terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Políticos brasileiros não têm compromisso com a Educação pública


A ausência de políticas públicas voltadas para a Educação denota uma total falta de compromisso dos políticos brasileiros e seus respectivos partidos com o ensino público de qualidade. E não se trata apenas de exceção, de um ou outro político ou partido: a regra, não a exceção, é fazer pouco caso e tripudiar com as questões e com os profissionais da Educação - área que constitui importância estratégica para o presente e para o futuro das comunidades brasileiras.

É notório que nacionalmente os políticos do PSDB e Demo tenham reconhecida aversão ao serviço - e ao servidor - público voltado para o social, como um todo. Mas, o PT também, no que diz respeito à Educação pública na modalidade ensino básico, não destoa desta regra comum praticada pelas elites. Tanto no governo federal (gestão Lula / Haddad), quanto nas prefeituras administradas pelo PT, a exemplo do que acontece com aquelas governadas pelo PSDB (de FHC, Aécio e Anastasia), PMDB, PSB, PDT e Demo, a realidade da Educação não é muito diferente. Ao não investirem em Educação pública (ensino básico), comprometem os destinos de milhões de crianças e jovens e adultos. E não apenas em relação ao mercado de trabalho - que parece ser a grande preocupação dos governantes -, mas enquanto perspectiva humana, aprofundando ainda mais o fosso existente entre ricos e pobres.

A realidade é que este desprezo para com a Educação pública contribuiu e muito para criar verdadeiros bolsões de misérias material e humana. Nas comunidades de baixa renda em geral prevalece o domínio de gangsteres (minorias) que ditam leis para os moradores - que são a maioria -, que vivem sem quaisquer amparos das instituições e leis que constam do texto constitucional do país. Não que os territórios dos ricos - bairros chiques e condomínios fechados e seus respectivos governos - não sejam igualmente dominados por gangsteres de colarinho branco. Disso todos sabemos. Mas, é fato que pelo menos existem regras e leis que permitem o mínimo de agasalho jurídico e institucional para os filhos das classes médias e abastadas.

Mas, para as elites dominantes, proporcionar educação de qualidade para os pobres é algo arriscado. Todo o esquema de poder dominante, que envolve um judiciário pró-elite, a mídia golpista e serviçal da direita, a democracia eleitoral que se reveza entre guetos das camadas de cima, etc, enfim, todo este esquema de poder estaria ameaçado. Nenhum político brasileiro envolvido com este esquema de dominação quer uma população politizada, consciente, capaz de cobrar seus direitos e de ir à luta, quando necessário, para alcançá-los.

Por isso, o engodo, a enrolação, a trapaça, a embromação, quando o assunto é investimento em educação pública. Lançam mão dos mais variados mecanismos de embromação para não investirem mais na Educação pública, especialmente naquele que é a peça chave nesse processo: o educador. Em escala nacional, investe-se menos que 5% do PIB na Educação hoje no Brasil; e aos estados e municípios, a maioria deles quebrados financeiramente, jogam-se os destinos da educação de milhões de crianças, jovens e adultos. Todos os principais (ou maiores) partidos políticos estão envolvidos nessa tramóia.

A causa da Educação pública de qualidade - que envolve necessariamente a valorização dos profissionais da Educação -, transcende os partidos políticos e os justos interesses dos servidores públicos desta área. Estamos falando da possibilidade ou não de criarmos comunidades com formação adequada, técnica e humana. E igualmente, da possibilidade de construirmos condições de superação das profundas desigualdades existentes. A depender dos políticos e políticas existentes - com raríssimas exceções -, pelo comprovado histórico de descaso para com o ensino público básico, pouco ou quase nada será alterado.

E para complementar e enriquecer o nosso texto de hoje (dia 11/01/2011) trancrevo a seguir mais um dos brilhantes comentários do nosso amigo e colega professor João Paulo, que o nosso blog acaba de receber.


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"João Paulo Ferreira de Assis:

Prezado amigo Professor Euler

Eis aqui um material para ensinarmos nossos alunos a perceber corrupção nos atos dos agentes públicos. O Estado de Minas de domingo, jornal que tantas vezes nos combateu, à página 9 do primeiro caderno saiu com a manchete: ''Fiscais à caça de corruptos''. O jornal apresenta não só uma relação de sinais de corrupção como as instâncias onde devemos denunciar. E ainda tem reportagens com o sr. Fernando Fernandes de Abreu, que tem sido o terror de políticos corruptos de Sabinópolis, no Vale do Rio Doce. Também tem outra com o sr. Wilson Otero, cuja figura deve aparecer nos pesadelos noturnos de políticos corruptos em Nova Lima, e também da Núbia Souza que em Belo Horizonte desempenha o mesmo papel moralizador.
Os sinais de corrupção são os seguintes:

* pavimentação asfáltica esburacada indica camada muito fina, possível colocação em piso sem infraestrutura e indício de aplicação de menos matéria do que foi contratado e pago e de desvio de dinheiro. [Professores se vocês que lecionam fora de suas cidades tiverem de viajar por uma estrada nestas condições, abram os olhos]

* Defeitos em obra nova detectados por cidadão ou divulgados na imprensa podem ter origem em descumprimento de projeto e utilização de serviços e materiais a menos do que se pagou eventualmente. [Exemplo, o anexo novo de uma escola. Menos de um ano depois, ao ver que caía do teto não uma goteira, mas UMA BICA D'ÁGUA, enquanto lá fora a cidade era castigada com uma tempestade tropical, o professor teve de separar alunos para a direita e para a esquerda, e renunciar assim a dar sua aula, pois os alunos puseram-se a conversar. O tal anexo foi inaugurado por Murílio Hingel Secretário de Educação do Itamar.] [OBSERVEM A CIDADE ADMINISTRATIVA]

* Inexistência de medicamentos em farmácias de postos de saúde e merenda escolar precária e de baixa qualidade podem ser resultado de compra fictícia e licitação apenas burocrática e de desvio de recurso público.

