terça-feira, 10 de maio de 2011

Professores: a hora de trabalho mais barata do Brasil - R$ 6,59


Professores: a hora de trabalho mais
barata do Brasil - R$ 6,59


Tomando como base o valor do piso do magistério do MEC/AGU, hoje fixado em R$ 1.187,00 para uma jornada de 40 horas para o professor com ensino médio, encontramos esse valor irrisório do custo da hora/aula de um professor: R$ 6,59.

No caso de Minas Gerais, se considerarmos apenas o vencimento básico, que é o equivalente ao piso do magistério - embora o governo ainda não o tenha aplicado - o custo da hora/aula de um professor com curso superior (PEB3 no antigo sistema remuneratório) será de R$ 9,81 quando o piso entrar em vigor (R$ 1.060,00 dividido por 108 horas por mês).

Será bom, portanto, que as dezenas de educadores que na data do dia 11 estarão reunidos em Brasília, cobrem do ministro da Educação um reajuste no valor nacional do piso. Que o MEC seja pelo menos coerente e atualize o valor seguindo os próprios cálculos recomendados pela AGU - Advocacia Geral da União. De acordo com estes cálculos, e tendo em vista a atualização do custo-aluno ano em 2010, o piso do magistério já deveria estar este ano em 1.277,45. O que ainda é muito pouco, se considerarmos o valor da hora/aula do professor com esta soma atualizada: R$ 7,09.

Nem vou aqui comparar o que ganham os professores com as demais carreiras do estado e da área privada, pois todos nós estamos cansados de saber do grau de depreciação profissional a que os educadores têm sido submetidos, sistematicamente, ao longo de muitas décadas e séculos. O que queremos agora, e exigimos, é que haja respeito aos educadores, não apenas em palavras - aliás, dispensamos as palavras elogiosas, que não enchem barriga de ninguém -, mas em termos objetivos, com salários decentes.

Aqui em Minas Gerais, tal reconhecimento e valorização dos educadores passa pelas medidas que nós já anunciamos aqui no blog, quase como um programa mínimo, necessário para a nossa sobrevivência: a) não redução do salário das pessoas que retornarem para o antigo regime remuneratório; b) implantação imediata do piso do MEC (seja qual for o valor atualizado do mesmo); c) implantação do terço de tempo extraclasse, podendo, inicialmente, realizar o pagamento das aulas a mais de extensão praticadas atualmente; d) devolução das gratificações como quinquênios e biênios que foram confiscadas em 2003 dos novatos; e e) reajuste em todas as tabelas das carreiras da Educação seguindo os percentuais aplicados aos professores.

O custo da implantação de tais medidas aqui em Minas não terá um impacto financeiro tão grande quanto se imagina, uma vez que o número de servidores que têm até 10 anos de casa - sejam efetivos, designados ou contratados - deve representar cerca de 60% ou mais do quadro total de servidores da Educação. E se considerarmos que já estamos no meio do ano, praticamente, este investimento adicional deve atingir uma soma que terá pouco peso no orçamento do estado.

Mas, é preciso ainda considerar que a Educação tem recursos próprios, garantidos pela Constituição Federal: 25% da arrecadação do estado devem ser obrigatoriamente investidos com a Educação. E se considerarmos que o estado de Minas Gerais tem crescido anualmente com os mesmos percentuais da China, ou mais, de acordo com o governo, não há desculpas para que o governo deixe de praticar uma real política de valorização dos educadores.

Considero um profundo desrespeito e desvalorização profissional o fato de um professor com curso superior receber menos que três salários mínimos. E isso continua acontecendo em Minas Gerais e em boa parte do Brasil. Pelo custo da hora/aula que indicamos acima, o valor total que encontraremos de vencimento básico para o professor com curso superior em início de carreira será de R$ 1.060,00. Por isso, é extremamente importante que o governo pague, além do piso, as gratificações tanto para os antigos, quanto para os novos servidores. Pois são essas gratificações que podem resultar num aumento um pouco maior dos vencimentos dos educadores.

Manter apenas as promoções e progressões previstas na carreira, como parcela única (filosofia neoliberal do subsídio) não assegura um salário final adequado com a complexidade do trabalho de um professor e das demais carreiras da Educação. As promoções, por exemplo, representam 22% de reajuste no básico inicial apenas oito anos após o ingresso do servidor na carreira - e isto, se este servidor alcançar oito avaliações de desempenho anuais positivas (três no estágio probatório e cinco para a promoção), além do novo título acadêmico, que o professor deverá conquistar, geralmente com os próprios recursos.

Já a progressão na carreira representa apenas 3% de reajuste incorporado ao salário a cada dois anos. Isso significa dizer, que se não houverem as gratificações e se os professores receberem apenas o piso mais as promoções e progressões, o quadro que se apresenta em Minas Gerais é desanimador, do começo ao fim da carreira.

Vou dar um exemplo prático: um professor com curso superior que tivesse hoje com 30 anos de casa e tendo chegado à última letra do nível III (licenciatura plena) receberia como salário, já atualizado pelo piso do MEC, com todas progressões a que fez jus (letra P), a irrisória quantia de R$ 1.604,71. Isso na sua evolução horizontal. Vamos encontrar este mesmo valor de vencimento básico se, ao longo da carreira, através de enorme esforço, este professor tiver conseguido duas promoções (PEB V) referente aos títulos de especialização e mestrado. Como voltaria sempre, a cada promoção (evolução vertical), para o grau inicial da carreira (letra A), seu básico estaria ainda próximo deste valor do PEB3P, ou seja, em torno de R$ 1.600,00.

Convenhamos que isso não é salário para um professor com 20 ou 30 anos de carreira. E nem mesmo para um iniciante com curso superior, tendo em vista os salários praticados no estado e no mercado para as outras carreiras, com o mesmo grau de exigência acadêmica e complexidade.

Por isso defendo aqui que não devemos de maneira alguma abrir mão das gratificações, como pó de giz, quinquênios e biênios - estes útlimos, inclusive, para os novatos. Pois, estas gratificações é que podem fazer toda a diferença na carreira dos educadores.

