sábado, 7 de agosto de 2010

Exclusivo: fonte do Blog do Euler revela que haverá concurso público ainda este ano


Quem pensa que só os grandes jornais e TVs possuem as suas fontes de informação está enganado. Também o Blog do Euler possui contatos e fontes fidedignas espalhadas por todos os cantos de Minas e do Brasil. Uma dessas fontes fez contato com outra fonte, que por sua vez tem contato direto com uma fonte do governo e revelou para o blog que haverá concurso público ainda em 2010.

De acordo com esta fonte, o edital será publicado entre agosto e setembro deste ano e haverá vagas para as seguintes áreas: Assistente Técnico Educacional - Nível I; Assistente Técnico de Educação Básica - Nível I; Analista Educacional - Nível I; Analista Educacional / Inspetor Escolar - Nível I; Especialista em Educação Básica / Orientador Educacional - Nível I; Especialista em Educação Básica / Supervisor Pedagógico - Nível I; Professor em Educação Básica - Nível III.

Perguntei se as vagas dos profissionais da Lei 100 serão disponibilizadas no concurso, uma vez que esta dúvida tem sido levantada por vários visitantes do blog. A fonte revelou que, pelo que ouviu da sua fonte (que por sua vez ouviu de uma terceira fonte) apenas uma parte das vagas da Lei 100 será colocada no concurso, uma vez que o concurso pretende preencher prioritariamente os cargos ocupados pelos designados e de acordo com a necessidade de pessoal.

Sobre a participação dos efetivados (Lei 100) no novo plano aprovado recentemente pela Lei 18.975/2010, a fonte revelou que estes servidores terão direito à promoção (a cada cinco anos) e progressão (a cada dois anos) a contar de novembro de 2007, data em que foram efetivados. Todos os servidores, incluindo os efetivados, receberão o novo subsídio (parcela única das novas tabelas para 2011) aprovado em lei.

A fonte da fonte da fonte do Blog do Euler passou uma informação que carece melhor explicação. Disse-me que ouviu dizer que a tal lei aprovada recentemente, a que estabelece o subsídio único, não alterou as regras de promoção e progressão na carreira. Como assim? As regras anteriores previam promoção (a cada cinco anos) com reajuste de 22% e progressão (a cada dois anos) com 3%, ao passo que estes percentuais foram reduzidos para 10% e 2,5%, respectivamente. Além disso, a lei aprovada não prevê o posicionamento (e reposicionamento) adequado dos servidores efetivos, retirando o tempo de efetivo exercício no Estado destes servidores. Por isso, pedi a minha fonte para devolver esta dúvida, pois ela (a minha fonte direta) também não soube responder.

De qualquer forma, se a minha fonte (ligada a outra fonte que tem contato com uma terceira fonte, esta sim, ligada ao governo) estiver bem informada, podemos dizer que o blog trouxe em primeira mão estas informações quentíssimas: a) haverá concurso público na Educação em 2010; b) o edital do concurso será publicado entre agosto e setembro deste ano, c) há vagas no concurso para várias carreiras da Educação, d) as vagas estão destinadas ao preenchimento dos cargos vagos ocupados por designados e apenas uma parte delas será dos efetivados da Lei 100, e) os efetivados da lei 100 também receberão o subsídio das novas tabelas (isto é, se o novo salário for pago, claro, kkk) e terão direito a progressão e promoção a contar de novembro de 2007.

Precisamos ainda saber se o atual governo, independentemente do resultado eleitoral, deixará tudo organizado para que o próximo governo realize o pagamento das novas tabelas em janeiro de 2011. Quando falo em "deixar tudo organizado" me refiro a tudo mesmo. Por exemplo: para quem fizer opção pelas tais 30 horas; os posicionamentos de acordo com o nível e grau nas novas tabelas; o empenho e a reserva do pagamento da folha de pessoal para janeiro de 2011 com os novos salários, etc.