* Depositar taxa de inscrição em nome de empresa realizadora de concurso público também é indício de desvio de receita, licitação fraudulenta e de conluio e burla da ordem de classificação dos candidatos. [PRESTEM ATENÇÃO, se verem um caso assim num concurso, saibam que tem dente de coelho nesta história]

* Sonegação de documentos públicos requeridos por cidadãos para o combate da corrupção viola os princípios da legalidade, publicidade e moralidade. [SE ISTO ACONTECER, MINISTÉRIO PÚBLICO NELES]

* Campanhas políticas caras e incompatíveis com o salário do cargo são suspeitas e indício de corrupção.

Por fim peço desculpas pela prolixidade, sei que o meu texto não é de convidativa leitura, mas o considero importante. Quem ainda estiver com o Estado de Minas de domingo, não jogue fora a página 9. Fique com ela para orientar nossos alunos.

Saudações, João Paulo Ferreira de Assis."

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Rômulo:

Uma outra sugestão de material para ser trabalhado com nossos alunos (e não so com os alunos mas para a nossa formação política também) é o vídeo que está no Youtube do Manifesto Comunista em desenho animado (versão cartoon).

Criativo e muito bem produzido. Tem cerca de oito minutos de duração. Vale a pena conferir!

Link: http://www.youtube.com/watch?v=Xp4Owv2iY4I
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Anônimo:

Euler, gostaria de saber se voce tem novidades sobre o subsídio pois nós efetivados estamos com medo. Além disso estamos com medo do concurso nos deixar sem emprego. É pouco na verdade que recebemos pelo nosso trabalho mas precisamos dele para sobreviver.
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Comentário do Blog: Caro Anônimo, sobre o subsídio não tenho qualquer novidade, além daquilo que já publicamos; sobre a questão dos efetivados, acredito que a situação deve ser mantida, tal como antes, já que a resolução 1773/2010, que é aquela que dispõe sobre o quadro do pessoal da Educação, praticamente reproduziu as normas anteriores: o efetivado será aproveitado na escola como o efetivo, a menos que não haja vaga, incluindo conteúdos afins, para tal aproveitamento. Sobre o concurso, não há qualquer sinalização de que ocorra a curto prazo, já que o governo argumenta que necessita de um quadro real de cargos vagos para publicar o edital. Isso sem falar na questão das 30 horas, que, enquanto não for resolvida, ficará difícil para o governo definir o real quadro de vagas existentes para fins de concurso público.

Comentário 2: A dica do amigo Rômulo é um complemento de altíssimo nível ao texto sempre esclarecedor do nosso amigo João Paulo.

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João Paulo Ferreira de Assis:

Prezado amigo Professor Euler:

Há também um outro tema que deveríamos trabalhar com nossos alunos, e que não mencionei antes por lapso de memória. É também uma denúncia. Quarta-feira da semana passada, dia 05 de janeiro do ano em curso, embarquei em Ressaquinha, no Barbacena-Belo Horizonte, horário de 5:45 e que passa aqui às 6 horas da manhã. Dirigia-me a Mariana, para o efeito de fazer pesquisas no Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese. Cerca de 9 horas da manhã, eu procurei um dos motoristas que transportam passageiros, e que fazem ponto próximo à Rodoviária de BH. Era um carro de Ribeirão das Neves. Daí a pouco saímos, e quando ele entrou na Raja Gabaglia fiquei lembrando da nossa greve, em que o ônibus de Barbacena e Carandaí também entrava pela Raja. Era 9:55 quando o veículo que nos transportava cruzou o viaduto do trevo de Ouro Preto. Pouco tempo depois o carro foi parado no posto da Polícia Rodoviária Estadual. Haviam recebido uma denúncia anônima, de que um gol estaria transportando passageiros irregulares. Logo os policiais se deram conta que o nosso carro não era o que eles estavam esperando. MAS COMO VIRAM A PLACA DE RIBEIRÃO DAS NEVES, fizeram com que nós todos abríssemos as nossas bagagens para que eles revistassem em busca de ARMAS E DROGAS, como se todo cidadão de Neves fosse um bandido em potencial. Eu tive de deixar que abrissem minha maleta de viagem, onde estavam meus cadernos de apontamentos, e a minha bolsa de roupas. Acho que a culpa é um pouco minha, pois eu tenho cabelo preto e ostento barba branca. De qualquer forma não é certo que a gente tenha de provar que é um cidadão honesto, diante de policiais que poem em dúvida nossa honestidade. Ah! Ia me esquecendo. O policial fez-me um verdadeiro inquérito sobre minha vida. Perguntou-me pela profissão, o que eu ia fazer, etc e etc.

Fico pensando qual é a desses policiais. Será que eles se dispõem a revistar todos os carros de Ribeirão das Neves? É um estereótipo perigoso QUE PRECISA DE SER COMBATIDO POR NÓS. No fim o carro foi liberado para seguir viagem, não sem receber duas multas.