Pelo exemplo que mencionei acima, de um professor com 30 anos de carreira, se ele tiver 6 quinquênios e 10 biênios terá direito a 110% de reajuste sobre o vencimento básico de R$ 1.600,00 que citei acima. Isso elevará o salário deste professor no final de carreira para R$ 3.360,00 por um cargo. Embora ainda seja um valor muito aquém do que merecemos, daria pelo menos para assegurar uma aposentaria com um pouco mais de dignidade.

Da mesma forma, vejamos o exemplo de um professor novato, com curso superior e com 6 anos de carreira, se tivesse direito às gratificações citadas. Ele faria jus a uma remueração total de R$ 1.631,00 - aí incluídos o básico com duas progressões, pó de giz, um quinquênio e três biênios. Como se vê, um valor razoável, equivalente a três salários mínimos, embora muito aquém daquilo que merecemos.

É preciso que o governo mineiro - e os demais também - atente para esta realidade e pare de enrolar os educadores com reuniões com o sindicato que não avançam um milímetro na questão salarial e na carreira dos educadores. Da mesma forma, é preciso que o sindicato pare de defender valores de piso que não são reconhecidos por nenhum governo, nem pelo MEC, e passe a defender nossos direitos com os pés na nossa realidade. Se conquistarmos pelo menos o piso do MEC, mais as gratificações para todos, mais o terço de tempo extraclasse, e um reajuste nas demais tabelas da Educação, acompanhando os percentuais do piso do MEC, já seria uma conquista histórica para os trabalhadores da Educação em Minas, e por que não dizer, também para o Brasil, pela força do exemplo.

Minas Gerais não pode continuar apresentando esse paradoxo de um estado que cresce anualmente mais do que a China, enquanto mantém os educadores recebendo salários de fome. Por isso, deve o governo repensar essas questões e abrir mão do diabólico projeto que resultou no corte das gratificações para os novatos em 2003 e na implantação do subsídio em 2010.

E a nós, educadores, nos compete: compreender o que queremos de fato, abandonar a visão voltada apenas para o nosso umbigo e construir uma verdadeira unidade na luta. Só assim, teremos clareza e força para conquistar os nossos direitos.
***

"Irene:

Caro Euler, Estou com uma duvida pois sou auxiliar de serviços gerais efetivada na lei 100, queria saber se nós também temos piso salarial. Obrigada pela atenção. Ate breve!"


Comentário do Blog: obrigado pela visita, colega Irene. A lei do piso do magistério infelizmente não alcança, ainda, todas as carreiras da Educação. Esta, aliás, é uma luta que devemos travar, tanto em Minas Gerais, quanto junto ao governo federal, para que se estenda tal conquista a todos os educadores. Além disso, devemos exigir do governo mineiro que não reduza os salários dos servidores que retornarem para o antigo regime remuneratório, que é a única forma de preservar as gratificações conquistadas na carreira. Um abraço e força na luta!

"Maria Luiza D. Silveira:

Concordo com você Euler, o sindicato faz reivindicações baseadas em teses utópicas e esquecem da realidade e do que é legalmente de direito. É preciso colocar mesmo os pés no chão, na realidade e abandonar a fantasia. "


Comentário do Blog: Um abraço para a combativa colega Maria Luiza. Estejamos atentos e unidos nessa luta para conquistarmos nossos direitos.

"Irene:

Obrigado pela atenção euler, Mas após sua resposta fico na duvida. Eu devo ficar no subsidio ou voltar pro antigo? Atualmente estou no subsidio pois nos colocaram sem perguntar e agora tenho a oportunidade de voltar pro antigo. Obrigado pela atenção. "


Comentário do Blog: a orientação do nosso blog é: volte para o antigo sistema remuneratório, preserve os direitos conquistados, e entre de corpo e alma na nossa luta pelas conquistas mencionadas aqui no blog. Um forte abraço.

"Luciano História:

Euler, o governo mineiro atribui o crescimento estadual a política de choque de gestão que focaliza principalmente o corte de gastos públicos, em especial as gratificações, pedir para o governo retornar com as gratificações é pedir para eles deixaram a política neoliberal que tanto se vangloriam. Acho que o governo até pode pagar o piso corretamente mas retornar com gratificações para todos é pouco provável pois o governo não é obrigado pela lei, até mesmo que boa parte da categoria já não possuem esses benefícios e o governo não precisaria pela lei aumentar suas despesas com esses profissionais. Pagar 110% pelo tempo e 20% de gratificações , valores acima do que se paga pelo trabalho não condiz com os defensores da meritocracia e da produtividade .O tempo e as gratificações valerem mais que o trabalho é algo que até eu sinceramente estranho, imagina o que acha um neoliberal. "



Comentário do Blog: caro amigo Luciano, o crescimento do PIB mineiro e da arrecadação nada tem a ver com o confisco dos salários dos servidores. Pelo contrário: este confisco representa um freio para o aquecimento da economia mineira, que vem se verificando em função de fatores outros. Entre estes fatores, o aumento dos preços dos produtos primários para exportação, os investimentos e repasses federais para Minas, etc. Se dependesse apenas do choque de gestão sobre os nossos salários, a economia de Minas ficaria estagnada. Quanto ao pagamento de percentuais de gratificações, não vejo qualquer problema em devolver para uma parcela dos servidores aquilo que foi confiscado. Não será a primeira vez que isso acontece na história das lutas sociais. Até mesmo para o governo mineiro ser coerente com o discurso de "corrigir distorções", será preciso que ele reconheça que estas distorções foram provocadas pelos confiscos realizados em 2003; e que a forma correta de corrigi-las é restabelecer a situação anterior. Ainda mais agora que o piso tornou-se definitivamente vencimento básico, e que, com isso, a lei do subsídio deve desaparecer, nada justificando, portanto, a existência deste tratamento desigual entre servidores de uma mesma carreira.

