domingo, 10 de janeiro de 2027

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 Contra o fascismo: ainda dá pra virar! 

   Hoje a tarde, deitado em minha cama, ouvi um discurso com uma tenebrosa voz, vindo da casa de um vizinho do fundo. Como fundo musical, o refrão do filme Tropa de Elite, filme que faz apologia à tortura, ao falso moralismo e à violência policialesca como solução para tudo. No discurso, que está mais para gritaria, o candidato fascista dizia que não havia o menor problema em matar, matar, matar... pobres, favelados, mulheres pobres, LGBTs. Para esses doentes sádicos, pobres da periferia são bandidos que devem ser mortos; mulheres devem ser submissas - como aliás ensinam em várias igrejas evangélicas; LGBTs são seres como os negros eram vistos no passado escravocrata: seres sem alma, que devem ser detonados. Bolsonaro e sua trupe estão há 30 anos repetindo essa mesma não-música de uma nota só: matar, torturar, executar. Falam em nome de Cristo, quando no fundo são a negação de tudo o que Cristo ensinou; falam contra a política, quando viveram, eles e seus familiares, nos últimos 30 anos, às custas dos privilégios que são dados aos políticos - e também aos juízes e promotores. Falam contra a corrupção como discurso oco, vazio, quando estiveram e estão sempre ligados a corruptos, sonegadores de impostos e agiotas do grande capital. Moralistas sem moral alguma. Canalhas! A metade da população brasileira foi entorpecida com notícias falsas (fake), que tentam desqualificar os adversários políticos de maneira covarde e mentirosa. Inventam que Haddad criou o tal Kit Gay; que Lula é corrupto (embora esteja preso sem que contra ele tenham apresentado uma prova sequer, num julgamento farsesco montado pela CIA e seus agentes da Globo e da Lava Jato). Mexem com os sentimentos mais primitivos de pessoas que demonstram, com isso, ou melhor, revelam, com isso, um caráter duvidoso; falta de caráter... mau caráter. Não há argumentos lógicos para apoiar monstros e monstruosidades, a não ser que as pessoas tragam, de forma oculta, algo que as identifique com estes indivíduos. Votar ou apoiar Bolsonaro soa, para mim, cada vez mais, como expressão de mau caratismo; ou de uma pessoa que foi muito enganada, por se tratar de um analfabeto político, ignorante em relação à História da humanidade e do Brasil; ou de alguém que, mesmo sabendo de tudo isso, ainda assim optou por se tornar cúmplice. De forma ativa ou omissa. Este, terá sempre uma marca a esconder na sua história. Viverá nas sombras, fugindo do peso da própria memória, porque foi cúmplice de um mal maior que está prestes a se apropriar de todos os poros do Brasil, com consequências devastadoras sobre a vida de milhões de pessoas, especialmente as mais pobres, as mulheres, os negros, as LGBTs. Bandos de sádicos mal resolvidos que buscam na violência de grupos armados ou não a prática da intolerância ao diferente, e com isso, uma forma de saciar com sangue o seu próprio fracasso (uma pessoa pobre, feliz, em paz consigo e com os outros é bem sucedida; uma pessoa da classe média que sonha ser rica e não consegue, ou que julga ser, sem ser, é um fracassado). E desse fracasso social na disputa de mercado, onde pouquíssimos velhacos gananciosos se dão bem, surgem esses projetos de monstrinhos marombados que julgam que podem impor suas vontades pela força física. Não têm sonhos, nem projetos, nem ideias, nem memória. São autômatos, feitos robôs a repetir: matar, matar, matar... "seus comunistas!","bandido bom é bandido morto!", "bolivarianos!", "seus viadinhos que precisam ser curados ou mortos!". Enfim, um filme de horror, que está plantado nas famílias brasileiras - quando falam em família, não sei porquê, sempre me lembro daquela outra noite de horrores, quando os golpistas deputados que derrubaram a presidenta Dilma repetiam: "pela minha família..., pela minha honra". Um bando de canalhas cretinos falando em honra e em família... é de doer. Aliás, naquele triste dia, o "mito" dessa gente vazia e lobotomizada pela mídia, fez questão de homenagear o torturador Coronel Ustra, de triste memória, que tinha como hábito levar as crianças para assistir os pais sendo torturados. Essas sim, eram as famílias que se identificavam com a realidade do nosso povo. Pelo bem do nosso povo, de todos nós, eu acredito que ainda dá pra mudar. Ainda dá pra virar. Com Lula, com Haddad, com o povo brasileiro. (12/10/2018).