É importante que tudo isso esteja pronto até dezembro deste ano para que o próximo governo não tenha desculpas do tipo: "preciso de um tempo para organizar a casa" e com isso ganhar tempo para nos enrolar. Além disso, queremos essas questões encaminhadas ainda este ano, pois na próxima gestão, seja quem for o governante, queremos negociar outras coisas, como: reposicionamento de acordo com o tempo de efetivo exercício, o quinquênio para todos, a redução no intervalo de tempo para a promoção, a ampliação do tempo extraclasse com o pagamento de R$ 1.650,00 para a jornada de 24 horas com 18 horas em sala de aula, etc, etc.

Aguardemos então a confirmação ou não das novidades que o nosso blog trouxe em primeira mão para os educadores de Minas.

* * *


P.S. Recebi e reproduzo abaixo dois e-mails de uma combativa colega de Uberlândia - MG que fala sobre uma palestra em Passos-MG (eu falo pra vocês que este blog tem ramificações por toda parte de Minas, kkk). Por razões óbvias, vou omitir os nomes das pessoas citadas, que serão chamadas de X, Y e Z:


E-mail1: "Querido Euler,

Como eu adoro ler seu blog. É extremamente informativo e divertido. Só gostaria de tirar uma dúvida: pelo que eu entendi os Lei 100 entrarão então na nova carreira? Ou estou enganada? Porque a Sra. Dona X fez uma palestra sobre a nova carreira em Passos-MG (Sul de Minas) e nos informou que a vaga dos lei 100 não serão contadas para concurso e que os Lei não entrarão na nova carreira. Esta carreira é somente para os nomeados. Ela ainda enfatizou o seguinte: Lei 100 é Lei 100. Nós estamos falando de nomeados... A nova carreira se refere aos nomeados. Ah, ainda disse que não existe aposentadoria de 30 horas. Quando o professor aposenta ele retorna para as 24 horas. Seria como se a gente tivesse perdido o pó de giz como funciona atualmente. E aí, será que a sua fonte está mais recentemente informada? Esta tal palestra foi feita dia 16/07/10 na câmara dos vereadores de Passos. Só pra informar eu moro em Uberlândia, mas sou de Passos. Tenho amiga, quase irmã que é professora em Passos. Foi ela quem foi à palestra e me infomou acerca de tudo. A Sra. Y tbém tinha informado que realmente haverá concurso este ano. Olha uma pergunta feita: As vagas dos Lei 100 serão contadas para concurso? Não. Porque se nós contássemos vcs reclamariam, a gente não conta vcs reclamam tbém. Então resolvemos não contar. Bem , no mais é tudo que tenho de informações. Abraços fraternais, Z.

E-mail2: "Euler,

Esqueci de dizer outra novidade da tal palestra da Sra. X: o Prêmio de Produtividade vai ser pago em Outubro. Ou seja, na folha de Setembro pra receber em Outubro. Isso foi o que ela falou em Passos. Tomara que não haja nenhuma mudança. Abraços fraternos, Z."


Comentário do Blog:

Combativa colega Z:

Um fraterno e inicial abraço à colega Z. A fonte da fonte da fonte do Blog do Euler é quentíssima. Mas, só teremos certeza de quem está mais atualizado quando as versões se materializarem em realidade. O fato é que devemos lutar para que haja concursos regularmente, até para que os colegas da Lei 100 e outros tenham a merecida oportunidade de se tornarem efetivos-concursados. E tomara que o prêmio de produtividade saia mesmo o mais rápido possível, pois com o minguado salário que recebemos merecemos um prêmio mensal de produtividade, de paciência, de sobrevivência, de insalubridade e tantos outros. E agora que a campanha eleitoral começou, os carros de som dos políticos não páram de passar na minha janela. Ninguém merece!!! Deviam nos pagar um prêmio para ouvir tanta besteira...