"Anônimo:

VEJO QUE VOCÊ É UM GRANDE BATALHADOR, PARABÉNS! GOSTARIA EULER, TIRAR UMA DÚVIDA. O ESPECIALISTA DE EDUCAÇÃO TEM PISO? QUAL É O VALOR? OS 1187,00 É PISO PARA QUEM TEM FORMAÇÃO DE ENSINO MÉDIO. E PARA NÓS QUE TEMOS LICENCIATURA PLENA? POR FAVOR ME DÊ UMA LUZ PARA QUE EU POSSA DECIDIR.ESTOU INCLINADO A VOLTAR PARA A ANTIGA, MAS QUERO FAZÊ-LO COM ENTENDIMENTO. OBRIGADO PELAS INFORMAÇÕES"

"Helena:

ÓTIMO O SEU BLOG, EULER, MAS FALTA FOCALIZAR O PISO DO ESPECIALISTA DA EDUCAÇÃO (LICENCIATURA PLENA),SOU APOSENTADA E ESTOU GANHANDO NA ARAPUCA DO SUBSÍDIO 2732,00 COMO ORIENTADOR EDUCACIONAL.QUAL É O NOSSO PISO? PRECISO SABER PARA DISCUTIR A SITUAÇÃO COM OUTROS ESPECIALISTAS.OBRIGADA, HELENA"

Comentário do Blog: cara combativa colega Helena, a especialista faz parte da carreira do magistério, e portanto o piso é o mesmo dos professores. Como a carreira dos especialistas, ao contrário da dos professores, não tem o profissional com ensino médio, o mais provável e lógico é que ocorra a equiparação salarial entre os profissionais com a mesma formação acadêmica. Logo, um especialista com curso superior teria que receber de vencimento básico pelo menos o equivalente a um professor com curso superior, ou seja, R$ 1.060,00 para o início de carreira e para a jornada de 24 horas. Para outras jornadas de trabalho e outros níveis, há que se aplicar, respectivamente, a proporcionalidade e a tabela de vencimentos iniciais que já divulgamos aqui no blog (pelo piso do MEC). Sobre os valores básicos incidem as gratificações, promoções e progressões conquistadas na carreira. Um abraço e força na luta.

"Anônimo:

Euler,
Vale lembrar que passaram pelas mãos de nós educadores os hoje juízes, desembargadores, políticos e etc...
Um piso de R$1.187 é desumano. É indecente!
R$6,60 a hora para uma educadora das séries iniciais é sinônimo de adoecimento e morte.
Aproveito a oportunidade para dizer:
Ao companheiro Rômulo meus sentimentos. Todos somos testemunhas do amor e da luta que o mesmo travou em torno da vida de sua filha. Fica o abraço de conforto aqui dos educadores do Norte de Minas ao grande companheiro Rômulo!
Nas Assembleias e atividades ele é sempre um companheiro solicito, educado e que conversa com seus companheiros ombro a ombro, diferente de algumas personalistas que temos por aí."

Comentário do Blog: tem toda razão, combativo(a) colega: tanto em relação ao vergonhoso valor do piso, quanto em relação à bravura e camaradagem do amigo Rômulo. Um abração para os colegas do Norte de Minas.

"Anônimo:

EULER, GOSTARIA DE SABER SE NOS ASSISTENTES TECNICOS DA EDUCAÇÃO TEMOS PISO. "

Comentário do Blog: Olá, colega, se vocês se enquadrarem no conceito de "profissionais do magistério" descrito na lei do piso, têm sim. Do contrário, não. Mas, temos que brigar para que tenham. Um abraço e força na luta!

"Anônimo:

Querido Euler,
Você o que vc talvez esqueceu, ou não saiba é que nós antigos de estado, ou melhor nomeados antes de 98 nossos biênios e quinquênios incidem sobre o salário final e não sobre o básico como são os quinquênios e biênios após 1998. Com isso o salário ainda fica um pouco melhor. Vai ser lindo, receber este salário novo. Acho até que vou fazer uma ponte aérea semanal Uberlândia/Nova York. kkk. "

Comentário do Blog: Não esqueci, não, colega, e vou torcer para que vocês consigam fazer muitas viagens não apenas para NY, mas para o mundo inteiro, rsrs. Ainda mais agora que os preços das passagens aéreas trazem pacotes promocionais. Um abraço e força na luta.

"Luciano História:

Euler, o corte nos gastos públicos segundo o governo equilibra as contas estaduais, com mais dinheiro em caixa o governo dá garantias para empreiteiras e banqueiros atraindo assim mais investidores , essas garantias governamentais é que segundo o governo ligam o choque de gestão com o crescimento do PIB, na visão do governo o Estado recebe mais investidores pois está mais seguro e com as contas equilibradas, a China caro amigo não está crescendo pelo fato de pagar bem seus funcionários e sim pelo fato de atrair investimentos para dentro do país."

Comentário do Blog: este é o discurso oficial, caro amigo Luciano, que não devemos dar ouvidos. A realidade da China é um pouco mais complexa, mas podemos discuti-la em outra oportunidade. Já a de Minas, não tem grandes mistérios. Os investimentos que vêm para Minas obedecem às leis do mercado, à demanda existente de consumo na região Sudeste, a realidade das exportações de produtos primários, além das políticas federais. Retirar dinheiro de servidor e passar para empreiteiras resulta muito mais em concentração de renda, que é seguida pela estagnação da economia. O Brasil e todo mundo tem assistido esse filme e não é a toa que as cartilhas neoliberais tem sido cada vez mais criticadas e derrotadas politicamente. Mas, as fases de crescimento regional e geral do capital não obedecem à lógicas de políticas de estado ou de mercado, de forma calculada. Aliás, nesse terreno não há lógica, mas este é assunto para outro dia.

"Anônimo:

PREZADO EULER,
SOU PROFESSOR DA REDE MUNICIPAL, E GANHO UM SALARIO MINIMO, OU SEJA, 545 REAIS O PREFEITO ALEGA QUE NAO TEM DINHEIRO. A QUEM DEVO RECORRER PARA QUE A PREFEITURA CUMPRA A LEI DO PISO.
UM GRANDE ABRAÇO E BOM TRABALHO "


Comentário do Blog: caro colega, não conheço a situação específica do município no qual você leciona, se tem plano de carreira, qual a jornada de trabalho, política de evolução na carreira, gratificações, etc. Mas, é aconselhável que vocês procurem a entidade sindical que representa a categoria em sua cidade e cobre dela uma atitude firme em relação ao piso. O piso é lei federal e os governos estaduais e municipais têm que pagá-los sem desculpa alguma. Se o prefeito alega não ter dinheiro em caixa, a lei do piso prevê a complementação por parte da União, desde que o governante comprove, através de planilha detalhada, que não tem recursos. Deve provar também que aplica 25% da receita na Educação, entre outras exigências inscritas em portaria do MEC. O prefeito ou governador que não pagar o piso está sujeito a ser acionado na justiça. Organizem-se e lutem por seus direitos. Um abraço e força na luta!

