sábado, 8 de agosto de 2015

Para os lobotomizados pela mídia que preparam manifestações contra o Brasil dos de baixo no dia 16: «¡No pasarán!»


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O moralismo seletivo da oposição golpista. (Fonte: aqui)



Da Revista Fórum, uma foto que diz muito: "Respeitem meu voto".



Mais uma foto da manifestação em BH, extraída do Twitter do deputado Durval Ângelo.


Manifestação contra o golpe e em defesa da democracia e das conquistas sociais e trabalhistas, agora há pouco no Centro de BH. (Foto extraída do Twitter do deputado Rogério Correia). Em todo o Brasil, milhares de pessoas realizam manifestações contra o golpismo, pela cassação do deputado Eduardo Cunha, denunciado hoje pelo procurador-geral Rodrigo Janot; e por mais direitos para os trabalhadores. A mídia, como sempre, dá pouca cobertura aos protestos pró-governo, ao contrário do que fez com os protestos anti-Dilma no domingo, quando algumas emissoras, como a Itatiaia, escalaram toda a equipe para acompanhar e apoiar as manifestações de lunáticos que propunham a volta da ditadura militar, a execução sumária dos comunistas, e o combate seletivo à corrupção. 

Na manifestação de hoje, 20, ao contrário, os movimentos sociais - MST, MTST, CUT, UNE, entre dezenas de outros grupos e coletivos e partidos - pedem mais conquistas sociais para os de baixo, criticam a política de ajuste fiscal do ministro Levy, de cunho neoliberal; combatem o golpismo e a onda neofascista que ataca o Brasil. "Não vai ter golpe!" é uma das palavras de ordem entoadas em todo o Brasil. Se a direita brasileira pensa que pode cassar 54 milhões de votos e ganhar o governo no tapetão, ela está muito enganada. Nas ruas, as pessoas percebem que não há motivos para qualquer impeachment da nossa presidenta. E que a crise, ampliada pela torcida do contra da mídia e do terrorismo de mercado, é passageira. E que o importante é não permitir que roubem as conquistas do povo brasileiro nos últimos 100 anos, e especialmente as dos últimos 12 anos. É hora de combater o golpe e pressionar o governo federal para que ele adote políticas de esquerda para combater a crise, que deve ser paga pelos de cima, e não pelos trabalhadores. Viva o povo brasileiro!


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Na próxima quinta-feira, 20, é dia de mobilização nacional em defesa da democracia, contra o golpismo, em defesa das conquistas trabalhistas e por mais investimentos nas áreas sociais. Participe!


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O carnaval temporão da periferia da direita golpista

Confesso a vocês que eu pensava que a elite branca e rancorosa e saudosista da monarquia do Brasil colônia fosse mais numerosa. Segundo os cálculos mais otimistas, eram cerca de 250 mil pessoas em todo o Brasil, a desfilar pelas ruas neste carnaval temporão que insistem em chamar de protesto, em prol do impeachment da nossa presidenta.

Bem que a mídia, que é concessão pública como a Rádio Itatiaia e a Globo, se esforçou para arrastar mais gente para as ruas. A Itatiaia então parecia que comandava as manifestações, tal o apelo que fazia a cada minuto para que as pessoas viessem às ruas, pois, segundo eles, o clima era de paz, familiar, dos bons costumes, essas coisas moralistas que o ideário golpista nunca abandonou. "Podem vir tranquilos", imploravam os repórteres da rádio.

Mas, o que as manifestações do dia 16 revelaram mesmo é que a elite brasileira continua analfabeta, tanto politicamente, quanto literalmente. Precisa voltar para a escola, de preferência escola pública, pois a privada, de onde eles vieram, parece que não ensinou nada de História, ou de Português, ou de qualquer outra matéria.

Havia cartaz pedindo a volta da monarquia. Imagina. Quem seria o novo monarca? Talvez Aécio Neves, que montou uma corte em Minas, com todas as pompas e nenhuma crítica da mídia. Itatiaia, inclusive, mas não somente, sejamos honestos. Toda a mídia mineira deve uma explicação ao povo mineiro, por terem se calado durante 12 anos aqui em Minas, enquanto atacavam, e continuam atacando, o governo federal sob a direção do PT.