Um abraço forte aos bravos colegas educadores de Uberlândia e de Passos! (Euler)

* * *

Entrevista do afilhado do faraó no jornal Hoje em Dia - Tal como fez com as entrevistas dos demais candidatos, o blog transcreve a parte dedicada à Educação pelo atual governador de Minas. É extensa e sem proposta concreta de valorização, mas está para quem quiser ler. Quem desejar ler a entrevista completa, clique aqui. Destaque para o grifo de outra cor e comentário do blog.

"HOJE EM DIA: Minas Gerais apresenta índices de crescimento econômico muito expressivos. Qual a correlação com o nosso desempenho educacional, independentemente da comparação com outros Estados?

Antonio Ananstasia: Quando falava da grande infraestrutura para o desenvolvimento regional integrado, um dos fundamentos é a questão da educação. Tanto a educação fundamental quanto o ensino médio, superior e também o ensino técnico. Minas Gerais tem a tem a tradição de ter uma boa educação em geral e pública em especial. Nos vimos que Minas Gerais tem a melhor educação fundamental pública do Brasil nos indicadores que saíram há pouco mais de um mês do Binde, do Ministério da Educação. Nos podemos ficar satisfeitos com estes indicadores? Não. Porque sabemos que comparativamente ao estrangeiros, às outras nações do mundo, desenvolvidas é claro, estamos ainda em uma situação muito ruim. Me parece que tem um dado da OCDE, que é uma dado com base em provas de matemática, que o Brasil ocupa , entre os países avaliados, o último lugar. Isto há muitos anos. Nos não conseguimos evoluir na qualidade do nosso ensino. No caso da educação brasileira tivemos uma evolução muito interessante. No passado, a educação pública era uma educação de altíssima qualidade, mas elitista. Nos nos lembrávamos das escolas estaduais, do nosso antigo ginásio mineiro, transformado em colégio estadual, onde os filhos das elites estudavam. Tinha um ensino público, gratuito e de uma qualidade muito boa. Com o passar dos anos tivemos uma modificação deste panorama. O ensino se universalizou, se desdobrou para todos. O que foi muito positivo. Você deve se lembrar que haviam aquelas filas imensas para matricular os seus filhos, no passado. Isto tudo desapareceu. Mas com esta universalização, que aconteceu nas cidades grandes e também nas menores, tivemos uma perda da qualidade do ensino. Houve uma redução, bastante expressiva, da qualidade do ensino aqui no Brasil e em Minas Gerais também. Então nós perdemos isso. Qual deve ser o grande esforço agora na educação pública? Qualidade. Por isso nosso esforço nos últimos anos em criar indicadores, critérios para conhecer as escolas. E para conhecer as escolas nos precisamos, em primeiro lugar, ter escolas estruturadas, com boas condições físicas, professores qualificados e treinados, estimulados, que é uma dificuldade. Temos aqui um parêntese que é a questão remuneratório, histórica dos servidores públicos em geral e do magistério permanentemente, porque temos uma rede muito grande e os limites do orçamento não permitem reajustes acima daqueles concedidos. Então, o que nós precisamos? Como já temos hoje o ensino fundamental do Brasil de qualidade e universalizado, vamos agora, tendo em vista a questão dos empregos, dar um estímulo muito grande na questão do ensino médio. Temos que aumentar nossa rede. Ainda faltam vagas de ensino médio no Estado. Da mesma forma, o ensino profissional. [Grifo de outra cor e comentário do blog: "Parêntese" para a questão remuneratória? Qual a solução para os baixos salários? Aumentar a rede do ensino médio, depois de dizer que o salário é baixo porque a rede é muito grande? Alguém consegue resolver essa equação?]