"Anônimo:

EULER ,O TEXTO PUBLICADO NO LINK A BAIXO VOCÊ VAI GOSTAR DE LER .

http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&section=Geral&newsID=a3306168.htm "


Comentário do Blog: o governo de Santa Catarina é um péssimo exemplo de administração pública. Graças ao infeliz governo de Santa Catarina e mais quatro outros o nosso piso ficou suspenso por dois anos. Agora não tem choro, nem vela: é pagar o piso enquanto vencimento básico. E a categoria dos educadores daquele estado tem toda a nossa solidariedade se decidir entrar em greve pelo pagamento do piso. Está passando da hora de se aprovarem leis que punam com rigor os governantes que não cumprirem a lei do piso.

"Anderson - Pará de Minas:

Caro Euler

A polêmica "Subsídio ou Carreira Antiga" vem sendo tema do blog do ex-secretário adjunto da SEE João Filocre , o mentor intelectual do subsídio. Veja em www.joaofilocre.com.br .
Resta saber se suas postagens são pistas do que o Governo vai fazer ou se é ressentimento de quem foi colocado para fora da SEE .
Um abraço

Anderson - Pará de Minas "


Comentário do Blog: o referido cidadão tem conhecimento técnico da matéria, mas nem sempre usou tal conhecimento em favor dos trabalhadores, enquanto esteve à frente da secretaria adjunta da SEE-MG. Portanto, é preciso ver sempre com muita reserva as informações contidas no referido blog. Na questão do terço de tempo extraclasse o cidadão em análise comete equívoco ao dizer que a votação inicial era de 5 x 5 e que o presidente do STF teria votado a nosso favor. Não foi assim. A votação estava em 5 x 4 a nosso favor e o infeliz presidente do STF, com uma postura medíocre e hipócrita, votou contra o nosso terço de tempo, empatando a votação, mas não conseguindo, apesar disso, derrubar a constitucionalidade plena da Lei do Piso. Uma outra questão em que o cidadão mencionado dá pistas perigosas é quando analisa a realidade dos professores com curso superior em início de carreira. Ele simplesmente analisa dois valores: R$ 1.272,00 x R$ 1.320,00 em favor do subsídio, e sugere que o novato faça a sua opção. Contudo, na realidade ocorre aqui pelo menos duas ou três omissões em relação às importantes diferenças entre os dois sistemas remuneratórios. Uma promoção na carreira, por exemplo, elevará o piso do iniciante em 22% no antigo sistema remuneratório contra apenas 10% no subsídio. Façamos as contas: R$ 1.060,00 + 22% de promoção + 20% de pó de giz = R$ 1.551,84. Já no subsídio: R$ 1.320,00 + 10% de promoção = R$ 1.452,00. Ou seja, o subsídio começa a perder feio. Isso sem falar nas progressões, de 3% contra 2,5% do subsídio. E o que dizer dos reajustes anuais do piso nacional, que não terão qualquer impacto na lei do subsídio. Enfim, é preciso ficar atento para não receber informação que conduza ao abismo. Leiam tudo, mas a melhor referência, até o momento, tem sido este blog, inclusive graças à colaboração de dezenas de colegas da base da categoria. Um abraço e força na luta.


Próximo tema já está na cabeça do editor: atenção colegas, no próximo post, que ainda vou redigir entre amanhã e depois de amanhã, quero tratar sobre um ponto fundamental: a previsão de reajuste do piso nacional do magistério para 2012. O cerne do tema, com alguns dados, já foi levantado por mim, e posso adiantar que as notícias são boas. No entanto, amanhã, embora não tenha conseguido resolver algumas coisas para ir a Brasília, quero ver se acompanho a repercussão da mobilização dos educadores na Capital do país. Será importante que o governo federal assuma a sua parte na cobrança e na ajuda aos demais entes federados, a fim de que a lei do piso seja cumprida imediatamente. Vamos acompanhar e quem puder, favor nos enviar o relato da viagem a Brasília.

Ah, pelo que me informei, os colegas educadores da rede municipal de BH paralisam atividades hoje e decidem, em assembléia, o que fazer ante a proposta do governo municipal. Vamos acompanhar também, expressnado nossa solidariedade aos educadores em luta, enquanto nos preparamos, na rede estadual, para os grandes embates que se avizinham, caso o governo mineiro não nos pague o piso, entre outras demandas.


"Luciano História:

Euler, outro tema que poderia ser posteriormente discutido já que o foco agora é como ficará nossa carreira com o piso-piso é justamente o aumento das horas de ensino de 800 para 960 pois todo mundo está tendo a mesma impressão que vai aumentar os dias letivos acabando com o recesso de julho já que para o governo é mais fácil aumentar os dias letivos do que contratar mais funcionários.A muitos inimigos da educação que não querem mais o recesso de julho pois os filhos quanto menos dias em casa é menos trabalho para eles. "


Comentário do Blog: boa sugestão, Luciano. Vamos voltar a este tema quando a questão do piso nos der uma folga, rsrs.