Havia também cartaz pedindo a volta da ditadura militar. Coitados, deveriam estudar história, e veriam que a cúpula das Forças Armadas fez apenas o serviço sujo beneficiando as elites dominantes. O núcleo duro dessa elite beneficiária sequer aparece nas ruas em protesto. É a periferia dessa elite, uma certa camada média que vive frustrada porque nunca alcança o padrão de vida dos ricaços, e tem medo de se tornar parte do povo pobre, que bate panela nas varandas gourmet. Aliás, eles odeiam Lula e Dilma porque nestes últimos 12 anos têm se encontrado nos shoppings, nos aeroportos, no trânsito com essa gentalha que antes vivia apenas das gorjetas das classes médias. Hoje, não. Todo mundo tem acesso aos bens de consumo e aos padrões que antes somente os mauricinhos e patricinhas desfrutavam. Oh, dó!

Não foi por acaso que um dos principais focos da ira desses 250 mil - vá lá! - foi o ex-presidente Lula, maior liderança operária do Brasil, que chegou à presidência da República, e apesar das concessões à direita, desenvolveu políticas públicas em favor dos de baixo. Coisas como Bolsa Família, Luz para todos, mais escolas técnicas, desoneração de impostos para facilitar a compra de produtos como geladeira, TV, fogão, micro-onda, etc. Qualquer barraco hoje nas comunidades tem essas coisas todas. E bota aumento real no salário mínimo para o desespero da dona classe média que gostava de contratar duas ou três empregadas domésticas e agora tem que pagar todos os direitos trabalhistas. Ah, que ódio desse povo de esquerda, bradam as viúvas da ditadura e dos governos neoliberais.

Todos nós sabemos que o núcleo duro da direita armou o golpe contra Dilma, contra Lula e contra o PT em várias frentes. Montaram às pressas a tal Operação Lava Jato que funcionou na época das eleições e permanece até hoje, sempre tendo o PT como alvo. As denúncias contra políticos do PSDB são logo arquivadas, sem qualquer investigação séria. Os tucanos são inimputáveis no BraZil, pois eles representam a Casa Grande. O PT, por ser da Senzala, leva pedrada o tempo todo e de todo lado. Mesmo quando tenta agradar aos de cima, como faz com frequência. Não adianta.

Além da operação Lava Jato, que juntou um complô em Paraná - meia dúzia de policiais federais antipetistas, procuradores antipetistas e um juiz que se tornou o novo paladino dessa classe média analfabeta política -, a direita montou outros esquemas golpistas. Na Câmara, ninguém menos do que este inacreditável presidente-achacador Eduardo Cunha, que em poucos meses quase destruiu todas as conquistas dos trabalhadores e da sociedade brasileira: contra a comunidade LGBT, contra a legislação trabalhista, contra os direitos humanos, enfim, ele e seus 300 e poucos deputados financiados por esquemas que agora aparecem colateralmente na Lava Jato, representam tudo de ruim. Mas, quem é a culpada de todos os problemas da humanidade para essa turma que foi às ruas é a Dilma, é o Lula, é o PT.

O núcleo duro da direita brasileira montou o golpe no Congresso Nacional, no TSE, no TCU e para dar um verniz popular, mobilizou esses grupos de lunáticos que pedem a volta da ditadura ou da monarquia, ou da tortura, ou da execução sumária - teve um cartaz, carregado por uma senhora, que perguntava indignada por que não mataram todos (os de esquerda, claro) em 1964? O mundo para essa gente é simples assim: pensou diferente, mata. A intolerância gera ódio, gera guerras, gera destruição. Por isso é melhor enxergar essas manifestações com essas "demandas" como uma espécie de carnaval temporão da periferia da direita.

O que esses 250 mil espalhados pelo Brasil de 200 milhões de habitantes não perceberam é que eles receberam uma rasteira antes de pisarem nas calçadas. Na semana anterior às manifestações do dia 16, o núcleo duro da direita e dona do PIB brasileiro começou a ensaiar mudanças em relação a esse processo de impeachment da nossa presidenta. De repente a Globo, a Fiesp, o Bradesco, só para ficarmos em três grupos dos mais influentes, começaram a mudar o discurso. Começaram a perceber que a crise política que eles provocaram através da mídia e do terrorismo de mercado, incluindo a Lava Jato, poderia até derrubar o governo Dilma, mas, mas... dificilmente eles seriam poupados.