Saudações. João Paulo Ferreira de Assis.
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Anônimo:

Caro amigo Euler,

Para fins de informação temos notícia por um sindicato, que as 30 horas valerão somente para os professores dos anos iniciais do ensino fundamental. Os anos finais e ensino médio, não serão comtemplados. Portanto, mais uma enganação do governo do estado. Quando retornarmos às aulas nosso governador estará fora do país, sinal claro da preocupação dele conosco. Ah, ainda criou uma subsecretaria para acompanhar o cumprimento de metas das várias áreas das secretarias que serão estipulados em março/2011. Imaginem o que vem por aí!!!
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Eduardo - Mutum:

Caro companheiro Euler, Sou designado e tenho boa classificação nas cidades em que fiz minha inscrição, enfim estou muito ansioso quanto ao concurso, você acredita que o ano letivo irá começar do mesmo jeito do ano passado, digo com as designaçãoes? Desde já muito obrigado pela a sua atenção.

Eduardo (Mutum)
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Comentário do Blog: Caro Eduardo, os critérios de designação foram estabelecidos na Resolução 1773/2010 (clique aqui para copiá-la). De acordo com a resolução, as vagas existentes nas escolas serão preenchidas primeiramente pelos efetivos, depois pelos efetivados da Lei 100 (artigos 8º e 9º), e finalmente, havendo cargos vagos ou para eventuais substituições, estes serão colocados para designação. O artigo 30 da resolução trata das prioridades para designação. Se na escola onde você trabalhou no ano passado tiver vaga e você não tiver outro concorrente com mais tempo na escola ou no estado, muito provavelmente a vaga será sua. Desejo-lhe boa sorte e boas férias.

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Andréa:

Olá!

Já li sobre a lei 18975/2010 e o decreto recente 45527/2010. De onde saiu que as 30 h são para séries iniciais? Abraços

Andréa
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Comentário do Blog: De fato, como dissemos aqui no blog antes, não há nenhuma lei, decreto, resolução, norma, etc., que estabeleça esta limitação. Uma coisa é o que se ouviu dizer; outra coisa é aquilo que está publicado no Diário Oficial. Aguardemos, pessoal.

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Luciano História:

Como o Eduardo, muitos que se formaram de 2005 pra cá esperam um concurso para adquirirem corretamente seu cargo. O jovem que pensa em ser policial sabe que praticamente todo ano tem concurso, o jovem que pensa ser professor (algo cada vez mais raro) não sabe quando poderá ter uma carreira estável. A lei 100 da forma que foi implantada é o maior absurdo entre todos os absurdos do governo, talvez se apenas servidores que já tivessem mais de 20 de contrato se beneficiassem com essa lei não seria correto mas pelo menos seria mais aceitável. Hoje temos muitas pessoas despreparadas ocupando um cargo só pelo fato de ter tido a sorte de está trabalhando no período que a lei foi criada,acho que para conseguir a valorização profissional também devemos moralizar nossa carreira.
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Anônimo:

Concordo com o Luciano. Me formei em Física, 2007, um curso em que poucos são os licenciados na rede estadual e até então sou designado. No aguardo do concurso e como disse o colega, digo o mesmo e mais, primeiro devemos moralizar a carreira para depois solicitar valorização!
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Comentário do Blog: Todos nós concordamos que o ideal teria sido que os governos estaduais tivessem realizado sucessivos concursos públicos para o preenchimento das vagas existentes. Isso não aconteceu e muitos colegas professores, alguns com 5, 10, 20 ou mais tempo de casa, sequer tiveram a oportunidade de concorrer a uma das vagas existentes. Os colegas efetivados, especialmente os mais antigos, são vítimas e não culpados pelos governos não terem realizado concursos.

Por outro lado, ao criar a Lei 100, o governo anterior resolveu primeiramente um problema de caixa junto à Previdência do Estado, que recolhia dinheiro dos designados e teria que repassar este montante acumulado e corrigido, na ordem de alguns bilhões de reais, para o SUS/INSS; mas, a referida lei criou também uma situação positiva de relativa estabilidade para os atuais efetivados, que não precisam mais passar pelo calvário de disputar vagas de designações no início de cada ano letivo.

Foi injusto o governo com estes colegas ao não estender direitos como promoções e progressões aos efetivados da Lei 100. O governo cometeu também a injustiça de "efetivar" inclusive quem tinha poucos meses de trabalho. Deveria ter respeitado pelo menos o tempo exigido a um efetivo-concursado, que é o de três anos de estágio probatório, desde que compravadas a capacidade profissional e a habilitação adequada.

Mas, agora as medidas já foram tomadas e a grande maioria dos colegas da Lei 100 são colegas habilitados, que estão em efetivo exercício já há algum tempo e com compravada competência profissional. E que inclusive estiveram ao nosso lado durante a maravilhosa greve dos 47 dias, quando muitos efetivos continuaram em sala de aula, furando a greve.

Logo, penso que a melhor conduta é cobrar do governo: 1) que regularize a situação dos efetivados da Lei 100, estendendo aos mesmos os direitos de promoção, progressão e 30 horas; 2) doravante, realize concursos públicos periodicamente, até mesmo para que os colegas da Lei 100 tenham a oportunidade - que não tiveram anteriormente - de conseguirem, paulatinamente, regularizar sua situação funcional. Assim, poderemos ao mesmo tempo "moralizar" (muito cuidado com essa expressão!!!) a carreira e valorizá-la, sem qualquer oposição entre uma coisa e outra.