"Anônimo - LAJE DO MURIAE - RJ:

CARO EULER,
E COM SATISFAÇÃO QUE VOLTO A LHE ESCREVER, MINHA SITUAÇÃO É A SEGUINTE, SOU PROFESSOR DA REDE MUNICIPAL, GANHO UM SALÁRIO MINIMO, 545 REAIS, COM DESCONTO 497 REAIS, NÃO TEMOS PLANO DE CARREIRA, E NEM SINDICATO CONFIAVEL, POIS O PRESIDENTE É FILIADO AO PREFEITO. SENDO ASSIM A QUEM RECORRER? SOU FUNCIONARIO DA CIDADE DE LAJE DO MURIAE RJ.
GRATO PELA ATENÇÃO
E SUCESSO EM NOSSA LUTA "


Comentário do Blog: Seria interessante formar uma comissão e pressionar o sindicato local para que ele tome providências, entre elas: a) cobrar do prefeito o imediato pagamento do piso, b) a aprovação de um plano de carreira, que já deveria existir e terá sérias consequências contra a prefeitura local, caso não o encaminhe imediatamente; c) seria bom vocês procurarem contato com vereadores, caso haja algum que tenha sensibilidade para com os problemas da Educação. Finalmente, caso o sindicato local não faça nada, entrem em contato com o sindicato estadual, pois ele pode se interessar pela causa. No último caso, formem uma associação, convoquem os educadores para uma desfiliação em massa do sindicato pelego e criem uma outra entidade realmente representativa da categoria. Estas são apenas algumas sugestões para vocês analisarem coletivamente, e com o devido cuidado em relação ao poder municipal, que sabemos, infelizmente, é quase sempre marcado pela presença de coroneizinhos que se julgam os donos do mundo, tamanha a imbecilidade mental desses infelizes. Um abraço e força na luta!

"Sônia - Uberlândia:

Bom dia querido!

Ao acessar o site do Sindute hoje (11/05)me deparei com o seguinte texto:

" (...) De acordo com a coordenadora geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, este é o momento de unir esforços com a categoria de outros Estados para fazer valer o Piso Salarial no Brasil. “Temos que exigir a implantação do PSPN e também melhores condições de trabalho para termos uma educação pública de qualidade nos estados e uma categoria merecidamente reconhecida (...)”.

Você percebeu que o discurso mudou? Isso é bom, pois, finalmente perceberam (creio eu) a necessidade de uma fala coerente com a realidade. Não resta dúvidas de que merecemos o piso proposto pela CNTE, porém é preciso primeiro lutar pela implantação do piso que aí está, e, obviamente, lutar por seu reajuste.

Um abraço. "


Comentário do Blog: Isso mesmo, combativa colega Sônia, cada coisa a seu tempo e local. Em Brasília é o local de cobrarmos reajuste do valor do piso, não em Minas. Um abraço e força na luta!

"Anônimo:

EULER, ESTA INFORMAÇÃO ACIMA DE QUE O QUINQUENIO E O BIENIO SÃO CALCULADOS NO SALARIO FINAL E, NÃO NO BASE, NÃO É VERDADE! POIS TENHO VINTE CINCO ANOS DE ESTADO E TAIS BENEFICIOS SÃO CALCULADOS SOBRE O SALARIO BASE, OU SEJA, MEU PISO É 560,00, QUINQUENIO MAGISTERIO 56,00 BIENIO 28,00, CADA UM. "


Comentário do Blog: correto, combativo colega, e pode aguardar que estas gratificações agora vão incidir sobre o piso, conferindo um novo e mais robusto valor para o seu salário. Um abraço!


"Anônimo:

Euler, aqui quero deixar meus agradecimentos a vc e aos amigos combatentes nessa luta árdua e dizer que soube que os municípios de Araponga e Canaã MG também paralisaram na rede estadual em solidariedade aos companheiros de luta"

"Linder:

Caro Euler,
Após a manifestação da PM em Belo Horizonte, o governo prometeu para o dia 25 05 11 uma posição para o movimento. Sabemos da importância da PM e da PC, mas por que o governo não manifesta com tanta rapidez quando se trata dos professores?
Outro ponto, é lamentável a demora tanto do sind ute quanto da cnte e divulgar o resultado da audiência com o Ministro Hadad - precisamos de uma representação mais agil e de posição mais firme para nossa causa! Somos filiados ha mais de 20 anos!!!
Abraço,
Linder "


"Historiador BH:

Nosso sindicato é muito forte quando tem algun motivo político, no ano passado a organização durante a greve me impressionou. Agora quando a Classe mais precisa dele cadê ? Onde estão os companheiros ? Os aposentados estão totalmente perdidos, o sindicato tinha a obrigação de fazer um informe especial para eles. Companheiros os aposentados estão sendo enganados, muitos por falta de informação.

Euler continue na luta, um abraço até mais. "


"Anônimo:

Euler,

Nós, ANES das SRE estamos sem saber qual a melhor escolha, se piso ou subsídio.
Tem como nos orientar?
ANES das SRE"


"Anônimo:

Sou professor tbem e gostaria de saber quanto a lei 100 , pois sou efetivado, seremos nomeados, quanto a este tempo, ou teremos que fazer uma prova para normalizar nossa nomeação, o que vc sabe disse, quanto ao nosso salario, este não digno , pois estamos abaixo de salario mínimo, somos considerados um nada, nós professores que damos a todos o conhecimento, e não temos nada em troca,como seria de um médico seu PROFESSOR?
Como seria um aluno de ensino básico sem um PROFESSOR?
Então nós professores somos o Que? "


"Anônimo:

Grande Euler,
1500 trabalhadores em Brasília e parece que bem mais da metade era de Minas. Me passaram a informação de que iriam 23 ônibus de Minas e se foram lotados corresponde a mais de 1000 companheiros(as).
A autarquia do MEC fez aquele velho papel de "Cerca Lourenço".
Respondendo o amigo de cima o silêncio do governo de MG não surpreende, o que surpreende é o silêncio da direção do SINDUTE.
Só hoje pude ler o combativo blog e ficar sabendo da triste notícia do falecimento da filha do professor Rômulo. Desejo-lhe toda força do mundo e um companheiro que foi ao enterro disse que o mesmo estava lotado, pois o Rômulo é um camarada muito querido, estavam lá desde seus alunos até a direção nacional da Liga Operária e Camponesa (Boné, Guilherme Tell, Gerson Lima, Nilo, Osmir).
Que ele volte logo aos combates para a gente varrer a pelegada de vez"


34 comentários:

  1. Irene,
    Caro Euler, Estou com uma duvida pois sou auxiliar de serviços gerais efetivada na lei 100, queria saber se nos tambem temos piso salarial. Obrigada pela atenção. Ate breve!

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  2. Maria Luiza D. Silveira10 de maio de 2011 13:06

    Concordo com você Euler, o sindicato faz reivindicações baseadas em teses utópicas e esquecem da realidade e do que é legalmente de direito. É preciso colocar mesmo os pés no chão, na realidade e abandonar a fantasia.