E se tem uma coisa que capitalista detesta é quando o bolso deles começa a perder dinheiro. O custo do golpe começou a ficar pesado demais. Na Câmara o protegido deles, Eduardo Cunha, ameaçado pelo Procurador Geral de perder o mandato e parar na prisão, armou uma pauta bomba que previa despesas incalculáveis para o governo. Que cairiam no colo de um futuro governo, fosse ele do PT ou do PSDB ou do PMDB. A crise política começou a arrastar e a ampliar a crise econômica, gerando desemprego, queda no consumo, queda no faturamento das empresas, queda nos lucros, enfim. Ou seja, uma parte da elite mais rica começou a perceber que detonar o Brasil como eles vinham fazendo pode custar caro para eles, também.

Isto sem falar nas consequências de um golpe contra um governo que, mesmo com baixa popularidade momentânea, tem base social, tem apoio de movimentos sociais e sindicais que não deixarão barato a mudança de governo no tapetão. Querem ganhar o governo? Vençam as eleições em 2018, é o que está inscrito na Constituição Federal, quando fala que o poder emana do povo, e que será exercido através de representantes eleitos pelo povo. Ou seja: no voto, não no tapetão, nas artimanhas jurídicas e policialescas que a direita armou contra Dilma.

Neste compasso de desarmamento de espírito do núcleo duro da direita, logo assistimos a aproximação do presidente do Senado com a presidenta Dilma, propondo uma Agenda Brasil, que não tem nada de novo, mas passa a ideia de que algo de novo será construído para superar a crise que as elites criaram. Só para esclarecer: tem a crise econômica própria do capitalismo, gerada portanto no processo de reprodução do capital, que independe da ação de grupos. E tem a crise política, em parte gerada por esta crise econômica, mas em grande parte ampliada aí sim pela ação de grupos políticos que têm poder nas esferas do estado ou do  mercado. Boa parte da crise brasileira é originada pela torcida do contra, composta pela mídia golpista, pelos banqueiros que ganham muito com o aumento dos juros e pelos políticos achacadores, que conseguem arrancar privilégios quanto mais fraco for o governo.

Portanto, o carnaval temporão da direita, ou da periferia da direita, saiu às ruas com a brocha nas mãos. Pintaram um cenário que deixou de existir uma semana antes, quando Dilma ganhou mais tempo para respirar, ainda que tenha que fazer acordos com grupos que vão cobrar caro.

Por outro lado, os movimentos sociais começam a se articular, a mobilizar as suas bases e a retomar parte do protagonismo perdido nos últimos anos. No próximo dia 20, haverá manifestações não apenas em defesa do governo Dilma, mas também exigindo mudanças de rumo. Os de baixo querem que esse ajuste nas contas públicas recaiam sobre os ricos, e não sobre os pobres. É justo, é muito justo, é mais que justo, como dizia o personagem de uma das novelas antigas da Globo, que hoje perde ibope a cada semana.

Ao contrário do carnaval temporão que desfila pelas ruas pedindo coisas inusitadas e inacreditáveis, os movimentos sociais e sindicais e estudantis têm o bom senso de pedirem coisas mais próximas da realidade do nosso povo: a manutenção e a ampliação das conquistas sociais e trabalhistas; mais investimentos nas áreas sociais, como saúde, educação, moradia popular, etc; em defesa da Petrobras e do pré-sal como patrimônio do povo brasileiro e não da partilha entre os ricos, como sempre aconteceu; entre outras demandas populares.

Na manifestação prevista para o dia 20, independentemente do número de pessoas que comparecerão - já que dia 20 é dia comum de trabalho -, teremos pelo menos uma amostra da capacidade de resistência e de luta de centenas ou de milhares de militantes e lutadores sociais. Gente que nos últimos anos ficou desiludida, mas que pode estar recuperando a disposição de combate, de construção coletiva de novos sonhos, para enfrentar o pesadelo que a direita tentar armar contra o povo brasileiro.