. Quanto ao ensino profissional, lançamos em 2006, na reeleição do governador Aécio, na minha eleição a vice -governador, um programa de educação profissional chamado Etc. E este Etc significa, não a construção de escolas, mas a compra de vagas no sistema Esse e nas fundações tecnológicas. É um sucesso. Já temos 100 mil estudantes da rede pública estadual de nível médio nestes cursos. Queremos multiplicar isto por quatro. E isto vai significar, naturalmente, uma melhoria da qualidade dos nossos empregados porque só teremos bons empregados se houver isto. Comparativamente ao Brasil, hoje, o capital humano mineiro é considerado o melhor. Tenho recebido, como governador, diversos empresários, que querem investir em Minas que falam: em relação ao trabalhador mineiro a nota é dez. É um trabalhador obreiro, tranquilo, correto, honesto e muito inteligente. É um ponto bom. Temos qualifica-lo ainda mais. Com relação aos empregos de melhor qualidade, como disse que estão fazendo com estas empresa de valor agregado maior, vide o caso da Helierás, em Itajubá, vamos precisar de pessoas mais qualificadas, com um nível melhor. Então vamos ter que investir mais no nosso ensino médio. As nossas universidade, e Minas tem uma tradição em universidades federais, são excepcionais. Se você for hoje a Vale do Rio Doce, a maior empresa brasileira, você vai ver lá, e modéstia nossa minera que eu como governador fico mais orgulhoso ainda, que todos praticamente todos os grandes engenheiros são mineiros. Temos uma tradição muito grande neste capital humano de altíssima qualidade. No passado diziam uma frase que não gosto, mas é uma bela referência, que Minas exportava minérios e mineiros. Os mineiros de altíssima competência saiam de Minas Gerais. Mas para nós temos uma educação pública, e me refiro a uma educação pública de plena qualidade, temos de estimular ainda mais a carreira do magistério, que hoje não é atrativa, lamentavelmente. Ela não é atrativa porque ela remunera pouco, porque ela enfrenta problemas gravíssimos até de segurança nas regiões carentes, mais perigosas. Mas para isso trazer um ponto fundamental que escapa à exclusiva participação do governo que é a participação da família. Temos pouca participação da família dentro da questão educacional no Brasil. É uma questão educacional diferente das nações orientais ou até mesmo na Europa ocidental. E para isso vamos apresentar uma proposta que está no nosso plano de governo, que é um projeto chamado “O Professor na Família”. [Grifo nosso em homenagem ao comentário de JoãoPaulo que reproduzimos abaixo]. Como tem médico na família no Programa Saúde da Família, vamos colocar professor vinculado - não será universalizado é claro, será em determinadas áreas específicas onde tem necessidade maior. O professor irá na casa das pessoas ver o que está acontecendo. Isto em parceria com a estrutura que nós já temos de assistência social no Estado. O professor vai ver didaticamente o que está acontecendo com aquele aluno porque o seu rendimento cai. Só podemos fazer isto hoje porque nós já temos, na Secretaria de Educação, um sistema que conhece cada aluno. É algo até revolucionário, mas existe e está pronto. E sabe onde está a fraqueza (do aluno), se é português, matemática ou ciências, de maneira completa e computadorizada. Então nós teremos este grande reforço para estimular a família a acompanhar o aluno, porque sem a família, de fato, nós teremos grandes dificuldades, e superar estes gargalos da educação."