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 Breve Editorial do Blog:

No próximo dia 07, domingo, haverá eleições para presidente, vice, senadores, deputados federais e estaduais. O Brasil vive um momento muito delicado. Em função da manipulação midiática, da ausência de debates públicos sobre temas de interesse do povo brasileiro e do clima de medo, ódio e terror e falso moralismo criado por agentes do imperialismo, uma parcela expressiva da população foi contaminada. É isso mesmo. Não podemos considerar como coisa normal que milhares de cidadãos, incluindo mulheres, negros, trabalhadores assalariados, moradores da periferia das grandes capitais possam defender uma candidatura que apregoa eliminar esses grupos da sociedade. É como se as vítimas do nazismo votassem em Hitler para logo em seguida enviá-los para os campos de concentração. Só mesmo uma parcela da população mentalmente doente, contaminada pela máquina de propaganda de uma mídia que está a serviço dos piores interesses, poderia se associar a tal projeto. 

A mídia, a Globo, o juiz Moro, boa parte dos pastores evangélicos e católicos - estes contrariando o Papa Francisco, que é claramente progressista e humanista - boa parte dos juízes e do Ministério Público, formaram, no Brasil, uma aliança do mal, que quer nos esmagar. Não podemos aceitar isso. Prenderam Lula sem prova alguma contra ele, para afastá-lo de uma eleição certa para a presidência da república. Derrubaram através de um golpe teleguiado pela CIA e seus agentes locais (juiz Moro, Globo e outras figuras golpistas) a presidenta Dilma, eleita legitimamente pela maioria do povo brasileiro. O governo que a sucedeu, formado por uma quadrilha, colocou em prática todos os sonhos das elites ricas do país e de seus associados externos: cortaram as conquistas trabalhistas, entregaram o pré-sal, destruíram as principais indústrias nacionais, sobretudo a Petrobras, graças à ação lesa-pátria da Lava Jato em conluio com a Globo, entre outras medidas. 

O Brasil não vive mais um Estado Democrático de Direito, e as garantias constitucionais foram rasgadas, inclusive com o respaldo do STF, que, em tese, deveria ser o guardião da Carta Magna do país. Como resposta a tudo isso, é preciso que a parcela ainda expressiva da população brasileira que não foi contaminada pela Aliança do Mal, e que deseja reconquistar a democracia, a participação popular, com a formação de governos que defendam políticas públicas em favor dos de baixo - na Educação, na Saúde, na Cultura, na economia, enfim - manifeste a sua indignação no dia 07 de outubro de 2018 votando em HADDAD para presidente da República, como representante de LULA e do povo brasileiro. Os mineiros têm (temos) ainda dois outros compromissos: eleger DILMA para o senado federal e derrotar Anastasia no primeiro e no segundo turnos. São compromissos históricos do nosso povo, sobretudo das valentes mulheres, dos profissionais da Educação, dos trabalhadores e trabalhadoras assalariados, dos servidores públicos da Educação, da Saúde, da Cultura, enfim, de todas as áreas. É preciso ainda eleger uma forte bancada de esquerda, popular e democrática para o congresso nacional e assembleias legislativas. 

Não temos o direito de nos omitir diante desse momento gravíssimo da vida do povo brasileiro e do Brasil. Claro que a nossa luta não se resume a eleger os representantes aos cargos do executivo e parlamento. Mas, essa luta não pode ser desprezada, sobretudo nesse momento, quando os golpistas tentam fechar todas as portas para impedir a participação popular. A vitória de um fascista para presidente da república, com política ultra neoliberal na economia, de repressão junto aos movimentos sociais e de ataques aos diferentes grupos políticos, sociais e étnicos, beneficiando apenas a minoria rica, branca e machista e seus associados estrangeiros representará um grande retrocesso para o povo brasileiro e para toda a América Latina. Temos a chance de iniciar a derrota desses setores e reconstruir a democracia, os direitos e conquistas do nosso povo, a soberania, a volta de políticas públicas em favor dos de baixo e de uma cultura de paz, solidariedade e justiça social, em oposição aos projetos que conduzem à guerra entre os pobres, ao ódio e à exploração em larga escala da maioria do nosso povo. Eles não! Eles não passarão!

Um forte abraço a todos e força na luta até a vitória final!

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Com canalhas no comando do país, Brasil caminha para o fascismo. Num misto de ditadura de toga com repressão policial.