A realidade do quadro de pessoal dos educadores de Minas está dada, e devemos trabalhar com a lógica da união para conquistar direitos, corrigir distorções sem causar danos ou divisão entre os colegas. Um forte abraço a todos e força na luta!

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Luciano História:

Colega Euler, como eu mencionei, a lei 100 da forma que foi implantada foi um grande absurdo, ela tinha que pelo menos estabelecer critérios sendo o tempo de serviço prestado e a formação os principais. A categoria está dividida é pelo fato de cada um brigar por aquilo que lhe é de interesse mesmo que para isso ele tem que ser contra os princípios básicos do serviço público que é ocupar um cargo mediante a concurso. Sei que a designação da forma que era feita era humilhante e sei que o Estado ficou vários anos sem fazer concurso, mas não se resolve um problema criando outro, muitos efetivados assim como minha irmã é (ótima professora de português),meu melhor amigo também (grande professor de geografia), tem total competência para ocupar um cargo público como também conheço colegas que não conseguem resolver 1/4 da prova que o governo manda para os alunos do 1°ano do ensino médio (prova com o conteúdo que eles deveriam ensinar mas não sabem), não passariam em um concurso público, mas ocupam um cargo público pois deram a sorte de terem um contrato em 2007. Só mais um detalhe, minha irmã e meu amigo foram beneficiados pela lei 100 mas mesmo assim eles defendem que os cargos da lei entrem no concurso, talvez apenas os cargos ocupados por servidores com formação e com bastante tempo (15 ou 20 anos) deveriam não entrar no concurso, mas não colocar o cargo de nenhum efetivado num futuro concurso que ninguém de fato sabe se vai acontecer ou não é uma palhaçada.
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Comentário do Blog: concordo com sua avaliação, amigo Luciano, mas não sabemos se o governo não colocará nenhum cargo dos efetivados para concurso. Além disso, como você disse, sequer sabemos quando ou se haverá concurso. O ideal mesmo seria o governo corrigir em parte o problema levantado, colocando pelo menos um percentual das vagas para o concurso - respeitando-se sempre a habilitação exigida, o maior tempo no estado e a competência comprovada - e na medida em que os efetivados passarrem e tomarem posse o governo aumentaria o número de vagas dentro mesmo da vigência do concurso, contemplando assim os excedentes (aprovados fora das vagas). É perfeitamente legal e possível que isso ocorra.

Um outro dado importante: Minas Gerais, graças à luta dos educadores e da entidade que os representa, o Sind-UTE, há muito pratica designações com critérios adequados. Claro que há exceções, por parte de direções de escola que "guardam" vagas para amigos e parentes. Mas, a regra é contratar de forma transparente, seguindo lista pública que obedece a critérios como habilitação, tempo de serviço na escola e no estado, etc. Os designados que não demonstram competência podem, pelo menos de acordo com a lei, ser demitidos imediatamente. De forma que se criou em Minas, ainda que não tenha havido concursos, mecanismos de designação que não se comparam às práticas de compadrio ou favoritismo comum em muitas redes de educação, principalmente em vários municípios. Não é a toa que vários designados participam das nossas greves (eu participava quando era contratado e nunca fui punido por isso; não no estado). Claro que isso não justifica a não realização de concursos, mas é preciso considerar estes aspectos a título de esclarecimento para as pessoas que nos visitam e que talvez não conheçam a realidade da rede da Educação em Minas. Um abraço e força na luta!

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Luciano História:

Euler, mesmo não concordando com a lei 100 é bom deixar claro que o grande vilão é o governo que não estabelece concursos pelo menos de 2 em 2 anos, que lançou um concurso em 2001 sem ter antes resolvido a situação de muitos que ficaram anos dedicando ao Estado sem ter a possibilidade de se tornarem efetivos , governo que além de não realizar concurso constantemente, quando lança não dá pelo menos 1 ponto por cada ano de serviço prestado. "

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Iris:

Olá Euler:

Adorei os comentários dos colegas, principalmente do Luciano, também não concordo com a Lei 100 do jeito que foi implementada, efetivou professores sem habilitação e não considerou o tempo dedicado a profissão, acho que só o concurso que leve em consideração o tempo de serviço é que vai "moralizar" a nossa situação.

Tenho as duas situações, um cargo efetivo (concursada) e outro da Lei 100, mesmo sendo "contemplada" pela lei, quero o concurso público, sou uma profissional que corre atrás, estou sempre me atualizando, estudo até hoje, mesmo sendo formada em uma Universidade Federal com boas notas, não me acomodo, e estou na expectativa das 30 horas e do edital.

Um abraço a todos!

Iris.
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Anônimo:

Euler,

Gostaria de saber sobre o nosso "auxilio transporte", que é insignificante.

Como eles fazemo cálculo desse valor?
Ele será também incorporado no subsídio?
Por que não recebemos o valor total do transporte como nas empresas privadas?

Estou preocupada o valor da passagem aqui em Uberlândia vai passar de R$ 2,25 para R$ 2,75!
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Comentário do Blog: Pois é, colega, este é outro ponto que precisa ser tratado. Aqui em Vespasiano o valor da passagem local subiu de R$ 2,50 para R$ 2,65 e para BH (Vespá-BH) subiu de R$ 3,05 para R$ 3,20. Um valor altíssimo considerando a curta distância nos dois casos. A distância entre bairros em Vespasiano é mínima e a passagem não deveria ser superior a R$ 1,00. E a distância entre Vespá-BH é de 20 e poucos quilômetros, não se justificando preços acima de R$ 2,00 considerando que o transporte é feito em lotações com nenhum conforto e anda sempre aborratado em horários de pico. O estado nunca pagou para os educadores nem auxílio-transporte adequado, nem auxílio-alimentação.