* * *

P.S.1: O comentário do nosso amigo e colega João Paulo Ferreira de Assis, sempre pertinente e oportuno, merece ser incorporado à entrevista do afillhado do faraó:

''Professor na família''. Significa que nós vamos ter que ir às casas dos alunos? O Estado nos dará transporte? Ou nos pagará pelo menos um ou dois salários mínimos a mais para que possamos ir às famílias dos alunos? Ou montará uma frota que transportasse além de professores, profissionais de saúde e oficiais de justiça? Se eu morasse em Santa Cruz de Minas, município de 3 quilômetros quadrados, tudo bem, o que não falta é ônibus, principalmente de São João Del Rei. Mas imagine alguém que leciona numa escola num dos municípios extensos de que está cheio o Norte de Minas. Mesmo aqui na nossa região, há municípios com mais de mil quilômetros quadrados, como São João Del Rei e Juiz de Fora. E os profissionais, seriam os mesmos que tem que batalhar na sala de aula?
Penso que nós devemos ficar de olho, pois Anastasia pode estar prometendo o que não tem condições de cumprir. "



P.S.2. Daqui a pouco vão querer que o professor adote o aluno e o leve para a casa.

5 comentários:

  1. E---------- Mensagem encaminhada ----------
    De:
    Data: 15 de julho de 2010 08:59
    Assunto: FALE CONOSCO - Número do Protocolo: 2010014736 - Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais - SEE/MG
    Para: senhorvenancio@gmail.com


    SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

    RELATÓRIO DE MENSAGENS RECEBIDAS PELO FALE CONOSCO

    Encaminhamos a resposta para sua mensagem:



    Prezado(a) Senhor(a),
    Welington Venâncio

    Se ainda houver dúvida, gentileza fazer novo contato.

    Número do Protocolo: 2010014736

    Mensagem:
    Gostaria de saber se podem me informar o dia que será publicado o edital do concurso da SEE-MG e também se os \"efetivados\"(LC:100/2007) têm a estabilidade garantida ou terão que prestar o concurso????As vagas atualmente ocupadas pelos \"efetivados\" serão colocadas para concorrência no concurso?????

    Obrigado!

    Resposta:
    Prezado Welington,

    Em atenção, informamos a V.Sa. que há probabilidade de realização de concurso público para provimento de cargos da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais no ano de 2010.

    Informamos ainda, que o concurso será de ampla concorrência. Os servidores efetivados pela Lei Complementar 100, como deve ser vosso conhecimento, NÃO têm estabilidade na carreira, portanto aqueles que tenham interesse am adquirir a estabilidade, deverão ser aprovados no concurso concorrendo em igualdade de condições com os demais candidatos.

    As informações oficiais poderão ser acompanhadas e obtidas por meio do site da SEE/MG www.educacao.mg.gov.br

    Atenciosamente,


    Maria de Fátima Perillo de Paula
    Diretora da Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Humanos

    Atenciosamente,
    Subsecretaria de Informações e Tecnologias Educacionais ULER REALMENTE PENSO QUE A SEE NAO FALA COISA COM COISA. VEJA SO O EMAIL QUE RECEBI. COM NOMES E TUDO!!!!!!

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  2. João Paulo Ferreira de Assis8 de agosto de 2010 16:04

    ''Professor na família''. Significa que nós vamos ter que ir às casas dos alunos? O Estado nos dará transporte? Ou nos pagará pelo menos um ou dois salários mínimos a mais para que possamos ir às famílias dos alunos? Ou montará uma frota que transportasse além de professores, profissionais de saúde e oficiais de justiça? Se eu morasse em Santa Cruz de Minas, município de 3 quilômetros quadrados, tudo bem, o que não falta é ônibus, principalmente de São João Del Rei. Mas imagine alguém que leciona numa escola num dos municípios extensos de que está cheio o Norte de Minas. Mesmo aqui na nossa região, há municípios com mais de mil quilômetros quadrados, como São João Del Rei e Juiz de Fora. E os profissionais, seriam os mesmos que tem que batalhar na sala de aula?
    Penso que nós devemos ficar de olho, pois Anastasia pode estar prometendo o que não tem condições de cumprir.

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  3. Quando o ensino público servia a elite era de altíssima qualidade, a partir do momento que se universalizou, permitindo a entrada do pobre a qualidade caiu? Como sempre o pobre é sempre culpado, até mesmo da péssima qualidade da esmola que recebe. Esse papo de”criar indicadores, para conhecer a qualidade das escolas” é maracutaia para transferir recursos públicos para a iniciativa privada. É difícil ter professores qualificados, treinados e estimulados?