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  3. Irene
    Obrigado pela atenção euler, Mas apos sua resposta fico na duvida. Eu devo ficar no subsidio ou voltar pro antigo? Atualmente estou no subsidio pois nos colocaram sem perguntar e agora tenho a oportunidade de voltar pro antigo. Obrigado pela atenção.

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  4. Euler, o governo mineiro atribui o crescimento estadual a política de choque de gestão que focaliza principalmente o corte de gastos públicos, em especial as gratificações, pedir para o governo retornar com as gratificações é pedir para eles deixaram a política neoliberal que tanto se vangloriam.Acho que o governo até pode pagar o piso corretamente mas retornar com gratificações para todos é pouco provável pois o governo não é obrigado pela lei, até mesmo que boa parte da categoria já não possuem esses benefícios e o governo não precisaria pela lei aumentar suas despesas com esses profissionais.Pagar 110% pelo tempo e 20% de gratificações , valores acima do que se paga pelo trabalho não condiz com os defensores da meritocracia e da produtividade .O tempo e as gratificações valerem mais que o trabalho é algo que até eu sinceramente estranho, imagina o que acha um neoliberal.

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  5. ÓTIMO O SEU BLOG, EULER, MAS FALTA FOCALIZAR O PISO DO ESPECIALISTA DA EDUCAÇÃO (LICENCIATURA PLENA),SOU APOSENTADA E ESTOU GANHANDO NA ARAPUCA DO SUBSÍDIO 2732,00 COMO ORIENTADOR EDUCACIONAL.QUAL É O NOSSO PISO? PRECISO SABER PARA DISCUTIR A SITUAÇÃO COM OUTROS ESPECIALISTAS.OBRIGADA, HELENA

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  6. VEJO QUE VOCÊ É UM GRANDE BATALHADOR, PARABÉNS! GOSTARIA EULER, TIRAR UMA DÚVIDA. O ESPECIALISTA DE EDUCAÇÃO TEM PISO? QUAL É O VALOR? OS 1187,00 É PISO PARA QUEM TEM FORMAÇÃO DE ENSINO MÉDIO. E PARA NÓS QUE TEMOS LICENCIATURA PLENA? POR FAVOR ME DÊ UMA LUZ PARA QUE EU POSSA DECIDIR.ESTOU INCLINADO A VOLTAR PARA A ANTIGA, MAS QUERO FAZÊ-LO COM ENTENDIMENTO. OBRIGADO PELAS INFORMAÇÕES.

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  7. EULER, GOSTARIA DE SABER SE NOS ASSISTENTES TECNICOS DA EDUCAÇÃO TEMOS PISO.

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  8. Euler, o corte nos gastos públicos segundo o governo equilibra as contas estaduais, com mais dinheiro em caixa o governo dá garantias para empreiteiras e banqueiros atraindo assim mais investidores , essas garantias governamentais é que segundo o governo ligam o choque de gestão com o crescimento do PIB, na visão do governo o Estado recebe mais investidores pois está mais seguro e com as contas equilibradas, a China caro amigo não está crescendo pelo fato de pagar bem seus funcionários e sim pelo fato de atrair investimentos para dentro do país.

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  9. Euler,
    Vale lembrar que passaram pelas mãos de nós educadores os hoje juízes, desembargadores, políticos e etc...
    Um piso de R$1.187 é desumano. É indecente!
    R$6,60 a hora para uma educadora das séries iniciais é sinônimo de adoecimento e morte.
    Aproveito a oportunidade para dizer:
    Ao companheiro Rômulo meus sentimentos. Todos somos testemunhas do amor e da luta que o mesmo travou em torno da vida de sua filha. Fica o abraço de conforto aqui doe educadores do Norte de Minas ao grande companheiro Rômulo!
    Nas Assembleias e atividades ele é sempre um companheiro solicito, educado e que conversa com seus companheiros ombro a ombro, diferente de algumas personalistas que temos por aí.

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  10. Querido Euler,
    Você o que vc talvez esqueceu, ou não saiba é que nós antigos de estado, ou melhor nomeados antes de 98 nossos biênios e quinquênios incidem sobre o salário final e não sobre o básico como são os quinquênios e biênios após 1998. Com isso o salário ainda fica um pouco melhor. Vai ser lindo, receber este salário novo. Acho até que vou fazer uma ponte aérea semanal Uberlândia/Nova York. kkk.

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  11. PREZADO EULER,
    SOU PROFESSOR DA REDE MUNICIPAL, E GANHO UM SALIO MINIMO, OU SEJA, 545 REAIS O PREFEITO ALEGA QUE NAO TEM DINHEIRO. A QUEM DEVO RECORRER PARA QUE A PREFEITURA CUMPRA A LEI DO PISO.
    UM GRANDE ABRAÇO E BOM TRABALHO

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  12. EULER ,O TEXTO PUBLICADO NO LINK A BAIXO VOCÊ VAI GOSTAR DE LER .

    http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&section=Geral&newsID=a3306168.htm

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  13. Caro Euller

    A polêmica "Subsídio ou Carreira Antiga" vem sendo tema do blog do ex-secretário adjunto da SEE João Filocre , o mentor intelectual do subsídio. Veja em www.joaofilocre.com.br .
    Resta saber se suas postagens são pistas do que o Governo vai fazer ou se é ressentimento de quem foi colocado para fora da SEE .
    Um abraço
    Anderson - Pará de Minas

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  14. Euler, outro tema que poderia ser posteriormente discutido já que o foco agora é como ficará nossa carreira com o piso-piso é justamente o aumento das horas de ensino de 800 para 960 pois todo mundo está tendo a mesma impressão que vai aumentar os dias letivos acabando com o recesso de julho já que para o governo é mais fácil aumentar os dias letivos do que contratar mais funcionários.A muitos inimigos da educação que não querem mais o recesso de julho pois os filhos quanto menos dias em casa é menos trabalho para eles.

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  15. Sônia - Uberlândia11 de maio de 2011 09:49

    Bom dia querido!