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Anônimo:

Gostei muito do comentário do colega Luciano "conheço colegas que não conseguem resolver 1/4 da prova que o governo manda para os alunos do 1°ano do ensino médio (prova com o conteúdo que eles deveriam ensinar mas não sabem), não passariam em um concurso público", acho de grande importância falar mais sobre esse assunto q considero de grande gravidade, temos recebido alunos nas séries finais do ensino fundamental, analfabetos, e não é exagero, não sabem escrever adequadamente uma frase e ler então nem pensar...não basta dizer apenas que o salário é ruim, poderia triplicá-lo, a situação seria a mesma, não têm o menor compromisso, e o pior são habilitados na maioria, em faculdades à distância, q não têm a mínima preocupação em formar verdadeiramente o professor e o governo fecha os olhos para isso. O mais grave, os resultados das avaliações externas tem sido bons, mas muitas vezes as informações q tenho é q são fraudados uma vez q é a própria escola quem aplica. Mas bons resultados satisfaz o governo, não é? "

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Anônimo:

A maior distorção na minha opnião foi efetivar profissionais sem a habilitação exigida. Em física (sou licenciado) é o que mais acontece. Fica complicado! Jamais você iria se consultar com um enfermeiro por mais experiente que ele fosse se estivesse padecendo de alguma doença grave. Pois é o que contece na educação: temos enfermeiros tratando de tumores.
E o que alguns alegam, de terem que passar por designações e não terem estabilidade. Oras, eu também vou ter que passar por isso de novo, e muitos outros no Brasil também. Professores de Minas foram privilegiados. Lei 100 : é necessário uma discussão sem demagogia e assistencialismo. Educação é coisa séria. Esse tipo de coisa só ocorre na educação porque não tem um conselho de classe. Até carreiras relativamente novas como fonoaudiologia tem!
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Comentário do Blog: Alguns comentários aqui ao que parece que são formulados por gente do governo, pois fazem tão pouco da questão salarial - que para nós educadores, que trabalhamos duro sabemos o que realmente representa essa questão - que ficamos desconfiados. Não me venham com esse papo de querer contrapor problemas estruturais e morais da carreira da Educação com o problema da falta de valorização e baixos salários dos educadores. O que tem afugentado bons profissionais e fazendo com que em alguns conteúdos não se encontrem mais profissionais habilitados para lecionar é justamente esta realidade salarial trágica que conhecemos.
E é claro que precisamos cobrar para que haja concursos periodicamente e que as carreiras da Educação sejam compostas por pessoas habilitadas, etc. Aliás, essa cobrança já existe hoje e sempre. Mas, não queiram misturar as coisas opondo uma coisa a outra, só para confundir e criar divisões entre os educadores. O nosso blog não vai aceitar essa jogada!

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Anônimo:

Creio que o que voce chama de "jogada" se refere aos comentários do Eduardo, Luciano e anônimo (Gilson). Bom vamor pingar os is... Seria uma jogada idiota, um verdadeiro tiro no pé, de algum psdbista criticar a Lei 100, haja vista que a tal foi criada pelo atual governo. Então creio não ser o caso. A questão salarial deve ser considerada sim , mas dizer que é por isso que novos profissionais estão desmotivados, acho um exagero. Entrei na UFMG em 2004 e formei em 2007 e sempre soube de decadas que a classe é desvalorizada e nem por isso me arrependo da escolha. Creio que seja o seu caso também. A não ser que a pessoa se formou em 1960 talvez ela tenha se enganado, mas o retrocesso salarial já remonta pelomenos 3 décadas.

Agora Euler aqui vai minha pergunta: Sou professor em Vespasiano, acho que ainda sou né, e gostaria de realmente saber se o seu espaço-blog está aberto ao dialogo, sinto que não está!

Abraço!
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Comentário do Blog: Não fiz referência, no último comentário, aos textos dos colegas Luciano e Eduardo, mas aos do Anônimo que opõe problemas da carreira x salário mais digno. Quem faz esse jogo ou é iniciante que desconhece o chão da fábrica da Educação, ou é gente do governo, ou é gente da mídia burguesa e inimiga dos educadores, como é o caso da revista VEJA. São mestres em culpar os professores pela baixa qualidade do ensino público e com isso tentam justificar os baixos salários dos governos aos quais servem. Tentam justificar a privatização da Educação e por isso nos atacam cotidianamente.

Quanto a questão da Lei 100 em Minas já expliquei minha posição acima, dentro do contexto em que ela foi criada, e outras pessoas manifestaram livremente sua posição aqui no blog, diferentemente da minha posição. Continuo defendendo que direitos como promoção, progressão e jornada de 30 horas sejam estendidos aos efetivados. E citei um mecanismo legal para corrigir a situação criada pelo governo: concursos períodicos, com parcela dos cargos da Lei 100 (excluindo-se quem tenha mais de três anos de efetivo exercício à época da criação da Lei, habilitação e comprovada competência) e outros cargos atualmente vagos, de maneira que a situação se regularize paulatinamente.