    Senhor candidato, respeite a prata da casa, os professores e as professoras de Minas são referência nacional em matéria de qualificação. Nnão seja hipócrita fingindo espanto com o desestímulo, pois com o salário de fome e as péssimas condições de trabalho, se fosse no estrangeiro que o senhor tanto admira, todos já tinham pedido demissão. Ajoelhe-se e agradeça aos céus, o comprometimento e garra dos seus professores.
    Sabe porque lá no estrangeiro e tão bom? É porque lá, os políticos fazem o dever de casa, cumprem o seu papel, representam o povo de verdade, gerindo com responsabilidade e decência os recursos públicos.

    É muito estranho o senhor dizer que não tem recursos para aumentar os salários dos professores e construir escolas, mas tem verba sobrando pra comprar vagas no sistema privado, o será possível informar quanto vai custar mais 300 mil estudantes em escola particular?. Educação não é mercadoria de liquidação! Claro que é um sucesso, a venda dos 100 mil estudantes, com certeza deve ter gerado um bela comissão pra muita gente graúda.

    Obrigada por nos mostrar que vê os nossos filhos como “empregados mais qualificados, porque só vamos ter bons empregados se fizermos isso”.

    Senhor candidato, o meu filho e os filhos do pobres, o maior percentual dos seus eleitores, são cidadãos que não merecem ser leiloados como mão-de-obra barata pra atrair investidores, são jovens cidadãos que devem ter a oportunidade de estudar e decidir o seu futuro.
    Não conte com o nosso voto, pois não botamos filhos no mundo pra leilão.

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  4. Boa Tarde Euler! Muito bom seu blog. Parabéns!
    Um comentário que quero fazer pois estou incomodado desde que me formei em Física em 2007.
    Com todo respeito aos professores efetivados, devo dizer que lei 100 parece um calo nos pés de muitos professores efetivados. É uma inconstitucionalidade! Além de uma injustiça para com alguns professores como eu que se formaram recentementente. Ao meu ver as vagas dos efetivados deveriam ser de ampla concorrência.
    Se é incostitucional não pagar o Piso Salarial Nacional previsto em lei , igualmente é a efetivação, haja vista que a mesma se dá somente por concurso público de provas e títulos. Alguns insistem em dizer que não é efetivação e sim estabilidade. No entanto, o que ela será se não forem postas como vaga real no concurso público a não ser efetivação sem concurso?


    * Acompanhei de perto todas as notícias da greve no seu blog. Parabéns pelos milhares de acessos.