Termino este texto com mais uma análise: no carnaval temporão da periferia da direita praticamente não se via um negro sequer. Sinal de que a maioria do nosso povo estava ausente desse tipo de manifestação. O povão da periferia, como revelou uma reportagem do Jornal O Tempo que transcrevemos aqui no blog, não quer saber de impeachment. E mais: para eles, essa crise ainda nem atingiu boa parte da população brasileira, que hoje conta com programas de proteção social. Não vivemos uma realidade de desemprego em massa, nem de inflação muito alta, ainda que tenha havido alta em alguns preços. Ou seja, nossa crise ainda é suportável pelo povão, graças às muitas políticas públicas implementadas pelos 12 anos de governos do PT. É isso que a mídia esconde, tentando passar a ideia de que o Brasil vive o pior dos mundos. Essa gente precisaria realmente estudar mais a realidade do Brasil e do mundo, não fosse a má fé ou a ignorância mesmo.

Finalmente, de corrupção, outro tema martelado pela direita falso moralista, nem carece maiores argumentos. O combate à corrupção dessa gente é seletivo, não atinge aos demos e tucanos e "coisas desse tipo", mas somente ao PT. Logo, seria melhor que fizessem um cartaz assim: "Nós podemos roubar, vocês não". Seria mais sensato. Mas, quem falou em sensatez?

Viva o povo brasileiro! Abaixo os golpistas! Não passarão!

Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!

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Periferia de BH não apoia o golpe, é o que revela reportagem do Jornal O Tempo

Reportagem do jornal O Tempo, uma das poucas que a mídia produziu mostrando a verdadeira realidade - e não a realidade publicada pela mídia -, demonstra claramente que o povão não quer saber de Impeachment. Que isso é coisa dos coxinhas da classe média alta e desavisados afins, que se informam somente através da revista Veja, da Globonews e da Rádio itatiaia - portanto, se desinformam sobre a realidade brasileira. A verdade é que, mesmo com a crise, o povo brasileiro sobrevive em melhores condições do que aquelas da época de FHC e governos anteriores, quando não havia políticas de proteção social aos mais pobres, como agora. Leiam a matéria a seguir e vejam como o povo brasileiro tem capacidade de discernimento muito superior a estes coxinhas que adoram mamar nas tetas dos governos amigos, ou sonegar impostos, ou gastar suas economias em Miami, ou coisas desse tipo.

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IMPEACHMENT

Na periferia, moradores estão alheios a protestos 
Em seis regiões visitadas, ninguém afirmou interesse em engrossar atos que ocorrerão hoje

GUILHERME REIS / LUCAS PAVANELLI / TÂMARA TEIXEIRA

As manifestações que prometem ocupar hoje o país pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff não deverão ser engrossadas por moradores de periferias. Pelo menos essa foi a constatação da reportagem de O TEMPO ao visitar seis regiões de baixa renda em Belo Horizonte e Contagem, na região metropolitana, na última semana. Mesmo demonstrando preocupação com a crise, nenhum dos entrevistados afirmou estar disposto a participar dos atos. Em dois aglomerados, a possibilidade de impeachment aparece, mas não a ponto de provocar reação para os atos.

Nos bairros Tupi e Jaqueline, ambos na região Norte da capital, e em Nova Contagem e Parque São João, em Contagem, as famílias entrevistadas avaliam que os reflexos do mau momento do país ainda não chegaram a suas casas e, portanto, não há motivos para protestos.

Para a maioria, a saída de Dilma não é a solução. A raiz do problema, dizem, é a corrupção, mas eles não atribuem a responsabilidade à presidente. Muitos afirmaram que não veem, neste momento, um nome alternativo ao de Dilma capaz de estancar os escândalos.

É em uma casa simples alugada, de cinco cômodos, que o vigilante José Geraldo Lopes, 54, vive com a mulher e duas filhas, no Tupi. Notícia de protesto, diz ele, “só pela TV”. Eleitor da presidente e com uma renda familiar de três salários mínimos, Lopes diz estar desiludido, mas tem um palpite para a crise: “Temos que deixar a Dilma trabalhar”.