Agora, acho estranho, caro Anônimo, você dizer que sente que o espaço aqui no blog não está aberto. Por que este sentimento? Por acaso algum texto seu foi vetado? Ou é você quem não aceita ter as suas análises criticadas? Disse e repito: este blog está a serviço da luta dos educadores de Minas e do Brasil. E é claro que quem pense diferente de mim, desde que não apele para a baixaria (felizmente isso não tem acontecido), terá sempre espaço para defender seu ponto de vista. Quem nos acompanha aqui sabe disso. Mas, de maneira alguma seremos instrumento de divisão da categoria. Construimos um bonito movimento em 2010, numa histórica greve de 47 dias, que contou com a participação de uma expressiva maioria dos educadores, incluindo efetivos, efetivados e designados. Trabalho lado a lado com pessoas nas três condições e considero que somos todos vítimas dos governos, dos de cima, que contam inclusive com a possibilidade de dividir a categoria jogando uns contra os outros. Estaremos aqui para denunciar essas tentativas.

No mais, nas coisas essencias, como a necessidade de valorização dos educadores, com melhores condições de trabalho, salários mais justos, aprimoramento do nosso plano de carreira, e das novas tabelas salariais, concursos públicos periodicamente, gestão democrática nas escolas, etc., são questões que defenderemos sempre.

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Luciano História:

Se o salário fosse melhor com certeza o interesse dos jovens para trabalharem na educação seria outro. Para cobrar bons resultados primeiro tem que remunerar bem o profissional, a maioria das pessoas que querem medicina não é pelo fato de gostarem de sangue. Muitos bons professores estão procurando outros trabalhos devido o salário, valorizar financeiramente é um dos primeiros passos para a moralização da carreira. Se pagar melhor vai ter professor que vai receber mais do que merece, ora, também tem medico que recebe mais do que merece, agora, o grande erro é não valorizar a carreira pelo fato de ter alguns (minoria) que são maus professores.
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Comentário do Blog: Concordo com você, Luciano, e acho que essa é apenas mais uma das desculpas dos governos para não pagarem um salário mais digno aos educadores. Além disso, não querem mesmo que haja uma educação pública de qualidade, pois isso contraria seus interesses.


Posicionamento: Atenção colegas da Educação: quem deseja saber sobre o seu posicionamento nas novas tabelas do subsídio clique aqui.

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Anônimo:

Anônimo = Gilson

Foi só impressão minha. O espaço está aberto. É que senti que você se irritou com comentários escritos por alguns. Ninguém está deixando a questão salarial de lado não. Só que existem outras questões também e como você disse o espaço está aberto.
Tá tudo esclarecido!
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Comentário do Blog: Ok, Gilson. Obrigado pela visita e pelos comentários. Volte sempre que desejar que será bem-vindo.

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Maurélio - Carangola:

Olá amigos de luta, sou de Carangola, professor de Geografia, e bastante indignado com o que estão fazendo conosco, professores.

O total desrespeito a este tipo de profissinal, acarretará, acredito eu, em um aumento na falta de profissionais na educação, e consequentemente, como já vem ocorrendo, na falta de profissionais que possam abastecer o mercado, como visto hoje em reportagem na tv senado (21/01/2011).

E como já não bastasse, fui a dois bancos, com o intuito de adquirir um financiamento para reforma da minha casa (não temos como sequer como pagar um pedreiro com recursos próprios), e lá chegando me deparei com a resposta que o Doutor AA, mandou bloquear o empréstimo consignado do servidor de Minas.

Me parece que já ronda o medo da reação, que certamente haverá, dos profissionais da educação, com relação as mazelas do nosso Governador.

Espero que não haja desunião, e que possamos continuar lutando pela nossa causa.

Obrigado pelo espaço.

Maurélio (maureliocarangolasee@gmail.com)
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18 comentários:

  1. Euler, gostaria de saber se voce tem novidades sobre o subsídio pois nós efetivados estamos com medo.Além disso estamos com medo do concurso nos deixar sem emprego .É pouco na verdade que recebemos pelo nosso trabalho mas precisamos dele para sobreviver.

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  2. Uma outra sugestão de material para ser trabalhado com nossos alunos (e não so com os alunos mas para a nossa formação política também) é o vídeo que está no Youtube do Manifesto Comunista em desenho animado (versão cartoon).

    Criativo e muito bem produzido. Tem cerca de oito minutos de duração. Vale a pena conferir!

    Link: http://www.youtube.com/watch?v=Xp4Owv2iY4I

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  3. João Paulo Ferreira de Assis12 de janeiro de 2011 00:23

    Prezado amigo Professor Euler:

    Há também um outro tema que deveríamos trabalhar com nossos alunos, e que não mencionei antes por lapso de memória. É também uma denúncia. Quarta-feira da semana passada, dia 05 de janeiro do ano em curso, embarquei em Ressaquinha, no Barbacena-Belo Horizonte, horário de 5:45 e que passa aqui às 6 horas da manhã. Dirigia-me a Mariana, para o efeito de fazer pesquisas no Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese. Cerca de 9 horas da manhã, eu procurei um dos motoristas que transportam passageiros, e que fazem ponto próximo à Rodoviária de BH. Era um carro de Ribeirão das Neves. Daí a pouco saímos, e quando ele entrou na Raja Gabaglia fiquei lembrando da nossa greve, em que o ônibus de Barbacena e Carandaí também entrava pela Raja. Era 9:55 quando o veículo que nos transportava cruzou o viaduto do trevo de Ouro Preto. Pouco tempo depois o carro foi parado no posto da Polícia Rodoviária Estadual. Haviam recebido uma denúncia anônima, de que um gol estaria transportando passageiros irregulares. Logo os policiais se deram conta que o nosso carro não era o que eles estavam esperando. MAS COMO VIRAM A PLACA DE RIBEIRÃO DAS NEVES, fizeram com que nós todos abríssemos as nossas bagagens para que eles revistassem em busca de ARMAS E DROGAS, como se todo cidadão de Neves fosse um bandido em potencial. Eu tive de deixar que abrissem minha maleta de viagem, onde estavam meus cadernos de apontamentos, e a minha bolsa de roupas. Acho que a culpa é um pouco minha, pois eu tenho cabelo preto e ostento barba branca. De qualquer forma não é certo que a gente tenha de provar que é um cidadão honesto, diante de policiais que poem em dúvida nossa honestidade. Ah! Ia me esquecendo. O policial fez-me um verdadeiro inquérito sobre minha vida. Perguntou-me pela profissão, o que eu ia fazer, etc e etc.
    Fico pensando qual é a desses policiais. Será que eles se dispõem a revistar todos os carros de Ribeirão das Neves? É um estereótipo perigoso QUE PRECISA DE SER COMBATIDO POR NÓS. No fim o carro foi liberado para seguir viagem, não sem receber duas multas.
    Saudações. João Paulo Ferreira de Assis.

