segunda-feira, 5 de julho de 2010

Prontos para a luta, ao soar das trombetas




Nosso caminho é a luta. É com as tintas da luta que escrevemos a nossa história. Minhas camisas já foram lavadas (viu, Denise! rsrs). Tanto a verde-abacate, que não é a minha preferida, embora o combativo pessoal de Vespasiano e São José da Lapa tenha escolhido esta cor com uma frase de três quilômetros (bonita, mas muito grande. O pessoal das manifestações às vezes me parava para lê-la e isso demorava quase meia hora. Ninguém merece!). Mas, as camisas que têm as minhas cores preferidas para os combates, vermelho e preto, também estão limpas. Estamos prontos para os novos chamados.

E em Minas especialmente vamos ter que reforçar a nossa organização nas bases, untar os tambores - porque eles vão soar alto e eles nunca se calaram (M. Nascimento)! -, preparar os apitos, as bandeiras do Sind-UTE que são de cor azul, que eu só não vou achar ruim aqui porque agora o azul me lembra a cor do tecido e da pele dos Tuaregs, bravo povo nômade do deserto (recebi uma bela entrevista por e-mail da companheira Maria Divina que trata sobre a vida dos tuaregs. Já havia lido um livro sobre os tuaregs, que depois virou até filme, há uns 30 anos mais ou menos, mas a mensagem da Divina trouxe de volta a lembrança deste povo valente). E em homenagem a eles vou aceitar que as bandeiras do Sind-UTE continuem de cor azul.

O camarada Wladmir - que não é o Wladmir Ilitch Lênin, mas o Wladmir do Blog do COREU, mais importante que o outro - nos lembra que até o momento o candidato Hélio Costa tem se omitido em relação aos problemas dos servidores públicos e em especial da Educação. O candidato Anastasia, afilhado do faraó, todos nós já sabemos o que ele fez e o que fará, caso seja eleito (tóc,tóc,tóc, na madeira).

Por isso, nosso caminho dependerá basicamente da nossa capacidade de união, organização na base e muita luta. Nosso sindicato hoje tem uma direção confiável. A equipe liderada pela companheira Beatriz (Bia), composta por Marilda, Feliciana e Lecioni, teve uma postura combativa durante as negociações com o governo. Agora é necessário reforçar e aprimorar a organização de base no sindicato, por subsedes e regiões de Minas.

Melhorar a comunicação, o intercâmbio e criar mecanismos de permanente debate nas escolas sobre os problemas das nossas carreiras da Educação - além é claro, dos problemas cotidianos de cada escola. Politizar essa moçada bonita para o combate, ampliando os horizontes para perspectivas que transcendam o universo reduzido das disputas pessoais e mercadológicas.

Envolver a militância e ampliar o quadro de participantes nessa luta, que é para o bem de todos. Temos ainda muitos desafios pela frente. Além das novas tabelas salariais, é preciso assegurar de forma definitiva:

- o pagamento das novas tabelas em janeiro de 2011,
- o posicionamento correto dos educadores, de acordo com o tempo de efetivo exercício,
- o retorno dos percentuais de promoção (22%) e progressão (3%) que foram piorados pelo atual governo com as novas tabelas,
- o estabelecimento de índices de reajuste anual e a garantia de que ele será aplicado,
- a compensação ou o retorno de gratificações como o quinquênio para todos os servidores, inclusive os novatos, que tiveram este direito confiscado em 2003 pelo atual governo,
- entre outras reivindicações.

Já para os servidores mineiros em geral, a pauta inclui:

- o pagamento do reposicionamento assinado em dezembro de 2009, de forma atualizada e com todo o retroativo a que fazem jus,
- o pagamento do prêmio por produtividade,
- entre outras.

Como se vê, são grandes os desafios que temos pela frente e não podemos ficar de braços cruzados esperando pela posse do novo governante, seja ele quem for, e dos novos deputados. O que fará toda diferença será exatamente a nossa capacidade de mobilização, organização e luta. Somente isso poderá fazer com que os governantes nos respeitem e devolvam os direitos que nos foram tirados ao longo dos últimos anos.

Por isso, nosso caminho é a luta. E o nosso arsenal de combate, envolvendo as camisas verde-abacate, vermelha e preta, as bandeiras cor de tuareg do sindicato, os apitos, os tambores de Minas e tudo mais, precisam estar devidamente arrumados. Prontos para a luta, ao soar das trombetas.


P.S. E como falei dos tuaregs lembrei-me do bravo povo palestino, ao qual sou solidário contra os estados-terroristas de Israel e EUA. Em janeiro de 2009 houve um ato de solidariedade aos palestinos em BH (e no mundo inteiro) contra a invasão de Gaza. Participei do evento e fiz o seguinte relato: clique aqui para ler.

3 comentários:

  1. Beatriz Amigo Poncio5 de julho de 2010 21:56

    Querido Euler, que momento saudoso ao ver a foto dos guerreiros de vespasiano.Quando vi seu comentário a respeito do acumulo de roupas(rrrrsss)lembrei-me de um fato que aumentou a saudade de nossos momentos de combate.A uns dias atrás fui limpar minha geladeira,(aquelas bem antigas azul quadrada que fica com gelo até "os meios", pois bem.Geladeira de porfessor(a) que mora sozinho ou com uma filha é assim quando não tem umas frutinhas, uma manteiga, olhe lá, encontramos gelo e alguma coisa que ganhamos em festas de aniversários ou quando compramos alguma coisa e que guardamos pra degustar mais tarde.Bom! nessa história pude encontrar um pedaço daquela deliciosa cocada da colega me parece de vespasiano e um copinho de água mineral que peguei no ônibus na viagem.Posso concluir dizendo que a saudade dos momentos dos combates vieram a tona assim ao ver a camisa verde abacate.Como vc disse: precisamos colocar nossos uniformes pra fora novamente e empunharmos nossas bandeiras e ficarmos prontos e não esquecendo tb de empunharmos nosso "TÍTULO" o qual ninguém pode nos tirar. Vamos nos unir para o próximo combate e muito concientes nas escolhas.Até mais amigo. Que Deus nos abençoe!

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  2. João Paulo Ferreira de Assis5 de julho de 2010 23:26

    Atenção sub-sede de Barbacena, comecem a cobrar o Hélio Costa. Todo evento que ele comparecer toquem no assunto. Senão vai acontecer conosco o mesmo que houve em 1986. O Hélio Garcia aprovou umas melhorias para o nosso salário (ainda tenho num velho caderno as tabelas)para o governo seguinte cumprir. Aí entrou o Newton Cardoso e não cumpriu nada. Pelo contrário, no início de 1988 ele demitiu por decreto 114000 professores contratados. Mas teve de recuar, pois os efetivos teriam de assumir aulas de outros conteúdos além do seu.

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  3. Anderson O. Viana5 de julho de 2010 23:40

    Companheiro Euler
    No site do Novo Jornal há uma matéria sobre a negociata que envolveu o convênio entre o IPSEMG e uma rede de farmácias. O funcionalismo público recebeu nos ultimos dias o cartão .
    Como seu blog é muito visitado , sugiro que aborde o assunto em postagens futuras , pois ao usarmos o convênio , estaremos indiretamente contribuindo para a manutenção deste ralo de corrupção . O link da reportagem é :
    http://www.novojornal.com/politica/noticia/bmg-cria-novo-caixa-2-para-campanha-de-azeredo-05-07-2010.html
    Abraços
    Anderson O. Viana

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