento. Me poupem dessa babaquice de que “são todos iguais” e que por isso vou enfiar a cabeça no primeiro buraco que aparecer e torcer para que a crise passe logo. Isso é postura infantil, de quem não tem compromisso com a história de luta do nosso povo. Outra coisa também é defender cegamente o governo, de forma acrítica. Ninguém precisa ser puxa-saco de nenhum governo, porque isso não contribui para que o governo faça uma reflexão crítica do que está acontecendo. Quem é governo, ou assessor de governo, ou coisa que o valha, está sempre muito distante da realidade do nosso povo. Por isso é preciso cobrar sim, pressionar e trazer essas pessoas para o chão da fábrica, para que elas percebam o quão distanciadas estão da realidade brasileira.

Ao mesmo tempo que devemos combater o golpismo nas suas diferentes variantes, devemos também exigir do governo federal mudança nos rumos das políticas públicas. Que o governo convoque os de baixo para defender um programa que contemple as demandas sociais, na Educação, na saúde pública, na moradia popular, etc. E que convoque este mesmo povo para apoiar uma política que arranque dos ricos o financiamento da crise do capitalismo no Brasil. Os ricos devem pagar pela crise, não os de baixo. Simples assim.

Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!

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