    Ao acessar o site do Sindute hoje (11/05)me deparei com o seguinte texto:

    " (...) De acordo com a coordenadora geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, este é o momento de unir esforços com a categoria de outros Estados para fazer valer o Piso Salarial no Brasil. “Temos que exigir a implantação do PSPN e também melhores condições de trabalho para termos uma educação pública de qualidade nos estados e uma categoria merecidamente reconhecida (...)”.

    Você percebeu que o discurso mudou? Isso é bom, pois, finalmente perceberam(creio eu)a necessidade de uma fala coerente com a realidade. Não resta dúvidas de que merecemos o piso proposto pela CNTE, porém é preciso primeiro lutar pela implantação do piso que aí está, e, obviamente, lutar por seu reajuste.

    Um abraço.

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  16. CARA EULER,
    E COM SATISFAÇÃO QUE VOLTO A LHE ESCREVER, MINHA SITUAÇÃO É A SEGUINTE, SOU PROFESSOR DA REDE MUNICIPAL, GANHO UM SALRIO MINIMO, 545 REAIS, COM DESCONTO 497 REAIS, NÃO TEMOS PLANO DE CARREIRA, E NEM SINDICATO CONFIAVEL, POIS O PRESIDENTE É FILIADO AO PREFEITO. SENDO ASSIM A QUEM RECORRER? SOU FUNCIONARIO DA CIDADE DE LAJE DO MURIAE RJ.
    GRATO PELA ATENÇÃO
    E SUCESSO EM NOSSA LUTA

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  17. EULER, ESTA INFORMAÇÃO ACIMA DE QUE O QUINQUENIO E O BIENIO SÃO CALCULADOS NO SALARIO FINAL E, NÃO NO BASE, NÃO É VERDADE! POIS TENHO VINTE CINCO ANOS DE ESTADO E TAIS BENEFICIOS SÃO CALCULADOS SOBRE O SALARIO BASE, OU SEJA, MEU PISO É 560,00, QUINQUENIO MAGISTERIO 56,00 BIENIO 28,00, CADA UM.

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  18. Euler,aqui quero deixar meus agradecimentos a vc e aos amigos combatentes nessa luta árdua e dizer que soube que os municípios de Araponga e Canaã MG também paralisaram na rede estadual em solidariedade aos companheiros de luta.

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  19. Euler, comentei no outro post sobre o erro da tabela do sindute . Colega, eu gostaria que alguém do sindute me explicasse o seguinte:O valor de 1597,00 é para um cargo de até 40, então cargos de 24 , 30 e 40 pela lógica deveriam possuir a mesma tabela, ora, se não existe proporcionalidade para baixo também não existe para cima, eu acho que eles até poderiam lançar a tabela de 1597,00 já que eles acham que esse é o valor correto do piso mais com valores proporcionais, ou seja, 958,00 o salário base para o cargo de 24 horas.Qual é o interesse de iludir a categoria mostrando valores que infelizmente não estão de acordo com a lei?Se esses valores não estão de acordo com a lei quem é o culpado?A Dilma prometeu valorizar o professor, como vai fazer isso? cadê o plano nacional de melhoria salarial dos professores?A lei do piso pode melhorar a situação dos colegas que possuem bons planos de carreiras , mas ,e a maioria dos colegas que não possuem carreiras interessantes como é o caso de uns 80% dos municípios( acredito que esse número é até maior)como esse problema será resolvido?Espero que as manifestações em Brasília cobrem de fato uma atitude do governo.

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  20. Euler,
    Parabenizo pelo blog e pelo trabalho em prol de toda a categoria.
    Venho reiterar o pedido de atenção quanto aos erros cometidos no posicionamento dos servidores nas carreiras, tanto a nova (subsidio), quanto a antiga. Optei pela carreira antiga e até o dia da opção meu posicionamento no subsidio ainda estava incorreto, apesar dos pedidos frequentes de correção efetuados na superintendencia de ensino e SEE.
    Os servidores das SREs não estão sendo devidamente orientados. A SEE não apresenta orientações claras e precisas quanto ao que deve ser feito. Devemos ficar em estado de alerta para não sermos prejudicados nessa bagunça, na qual se encontra a SEE.

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  21. Caro Euler e caros amigos, os governantes estão com um dilema sério, pois se dizem que não têm dinheiro para pagar o piso, a lei diz que o governo federal complementa; se isso ocorrer terão que abrir as contas e informar pra onde o dinheiro da Educação está indo; se disserem que têm o dinheiro outras categorias vão chiar e poderão se rebelar deflagrando greves (a PM e a Civil já estão se mobilizando), portanto os governos se empenhando em buscar uma solução onde não dê margem pra ninguém pleitear aumentos ou mudanças nos planos de carreira.
    Por outro lado tá rolando um desespero do governo federal diante da baixa qualificação e escolaridade no Brasil, isso atrapalha o crescimento e desenvolvimento, tendo reflexos na economia de forma contundente. Até (quem diria) a Globo está veiculando reportagens com tais temas, pois certamente tem gente perdendo negócios e dinheiro por este Brasil afora.
    Abraços.
    Ruy Aguiar Leopoldina MG

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  22. Oi Euler, como vamos ter notícias do encontro em Brasília? Estou achando tudo muito devagar e esse nosso governador muito calado. Não vê o que fez o governo de Santa Catarina? Depois do resultado do Supremo... temos que começar logo a luta. Um grande abraço. Paula

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  23. Boa madrugada companheiro rs. Acabo de chegar da viagem a Brasília, apesar de exausto, achei importante comunicar que, mesmo em pequena quantidade de educadores e servidores presentes, acho que conseguimos mostrar para todos os deputados que realmente estamos agindo. Fizemos visitas aos gabinetes de vários deputados, e, durante a assembléia, eles sabiam da nossa presença no auditório e isso foi muito importante para que a discussão do PNE fosse à nosso favor. O local onde estava sendo realizado a assembléia era pequeno, mas, por conta de um deputado apenas (não me lembro o nome dele) o local não pôde ser modificado (vai ver ele ficou com medo de mais pressão), aí tivemos que ver de um telão do auditório. Agora, como você mesmo disse aqui no blog, se a questão do PNE (que envolve outras pontos importantes para a educação no geral, mas principalmente o piso) não for votada rapidamente, a única maneira é fazer greve.