Ele conta que “depois de a vida ter melhorado nos últimos anos”, 2015 está estagnado. “Para mim, todo mundo tem culpa no cartório. Estou desiludido. Não vejo ninguém melhor que a Dilma para assumir” diz o porteiro, que nunca recebeu benefício federal.

O bombeiro Wilson Brito, 42, vizinho de bairro, pensa parecido. “Bom, não está, mas se a gente botou ela lá, tem que deixar ela trabalhar”, diz ele, que não pretende aderir aos atos. “Ainda não tive que baixar meu nível de vida. Só economizo água por causa da crise hídrica”. Com o seu salário e o da mulher, que é carroceira, ele sustenta três filhos e dois netos.

Vivendo de bicos há dez anos, Walter da Silva, 50, fala que não tem do que reclamar. “A vida do pobre melhorou muito”, atesta ele que classifica os protestos como “uma bobagem” e conclui: “Dilma faz o que pode, mas é rodeada de gente que só quer atrapalhar”.

Contra o PT

Eleitora de Dilma, a dona de casa de Nova Contagem Neuza Gomes, 58, é mãe de três filhos. Um deles está desempregado há cinco meses após 14 anos na mesma empresa. Apesar de não participar dos protestos, ela diz ser a favor dos atos, mas defende Dilma. Ex-beneficiária do Bolsa Família, Neuza tem críticas ao PT. “Era um partido bom, mas está esculhambado”.

Sem culpa

Há dois meses, Alexandre Ribeiro, 40, morador do bairro Jaqueline, perdeu o emprego de eletricista. Desde então, trabalha como garçom. Eleitor de Dilma, ele diz não se arrepender do voto. “Para Dilma mandar alguma coisa, outros 200 têm que assinar. A culpa não é só dela. Neste ano ficou ruim para os ricos, e, com isso, piora para os pobres porque não têm emprego”.

Fonte: http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/na-periferia-moradores-est%C3%A3o-alheios-a-protestos-1.1086637

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Rádio Itatiaia assumiu a condição de porta-voz dos golpistas?

Hoje, 16, às 9h da matina, quando acordei, liguei a rádio e sintonizei na Itatiaia, achando que ouviria um programa musical comandado por Acyr Antão. Para minha surpresa, encontro uma emissora a serviço do golpe. Todos os repórteres da rádio, em diversos pontos da capital mineira, e comandados por Eduardo Costa (quem diria), dando cobertura ao vivo à minguada e esvaziada manifestação.

Os repórteres e seu chefe passam a ler as notas dos perdedores das eleições de 2014 e a entrevistar, ao vivo, alguns manifestantes. E reclamam até da falta de água e de banheiro químico para os manifestantes. Tadinhos, eles podem ficar desidratados. Não estão acostumados a estas coisas. Quando os sem-teto saem lá do Vetor Norte da Capital até o Centro a pé, e levando tiro de borracha e gás de pimenta na cara, nunca se ouviu ninguém reclamar por água, banheiro e atendimento aos feridos.

No ato de hoje, a rádio praticamente chamou a população para ir às ruas protestar contra o governo e "por um futuro melhor para o país".

O estranho é que jamais a Itatiaia fez este tipo de cobertura com movimentos sociais ou em defesa do governo. Lembro-me quando fazíamos passeatas gigantescas pelo pagamento do piso salarial nacional dos professores, ocupando ruas e avenidas de BH durante horas, e não havia nenhum repórter da Itatiaia para acompanhar o movimento e cobrar do então governador Anastasia o cumprimento da Lei Federal. Mas, também, né, gente, recebendo rios de dinheiro do governo mineiro, como se constatou com o demonstrativo de gastos com publicidade por parte dos governos tucanos, esperar o quê da mídia mineira?

Quero ver se no próximo dia 20, por exemplo, a Rádio Itatiaia vai colocar os repórteres para acompanhar e apoiar o movimento, como está fazendo com a “cobertura” jornalística, sic, do ato contra o governo Dilma. Vamos ver se eles tomam meia hora do programa do tucano José Lino, para ler os manifestos contra o golpe, e abrir os microfones para os manifestantes. Não é só chamadinha não, Itatiaia, é meia hora ininterrupta de cobertura.