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  5. VEJAMOS, A SEQUÊNCIA DAS TRAPALHADAS DO SENHOR ANASTASIA.
    EIS AQUI O CURRÍCULO LATTES DESTE INDIVÍDUO. VEJAM BEM QUE ELE TINHA CONHECIMENTO LEGAL DO QUE ESTAVA FAZENDO. SÓ O FEZ POR SER UM ESTRATEGISTA E QUERER LUDIBRIAR O POVO, AFINAL DE CONTAS ELE MANIPULOU DURANTE ESTE TEMPO TODO A POPULAÇÃO MINEIRA, QUER DE FORMA DIRETA OU INDIRETA, PARA FINS ELEITOREIROS.
    POR QUÊ?
    1 - ELE CRIANDO A LEI 100 CONSEGUIU OS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA CONSEGUIR DINHEIRO JUNTO AOS ÓRGÃOS FINANCEIROS ATRAVÉS DAS DECLARAÇÕES DO INSS DE QUE TUDO ESTAVA BEM JUNTO A ESTE ÓRGÃO.
    2 - ELE TOMANDO ESTA ATITUDE MUITOS PROFESSORES FORAM LUDIBRIADOS COM PROMESSAS DE IGUALDADE JUNTO AOS EFETIVOS, QUE ESTUDARAM PARA ASSUMIR UM CARGO, MESMO QUE ISSO VIESSE A FERIR A CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
    3 - COM AS LIMINARES ELE MANDAVA SUAS INSPETORAS DIZEREM AOS PROFESSORES EFETIVADOS QUE O RECURSO HAVIA SIDO JULGADO E QUE O ESTADO GANHARA. GANHARA SIM, TEMPO DE RECURSO.
    4 - DEPOIS VEIO O DECRETO, RESOLUÇÃO, SEJA LÁ QUE PORCARIA FOI, DANDO AOS EFETIVADOS OS "MESMOS" DIREITOS QUE OS EFETIVOS. PSEUDOS DIREITOS. POR INCRÍVEL QUE PAREÇA ISSO MAIS UMA VEZ OCORREU ANTES DO PLEITO ELEITORAL.
    5 - POR FIM O GOVERNO DE MINAS GERAIS, NA PESSOA DO SEU GOVERNANTE QUE DE LEI ENTENDE BEM, SOLTOU UMA NOTA NO PORTAL DO SERVIDOR DIZENDO QUE "Os servidores efetivados pela LC nº 100 não adquiriram estabilidade, direito exclusivo dos funcionários aprovados em concurso público".
    DETALHE: AGORA ELE VEIO COM ESTE DISCURSO, SOMENTE DEPOIS QUE O SUPERIOR TRIBUNAL BATEU O MARTELO DA JUSTIÇA.
    6 - O SENHOR GOVERNADOR AINDA FEZ UMA. SOLTOU UMA UMA NOTA DIZENDO AOS SERVIDORES, VIA INSPETORAS, QUE "OS ADVOGADOS DE SÃO PAULO TENTARAM DERRUBAR A LEI 100 E NÃO CONSEGUIRAM", ALIMENTANDO AINDA MAIS A ESPERANÇA.

    PESSOAS, COMPANHEIROS, AMIGOS, INIMIGOS, TRABALHADORES. PENSEM BEM, QUANDO A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO ASSUMIU O CARGO ELA FOI HIPER VERDADEIRA DIZENDO: - EFETIVADOS, ESTUDEM PARA O CONCURSO. CONCURSO ESTE QUE VEIO A TOQUE DE CAIXA, ANTES NOVAMENTE DO PLEITO ELEITORAL. SE ELA TIVESSE CERTEZA QUE A LEI 100 FOSSE UMA VERDADE LEGAL ELA IRIA DIZER O QUE DISSE EM REDE ESTADUAL? LÓGICO QUE NÃO.
    FICA AI ESTAS POUCAS PALAVRAS PARA QUEM AINDA TEM ESPERANÇA NESTE GOVERNO DO DESGOVERNO. MAIS UMA VEZ O SENHOR ANTÔNIO ANASTASIA VAI NA CONTRA MÃO DA HISTÓRIA FERINDO OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS E, PIOR AINDA, FERINDO OS BRIOS DE UMA CATEGORIA QUE FAZ DA EDUCAÇÃO UMA VIA PARA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO.
    VAMOS REFLETIR E PENSARMOS: NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES NADA DE COLOCAR NO PODER PERSONAS INGRATAS IGUAIS A ESTAS.
    ABRAÇOS E FIQUEM COM O CURRÍCULO DO SENHOR ANASTASIA. SERÁ QUE ELE COM A FORMAÇÃO QUE TEM, SENDO PROFESSOR INCLUSIVE, NÃO SABIA QUE ESTAVA FAZENDO UMA LEI QUE CONTRARIAVA A CONSTITUIÇÃO FEDERAL? É CLARO QUE SABIA MAS, É MAIS FÁCIL ENGANAR O POVO DO QUE CUMPRIR AS OBRIGAÇÕES FISCAIS.

    Possui graduação em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais(1983) e mestrado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais(1985). Atualmente é Professor Assistente da Universidade Federal de Minas Gerais e Membro de Banca Examinadora do Governo do Estado de Minas Gerais. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Público. Atuando principalmente nos seguintes temas:Servidor, Regime Único, Estatutário.

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