A elite brasileira é colonialista. Branca, preconceituosa, golpista, mau caráter e canalha. Nunca conviveu com a democracia. Mesmo a democracia formal, que concede direitos e garantias apenas no papel, enquanto na prática assegura ao clube fechado de privilegiados todos os direitos e blindagens. Esta elite está, desde sempre, associada ao que há de pior no cenário internacional. Antes, como agora. Se depender dessa elite o Brasil será sempre uma colônia, com um povo escravizado e uma casta com privilégios os mais variados.

O cenário político atual é o retrato deste preâmbulo que descrevi. O maior líder popular do país está preso sem ter cometido crime algum, sem prova concreta alguma contra ele, num claro processo montado pela CIA e pelos representantes no Brasil do Departamento de Estado dos EUA, tendo como executores dessa montagem a Rede Globo e suas afiliadas informais regionais (Itatiaia, Band, e etc) e um judiciário autocrático, representado pelo juiz Moro e sua equipe de Dalagnois e policiais federais cooptados e treinados pelos EUA.

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A intervenção militar no Rio
 
Está cheirando a Lava Jato 2, a versão militar. Primeiro usaram o judiciário com o pretexto de combater a corrupção na Petrobras somente nos governos do PT, com ampla campanha midiática. Todos assistiram em silêncio ao festival absurdo do golpe teleguiado pela CIA / NSA / FBI via Lava Jato e Globo, com a adesão local dos patos verde-amarelo da Fiesp.

Agora, com a proximidade das eleições de 2018, o crescimento da candidatura Lula e nenhuma alternativa confiável no campo da direita (nem eles confiam muito em Bolsonaro), ensaiam este novo capítulo do golpe. Com o exército nas ruas para combater a… “bandidagem”… dos morros, claro, já que a bandidagem (sem aspas) do alto continua solta, no governo federal, no congresso nacional, na justiça, no ministério público, no topo do empresariado. Com total blindagem pela mídia… e garantidos pelas forças armadas.

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Operação Lava Jato: a maior farsa da história do Brasil

Escrevo essas linhas no momento em que o Brasil assiste, perplexo, anestesiado até, ao julgamento final do ex-presidente Lula. Uma verdadeira farsa e um capítulo quase final de um golpe de Estado armado por grupos estrangeiros e seus associados locais.

Durante três anos, a Globo e a Lava Jato conseguiram causar um estrago maior até do que se o Brasil tivesse sido vítima de ataques de mísseis do imperialismo. Nesse processo carregado de ódio e escorado numa campanha cínica e falso moralista de combate à corrupção, o Brasil assistiu praticamente sem reação aos seguintes acontecimentos nocivos ao nosso povo:


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O Brasil de 2017, visto do futuro

O Brasil de 2017 era um país sob ocupação. Não foi a primeira vez, aliás. Num futuro ainda mais distante do que eu vivo agora – 10 anos depois -, os historiadores escreverão com mais detalhe sobre o Brasil, mencionando com certo destaque o ano de 2016. O ano do golpe, que derrubou uma presidenta honesta em nome do combate à corrupção para colocar no governo federal uma quadrilha inteira. De canalhas a ladrões profissionais. Como o Brasil teria chegado a essa situação? E que relação teve esse golpe com a ocupação estrangeira do país? É o que tentaremos aqui, do futuro, decifrar nas linhas seguintes. 

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Globo e Moro transformam o Brasil numa 
republiqueta de quinta categoria

Dias tenebrosos... O Brasil se tornou uma republiqueta de quinta categoria graças à ação de intervenção dos agentes do imperialismo... Moro, Globo, Janot, um STF acovardado, um parlamento corrupto, intimidado e chantageado...

Dias tenebrosos para o povo brasileiro... Não há mais garantias constitucionais, nem democracia, nem estado democrático de direito... e as poucas conquistas sociais e trabalhistas estão ameaçadas. E há quem, entre os de baixo, acredite nessa narrativa golpista dos canalhas.

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Um Brasil pós-golpe de 2016 nascerá

Vai levar algum tempo até que as forças populares e de esquerda reconstruam uma maioria capaz de realizar grandes mudanças. A chegada do PT ao poder, ao governo federal, representou um avanço, embora tenha ocorrido em coalizão com setores da direita e fisiológicos. Isolado, dificilmente o PT conquistaria o governo federal. E se o fizesse, não governaria, pois nunca teve maioria parlamentar. Daí as alianças com setores conservadores, fisiológicos e de direita.