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  4. Caro amigo Euler,
    Para fins de informação temos notícia por um sindicato, que as 30 horas valerão somente para os professores dos anos iniciais do ensino fundamental. Os anos finais e ensino médio, não serão comtemplados. Por tanto, mais uma enganação do governo do estado. Quando retornarmos às aulas nosso governador estará fora do país, sinal claro da preocupação dele conosco. Ah, ainda criou uma subsecretaria para acompanhar o cumprimento de metas das várias áreas das secretarias que serão estipulados em março/2011. Imaginem o que vem por aí!!!

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  5. Caro companheiro Euler,Sou desginado e tenho boa classificação nas cidades em que fiz minha inscrição,enfim estou muito ansioso quanto ao concurso,você acredita que o ano letivo irá começar do mesmo jeito do ano passado,digo com as desginaçãoes?Desde já muito obrigado pela a sua atenção.Eduardo(Mutum)

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  6. Olá!
    Já li sobre a lei 18975/2010 e o decreto recente 45527/2010. De onde saiu que as 30 h são para séries iniciais? Abraços
    Andréa

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  7. Como o Eduardo, muitos que se formaram de 2005 pra cá esperam um concurso para adquirirem corretamente seu cargo.O jovem que pensa em ser policial sabe que praticamente todo ano tem concurso, o jovem que pensa ser professor( algo cada vez mais raro) não sabe quando poderá ter uma carreira estável.A lei 100 da forma que foi implantada é o maior absurdo entre todos os absurdos do governo, talvez se apenas servidores que já tivessem mais de 20 de contrato se beneficiassem com essa lei não seria correto mas pelo menos seria mais aceitável.Hoje temos muitas pessoas despreparadas ocupando um cargo só pelo fato de ter tido a sorte de está trabalhando no período que a lei foi criada,acho que para conseguir a valorização profissional também devemos moralizar nossa carreira.

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  8. Concordo com o Luciano. Me formei em Física, 2007, um curso em que poucos são os licenciados na rede estadual e até então sou designado. No aguardo do concurso e como disse o colega, digo o mesmo e mais, primeiro devemos moralizar a carreira para depois solicitar valorização!

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  9. Colega Euler, como eu mencionei, a lei 100 da forma que foi implantada foi um grande absurdo, ela tinha que pelo menos estabelecer critérios sendo o tempo de serviço prestado e a formação os principais.A categoria está dividida é pelo fato de cada um brigar por aquilo que lhe é de interesse mesmo que para isso ele tem que ser contra os princípios básicos do serviço público que é ocupar um cargo mediante a concurso.Sei que a designação da forma que era feita era humilhante e sei que o Estado ficou vários anos sem fazer concurso, mas não se resolve um problema criando outro, muitos efetivados assim como minha irmã é( ótima professora de português),meu melhor amigo também( grande professor de geografia), tem total competência para ocupar um cargo público como também conheço colegas que não conseguem resolver 1/4 da prova que o governo manda para os alunos do 1°ano do ensino médio( prova com o conteúdo que eles deveriam ensinar mas não sabem), não passariam em um concurso público mas ocupam um cargo público pois deram a sorte de terem um contrato em 2007.Só mais um detalhe, minha irmã e meu amigo foram beneficiados pela lei 100 mas mesmo assim eles defendem que os cargos da lei entrem no concurso,talvez apenas os cargos ocupados por servidores com formação e com bastante tempo( 15 ou 20 anos)deveriam não entrar no concurso ,mas não colocar o cargo de nenhum efetivado num futuro concurso que ninguém de fato sabe se vai acontecer ou não é uma palhaçada.

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  10. Euler, mesmo não concordando com a lei 100 é bom deixar claro que o grande vilão é o governo que não estabelece concursos pelo menos de 2 em 2 anos, que lançou um concurso em 2001 sem ter antes resolvido a situação de muitos que ficaram anos dedicando ao Estado sem ter a possibilidade de se tornarem efetivos , governo que além de não realizar concurso constantemente, quando lança não dá pelo menos 1 ponto por cada ano de serviço prestado.