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  24. Pelo que pude perceber nos comentários frequentes do Prof. Luciano, parece que ele está do lado do governo ou pelo menos em cima do muro. Temos que parar de analisar a nossa situação do ponto de vista dos governantes. Governo nenhum até hoje demonstrou um verdadeiro comprometimento com a educação. O que interessa a eles é resultado, alunos sendo aprovados e as estatísticas melhorando. Venhamos e convenhamos, não dá para acreditar no governo, não dá para ficar do lado deles, pelo menos por enquanto. Não podemos nos dispersar com esses comentários pessimistas que só reforçam as intenções do governo. Obrigado pelo espaço.

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  25. Tudo bem que não podemos analisar nossa situação do ponto de vista dos governos, colega, mas hoje me bateu um sentimento de impotência diante dos acontecimentos. Esse silêncio fúnebre do governo mineiro está dando nos nervos. O governo de São Paulo já se pronunciou, o de Santa Catarina, sei lá, talvez outros, mas e aqui, gente? Será amnhã mais uma sexta sem lei? Do decantado encontro da semana passada nada de concreto...

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  26. Sou professor tbem e gostaria de saber quantoa lei 100 , pois sou efetivado, seremos nomeados, quanto a este tempo, ou teremos que fazer uma prova paranormalizar nossa nomeação, o que vcsabe disse, quanto ao nosso salario, este não digno , pois estmos abaixo de salario mínimo, somos considerados um nada, nós professores que damos a todos o conhecimento, enão temos nada em troca,como seria de um médico seu PROFESSOR?
    Como seria um aluno de ensino básico sem um PROFESSOR?
    Então nós professores somos o Que?

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  27. Grande Euler,
    1500 trabalhadores em Brasília e parece que bem mais da metade era de Minas. Me passaram a informação de que iriam 23 ônibus de Minas e se foram lotados corresponde a mais de 1000 companheiros(as).
    A autarquia do MEC fez aquele velho papel de "Cerca Lourenço".
    Respondendo o amigo de cima o silêncio do governo de MG não surpreende, o que surpreende é o silêncio da direção do SINDUTE.
    Só hoje pude ler o combativo blog e ficar sabendo da triste notícia do falecimento da filha do professor Rômulo. Desejo-lhe toda força do mundo e um companheiro que foi ao enterro disse que o mesmo estava lotado, pois o Rômulo é um camarada muito querido, estavam lá desde seus alunos até a direção nacional da Liga Operária e Camponesa (Boné, Guilherme Tell, Gerson Lima, Nilo, Osmir).
    Que ele volte logo aos combates para a gente varrer a pelegada de vez.

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  28. Caro Euler,
    Após a manifestação da PM em Belo Horizonte, o governo prometeu para o dia 25 05 11 uma posição para o movimento. Sabemos da importância da PM e da PC, mas por que o governo não manifesta com tanta rapidez quando se trata dos professores?
    Outro ponto, é lamentável a demora tanto do sind ute quanto da cnte e divulgar o resultado da audiência com o Ministro Hadad - precisamos de uma representação mais agil e de posição mais firme para nossa causa! Somos filiados ha mais de 20 anos!!!
    Abraço,
    Linder

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  29. OLÁ, COLEGA. REALMENTE A SEE HAVIA ORDENADO O CORTE DO PONTO DOS DIAS PARADOS, MAS VOLTOU ATRÁS NESTA DECISÃO ONTEM À TARDE. SINAL QUE APESAR DO SILÊNCIO HÁ ALGUM MOVIMENTO... NÃO PODEMOS DESANIMAR. ESTE É O MOMENTO CERTO PARA ALCANÇARMOS A VITÓRIA!!!

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  30. OLÁ, COLEGA. QUANDO MENCIONEI ANTERIORMENTE QUE A SEE HAVIA RETROCEDIDO NA DECISÃO DO CORTE DO PONTO, E QUE DEI MÉRITO A UM MOVIMENTO, ESTAVA ME REFERINDO A NOSSA UNIÃO E NÃO A QUALQUER AÇÃO DO SIND UTE. PELA PRIMEIRA VEZ, EM 17 ANOS DE SERVIÇO, SINTO QUE PODEREMOS ALCANÇAR UMA VITÓRIA COM A UNIÃO DE NOSSA CLASSE. VEJO EM SEU BLOG O NOSSO PONTO DE APOIO, ONDE PODEMOS DISCUTIR, ANALISAR E PREPARAR AÇÕES ESTRATÉGICAS CONTRA OS GOLPES DO GOVERNO.
    UM ABRAÇO.

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  31. Nosso sindicato é muito forte quando tem algun motivo político, no ano passado a organização durante a greve me impressionou. Agora quando a Classe mais precisa dele cadê ? Onde estão os companheiros ? Os aposentados estão totalmente perdidos, o sindicato tinha a obrigação de fazer um informe especial para eles. Companheiros os aposentados estão sendo enganados, muitos por falta de informação.

    Euler continue na luta, um abraço até mais.

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  32. Euler,

    Nós, ANES das SRE estamos sem saber qual a melhor escolha, se piso ou subsídio.
    Tem como nos orientar?
    ANES das SRE

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  33. professor licenciatura plena séries iniciantes ensinobásico efetivo rede estadual mg maisde30 anos de serviço .conclui o normal siperior em agosto de 2008. ainda fui posicionada até hoje pela minha escolaridade .meu nível e grau não saiu. qual o meu nível e grau?

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  34. Notei que seu artigo é do ano de 2011. Lembrando que um ano já se passou e pelo visto a situação so piora. Pois bem, moro em Governador Valadares e fui designada para uma substituição em uma escola municipal. Aqui a situação ainda é mais grave. Ignorando os descontos, na divisão do salário pelas horas trabalhadas o resultado é o irrisorio valor de R$5,54 hora/aula. Ligei para o sindicato e a informação que me deram é de que a prefeitura entende que esse é o valor correto a ser pago. Gostaria de saber se posso fazer algo a respeito disso? Se tenho a chance de ver meu trabalho, se não devidamente valorizado pelo menos legalmente calculado.

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