Nas falas dos derrotados coxinhas que saem às ruas hoje, observamos de tudo: querem a volta da ditadura militar, querem um governo sem corrupção, mas não apontam quem são os corruptos e propineiros. Por exemplo: contra Dilma não há uma única acusação de apropriação indébita de dinheiro público. Já contra Aécio, Anastasia, Aluisio Nunes, todos caciques do PSDB, há denúncias dos delatores da Lava Jato, que podem ser infundadas, mas pelo menos há denúncias que sequer foram apuradas, ao contrário das denúncias contra José Dirceu, contra o tesoureiro do PT, que imediatamente são submetidas à profunda investigação. Combate seletivo à corrupção, é este o ideal de moralidade desta turma.

Agora mesmo se aliaram a ninguém menos do que o achacador-mor Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados e acusado pelo delator Júlio Camargo de ter recebido nada menos que 5 milhões de dólares de propina. Ele nega. Mas, a acusação está lá, gravada pelo delator, além das acusações feitas pelo Procurador Geral da República. Nada disso tem a menor importância para essa turma de perdedores das últimas eleições, que querem somente derrubar a nossa presidenta Dilma, eleita legitimamente em dois turnos, inclusive aqui em Minas.

Essa gente deveria ter vergonha na cara, pois está tentando derrubar um governo legítimo, e com isso colocando em risco a democracia do nosso país, duramente conquistada, com muito suor e sangue do povo brasileiro. É certo que eles odeiam os pobres, o Bolsa Família, os programas sociais que o PT implantou nesses últimos 12 anos e que tiraram 40 milhões de pessoas da miséria e da fome. 

Ora, se querem mudar o governo, vençam as eleições de 2018. Simples assim. No tapetão, não. Nenhum de nós, dos 54 milhões de eleitores que votaram em Dilma, vai aceitar a derrubada golpista do governo federal. Estão brincando com o povão brasileiro. Ou seja, estão brincando com fogo. Deviam agradecer pelo PT ser partido moderado, água com açúcar, até, e não um partido de esquerda mais radical, que já teria convocado e armado o povo para defender suas conquistas nas ruas, de armas nas mãos.

Talvez o que essa gente queira, ou pelo menos quem está por trás dessa gente, é causar uma guerra civil no país, como fizeram em alguns países do Oriente Médio, levando à ruína total daqueles países, bem ao gosto do domínio geopolítico do imperialismo norte-americano e seus aliados ricos da Europa.

Como o Brasil é uma potência pacífica, que agora descobriu reservas de trilhões de dólares com o pré-sal, e possui total domínio tecnológico, através da Petrobras, da perfuração em águas profundas, os grupos de rapina estrangeiros estão de olho gordo, ainda mais, nas riquezas do Brasil. Não querem que esses recursos sejam usados na Educação e na Saúde pública do nosso povo. Querem fazer o que sempre fizeram com o Brasil: pilhar as riquezas e repartir as migalhas entre alguns poucos da Casa Grande.

Por trás desse movimento manipulado contra a presidenta Dilma, passa toda essa conspiração. Com o apoio inocente ou não da mídia e desses poucos lobotomizados que vão às ruas pedir a volta do regime militar. 

Para a felicidade geral da Nação, eles são minoria. E o povão, que conheceu um pouco a alegria de poder se alimentar todos os dias e comprar seus bens de consumo básicos, certamente não aceitará retrocessos.

Viva o povo brasileiro! Abaixo os golpistas! Não passarão!


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Afinal, Pimentel tucanou?

Algumas atitudes do governo Pimentel estão deixando uma imagem muito negativa do governo dele junto às pessoas mais esclarecidas. Pimentel começou muito bem o seu mandato abrindo o diálogo com a importante categoria dos educadores de Minas. Nessa negociação, tão esperada, houve conquistas reais, inclusive em relação ao piso salarial nacional. Uma importante vitória que beneficiará milhares de profissionais da Educação, ainda que outras demandas não tenham sido alcançadas, ainda.