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  11. Olá Euler:

    Adorei os comentários dos colegas, principalmente do Luciano, também não concordo com a Lei 100 do jeito que foi implementada, efetivou professores sem habilitação e não considerou o tempo dedicado a profissão, acho que só o concurso que leve em consideração o tempo de serviço é que vai "moralizar" a nossa situação.
    Tenho as duas situações, um cargo efetivo (concursada) e outro da Lei 100, mesmo sendo "comtemplada" pela lei, quero o concurso público, sou uma profissional que corre atrás, estou sempre me atualizando, estudo até hoje, mesmo sendo formada em uma Universidade Federal com boas notas, não me acomodo, e estou na expectativa das 30 horas e do edital.

    Um abraço a todos!

    Iris.

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  12. Euler,

    Gostaria de saber sobre o nosso "auxilio transporte", que é insignificante.
    Como eles fazemo cálculo desse valor?
    Ele será também incorporado no subsídio?
    Por que não recebemos o valor total do transporte como nas empresas privadas?

    Estou preocupada o valor da passagem aqui em Uberlândia vai passar de R$ 2,25 para R$ 2,75!

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  13. Gostei muito do comentário do colega Luciano "conheço colegas que não conseguem resolver 1/4 da prova que o governo manda para os alunos do 1°ano do ensino médio (prova com o conteúdo que eles deveriam ensinar mas não sabem), não passariam em um concurso público", acho de grande importância falar mais sobre esse assunto q considero de grande gravidade, temos recebido alunos nas séries finais do ensino fundamental,analfabetos, e não é exagero, não sabem escrever adequadamente uma frase e ler então nem pensar...não basta dizer apenas que o salário é ruim, poderia triplicá-lo, a situação seria a mesma, não têm o menor compromisso, e o pior são habilitados na maioria, em faculdades à distância, q não têm a mínima preocupação em formar verdadeiramente o professor e o governo fecha os olhos para isso. O mais grave, os resultados das avaliações externas tem sido bons, mas muitas vezes as informações q tenho é q são fraudados uma vez q é a própria escola quem aplica. Mas bons resultados satisfaz o governo, não é?

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  14. A maior distorção na minha opnião foi efetivar profissionais sem a habilitação exigida. Em física (sou licenciado ) é o que mais acontece. Fica complicado! Jamais você iria se consultar com um enfermeiro por mais experiente que ele fosse se estivesse padecendo de alguma doença grave. Pois é o que contece na educação: temos enfermeiros tratando de tumores.
    E o que alguns alegam, de terem que passar por designações e não terem estabilidade. Oras, eu também vou ter que passar por isso denovo, e muitos outros no Brasil também. Professores de Minas foram privilegiados. Lei 100 : é necessário uma discussão sem demagogia e assistencialismo. Educação é coisa séria. Esse tipo de coisa só ocorre na educação porque não tem um conselho de classe. Até carreiras relativamente novas como fonoaudiologia tem!

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  15. Creio que o que voce chama de "jogada" se refere aos comentários do Eduardo, Luciano e anônimo (Gilson). Bom vamor pingar os is... Seria uma jogada idiota, um verdadeiro tiro no pé, de algum psdbista criticar a Lei 100, haja vista que a tal foi criada pelo atual governo. Então creio não ser o caso. A questão salarial deve ser considerada sim , mas dizer que é por isso que novos profissionais estão desmotivados, acho um exagero. Entrei na UFMG em 2004 e formei em 2007 e sempre soube de decadas que a classe é desvalorizada e nem por isso me arrependo da escolha. Creio que seja o seu caso também. A não ser que a pessoa se formou em 1960 talvez ela tenha se enganado, mas o retrocesso salarial já remonta pelomenos 3 décadas.
    Agora Euler aqui vai minha pergunta: Sou professor em Vespasiano, acho que ainda sou né, e gostaria de realmente saber se o seu espaço-blog está aberto ao dialogo, sinto que não está!
    Abraço!

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  16. Se o salário fosse melhor com certeza o interesse dos jovens para trabalharem na educação seria outro.Para cobrar bons resultados primeiro tem que remunerar bem o profissional, a maioria das pessoas que querem medicina não é pelo fato de gostarem de sangue.Muitos bons professores estão procurando outros trabalhos devido o salário, valorizar financeiramente é um dos primeiros passos para a moralização da carreira.Se pagar melhor vai ter professor que vai receber mais do que merece, ora, também tem medico que recebe mais do que merece, agora, o grande erro é não valorizar a carreira pelo fato de ter alguns(minoria)que são maus professores.

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  17. Anônimo = Gilson
    Foi só impressão minha. O espaço está aberto. É que senti que você se irritou com comentários escritos por alguns. Ninguém está deixando a questão salarial de lado não. Só que existem outras questões também e como você disse o espaço está aberto.
    Tá tudo esclarecido!

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  18. Olá amigos de luta, sou de carangola, professor de Geografia, e bastante indignado com o que estão fazendo conosco, professores.
    O total desrespeito a este tipo de profissinal, acarretará, acredito eu, em um aumento na falta de profissionais na educação, e consequentemente, como já vem ocorrendo, na falta de profissionais que possam abastecer o mercado, como visto hoje em reportagem na tv senado (21/01/2011).
    E como já não bastasse, fui a dois bancos, com o intuito de adquirir um financiamento para reforma da minha casa (não temos como sequer como pagar um pedreiro com recursos próprios), e lá chegando me deparei com a resposta que o Doutor AA, mandou bloquear o empréstimo consignado do servidor de Minas.
    Me parece que já ronda o medo da reação, que certamente haverá, dos profissionais da educação, com relação as mazelas do nosso Governador.
    Espero que não haja desunião, e que possamos continuar lutando pela nossa causa.
    Obrigado pelo espaço.
    Maurélio (maureliocarangolasee@gmail.com)

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