Até um certo momento, enquanto foi possível imprimir um ritmo de crescimento econômico, combinado com a geração de empregos, aumentos salariais e distribuição de renda, o PT conseguiu manter o leque de alianças que garantiu a chamada governabilidade durante 12 anos, pelo menos. Nesse período, o PT cometeu erros e acertos. 

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O golpe está produzindo monstros; mas pode provocar também a emancipação do povo brasileiro. Nas ruas.

Retomando as análises. Dia 13/06, um mês após o golpe que afastou ilegalmente a presidenta Dilma. Está claro para a maioria das pessoas, as mais lúcidas, as não contaminadas pela lavagem cerebral da mídia, que se tratou de um golpe. E de um golpe para cumprir objetivos bem determinados. Entre eles: retirar direitos dos trabalhadores, reduzir investimentos nas áreas sociais, entregar o pré-sal e a Petrobras para os gringos e transformar a eleição direta para presidente em mera peça decorativa de uma democracia sem conteúdo.

No fundo, era para as ruas do país estarem todas ocupadas por milhões de pessoas que serão prejudicadas pelas políticas do governo golpista. A maioria dos brasileiros - pelo menos 80% da população - será fortemente prejudicada.

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A comédia - se não fosse trágico - do golpe

03 de junho de 2016 - Boa noite a todos e todas e FORA TEMER! A presidenta Dilma precisa assumir compromissos públicos com os movimentos sociais e convocar a população para ajudá-la a lutar contra o golpe. Um ponto que considero central é comprar logo uma briga com quem articula a direita e organiza o golpe: a Globo. É preciso levantar publicamente a possibilidade e a necessidade de cassar a concessão da TV Globo. Transformar esta possibilidade em bandeira nacional, tal como se faz com uma grande causa.


A Globo forma hordas de lobotomizados, articula a classe média contra os governos populares, injeta ódio contra os governos progressistas e blinda os governos de direita, como faz agora contra o desgoverno golpista. É preciso discutir publicamente se uma emissora, que é uma concessão pública, pode lançar mão de tamanho poder de manipulação em favor da minoria privilegiada e contra os interesses do povo brasileiro.

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367 picaretas se curvaram às ordens da Casa Grande. Em nome do Deus do vil metal, das tenebrosas negociatas, da traição e da molecagem

Foi um show de horrores. O dia 17 de abril entra para a história do Brasil como uma data infeliz, quando a Câmara dos deputados, mais precisamente 367 picaretas aprovaram o impeachment de uma presidenta honesta. Na direção dos trabalhos, o maior corrupto do país. Dava nojo ver os deputados falarem "em nome do combate à corrupção" e em seguida votarem em favor do golpe dirigido por uma quadrilha de ladrões. 


Entre os discursos decorados desses moleques travestidos de deputados, era comum a referência aos filhos e netos e a Deus para justificar o ato ilegal, covarde e desonesto de derrubar uma presidenta legitimamente eleita pelo povo brasileiro. Verdadeiros pilantras, pois não foram eleitos para cassar 54 milhões de votos dos cidadãos brasileiros - o meu, inclusive - em nome de favores pessoais e de outras malandragens. 

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Sem votos, canalhas da direita insistem em levar o poder no golpe. E o estado paralelo de Curitiba, cujo juiz virou herói da direita? Que piada! Dia 31, todos às ruas em defesa da democracia!

O Brasil vive os momentos finais do golpe anunciado já há algum tempo. As novas gerações não têm ideia da luta que foi derrubar uma ditadura depois de 21 anos e construir, mesmo de forma limitada, cada tijolo da atual democracia. Muitos deram a vida, muitos foram presos e torturados, outros desapareceram para sempre. Muito sangue e suor encharcou as ruas do Brasil em defesa da democracia, das garantias constitucionais, do estado democrático de direito, que hoje são espezinhados por mafiosos com o discurso falso moralista de combate à corrupção.


Que falta faz ao nosso povo, a uma parte, pelo menos, conhecer a melhor a História do país onde vive, as identidades culturais, o passado dessa gente que hoje ataca o governo como se santos fossem. Os milhares que saíram às ruas exigindo a derrubada do governo Dilma e a volta da ditadura, em nome do combate à corrupção, são verdadeiros analfabetos políticos. Pior até. São os alfabetizados pela Globo, pela Band, pela Veja, pela Rádio Itatiaia, entre outras, todas elas envolvidíssimas no golpe em curso no Brasil. E em outros golpes, caso da Globo, principalmente.

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Nadando contra a correnteza fascista. Sempre.

Belo Horizonte, dia 18 de março de 2016: Olá, pessoal da luta! Acabo de voltar da gigantesca manifestação que ocorreu em BH. Foram várias horas de caminhada em defesa da legalidade, da democracia, das garantias constitucionais e das conquistas políticas, sociais e trabalhistas ameaçadas pelo golpe em curso no Brasil. Não vou escrever muito agora, pois preciso descansar um pouco. Mas, publico algumas das muitas fotos que tirei e que falam por si: um mar de gente de vermelho e de muitas cores e sonhos. Gente de luta, mas com serenidade, com paz e com energia muito positiva e alegre. Essa é a nossa gente, bem diferente da turma da direita, que exala ódio, rancor, pessimismo e frustração. Eles são infelizes; nós não. Queremos um Brasil para todos, especialmente para os de baixo. Eles querem um Brasil para uma minoria.

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Crônicas do Frei Gilvander


Justiça da Casa Grande não é justiça
Gilvander Moreira[1]

A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dia 7 de abril de 2018, é um acontecimento histórico diante do qual não há espaço para omissão ou pretensa neutralidade. Quem não se posicionar será arguido pela história como cúmplice. Mesmo sendo crítico da política de conciliação de classes, da inclusão pelo consumo, da manutenção da política econômica concentradora de riqueza e renda, sem fazer as reformas de base e de outras contradições que Lula, o PT e Dilma praticaram ao longo de 13 anos no governo federal (2003 a 2016), uno-me a todas as pessoas que têm senso de justiça para discordar da condenação e da prisão de Lula, sobretudo da prisão em segunda instância, antes do trânsito em julgado, o que ameaça a presunção de inocência e o direito à ampla defesa de toda pessoa. 
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No Brasil, 310 milhões de hectares de terras devolutas para o agronegócio
Frei Gilvander Moreira

No Brasil, os que se dizem proprietários de terras mantêm, há séculos, o controle sobre as propriedades rurais e cobram valores injustos pelo uso da terra através de arrendamento, parceria, à meia, etc. “Relação de arrendamento: terra em troca de renda em trabalho (como é o caso do cambão no Nordeste), em espécie (como é o caso da parceria em todas as regiões do país) e em dinheiro (como é o caso particularmente do arrendamento de terras no sul e no sudeste)” (MARTINS, 1983, p. 36).

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Redução do salário mínimo, golpe em 100 milhões de pobres e idosos
Por frei Gilvander Moreira

Dia 29 de dezembro de 2017, o presidente ilegítimo e golpista Temer, por decreto, reduziu o já injusto valor real do salário mínimo ao cortar 25,00 (vinte e cinco reais) de cada trabalhador/a, desempregado/a com direito a seguro desemprego ou aposentado/a. Em 2018, o salário mínimo será de apenas R$954,00 (Novecentos e cinquenta e quatro reais), aumentando formalmente apenas 1,81%, quase só a metade da inflação. Esse é o menor aumento nominal em 24 anos, desde 1994. Na realidade, é a maior redução do salário mínimo em 24 anos.

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Natal: em noite escura, seguir por outro caminho.
Por frei Gilvander Moreira

Imersos em uma noite muito escura do capitalismo e dos golpistas – Brasil sob seu 7º golpe, consumado dia 31 de agosto de 2016, golpe parlamentar, jurídico e midiático -, eis, nós, novamente, em tempo de Natal e de virada de ano. Necessário se faz resgatar o sentido bíblico do Natal. Na Bíblia, no Evangelho de Mateus, em Mt 2,1-12, está a narrativa da visita de magos a Jesus, logo após seu nascimento, passagem exclusiva das comunidades de Mateus. Para Mateus foram os magos – sacerdotes de culto da natureza - os que, por primeiro, reconheceram a encarnação do divino no humano. O Evangelho de Lucas, em vez de falar de magos, fala de pastores (Lc 2,1-20) como os primeiros que reconheceram e acolheram Jesus de Nazaré, logo após seu nascimento. Óbvio que os Evangelhos de Mateus e Lucas não são crônicas jornalísticas escritas sob o calor dos fatos. Escritos na década de 80 do século I da era cristã, os Evangelhos de Mateus e Lucas são Teologia da História a partir dos oprimidos e injustiçados e da sua fé na ressurreição de Jesus Cristo.

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