Contudo, nos últimos meses, Pimentel tem tido comportamento estranho para um governo que se esperava mais à esquerda. Após 12 anos de governos tucanos, sempre arredios ao diálogo com os movimentos sociais e sindicais, esperava-se que Pimentel inaugurasse um outro momento na história de Minas Gerais. Infelizmente, não é isso que está acontecendo.

Em dois episódios, envolvendo demandas sociais - um deles, pela moradia própria, popular, e o outro, contra os aumentos nas tarifas dos ônibus -, o governo de Minas tratou essas demandas como coisa de polícia. Ao invés do diálogo com os movimentos sociais, como havia prometido durante sua campanha eleitoral, Pimentel está mandando a polícia, sobretudo a de choque, que é treinada para fazer o que está fazendo, ou seja, reprimir de todas as formas ao alcance dela - com bombas, gás de pimenta, etc.

Até mesmo os governos tucanos, justiça se faça, trataram com mais respeito aos moradores das ocupações urbanas do que o atual governo, que estabeleceu como meta imediata a retirada forçada dos moradores, sobretudo no caso das ocupações de Izidora. Pimentel teria até o argumento de estar em início de mandato para justificar um diálogo com mais prazo e a tentativa de negociar saídas consensuais, que evitassem o confronto. Mas, não. Fez uma clara opção pelo despejo forçado, o que certamente resultará em feridos, ou até mortes, como denuncia o Frei Gilvander, que prevê um "banho de sangue" nos despejos forçados que o atual governo de Minas planeja executar.

Ora, quem não se lembra do desastre que foi a retirada forçada dos moradores de Pinheirinho, em São Paulo? Ou da repressão contra os educadores do Paraná? Em se tratando de governos neoliberais - casos de SP e PR -, representantes de um partido que se encontra cada vez mais alinhado com o fascismo, que defende o golpe para derrubar a presidenta Dilma, é até compreensível. Mas, de Pimentel, não. Trata-se de um governador do PT, que prometeu em campanha dialogar com os movimentos sociais, mas que, depois de eleito, tem se mostrado um governante com posturas de direita. Isso não contribui para o aprimoramento da nossa democracia. Pode até ser bom para os interesses pessoais e de carreira do atual governador e do seu grupo, mas não é bom para o povo mineiro e brasileiro.

Por isso, está na hora do governador mudar de postura, se é que deseja ficar alinhado ao ideário de esquerda e emancipatório. Talvez não, talvez ele tenha sido cooptado pelos tucanos, ou até pelos demos, a julgar pela postura que está assumindo, pior até do que os tucanos. A desenvoltura com  que o comando da PM vem se manifestando, inclusive defendendo a repressão aos movimentos sociais, passa a ideia de que Pimentel entregou o governo para os policiais militares resolverem as demandas sociais. Uma atitude que pode até agradar aos empresários, concessionários e empreiteiros, conhecidíssimos por financiar campanhas eleitorais; pode até agradar também parte da classe média reacionária e lobotomizada pela mídia da direita. Mas, certamente não está agradando as consciências lúcidas, civilizadas, progressistas, que acreditaram que haveria uma mudança de postura com o novo governo em Minas.

Será uma pena para o povo mineiro se esta experiência resultar em mais do mesmo. Neste caso, não haveria diferença se o próximo governante fosse um tucano, um demo ou um petista da ala Pimentel. O que se espera de lideranças que empunham bandeiras libertárias nas campanhas eleitorais é que elas cumpram os compromissos que assumiram com a população, especialmente a mais pobre. O povo mineiro não elegeu um governante do PT para continuar a fazer o que outros fizeram. Ainda há tempo para o atual governo mudar essa postura de colocar a polícia para resolver problemas sociais. E com isso, conquistar o respeito da maioria do nosso povo. É o que esperamos que aconteça.

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2001, sétimo ano do governo FHC. Veja a situação em que se encontrava uma boa parte da população brasileira. Eles tinham motivos para bater panela. Comparem com a realidade atual e percebam a diferença. A própria Globo, que fez a reportagem, poderia voltar nestes mesmos locais e mostrar como vivem as pessoas nos grotões do Brasil atual. (Vídeo extraído do Blog Tijolaço, do jornalista Fernando Brito, aqui)

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Para os lobotomizados pela mídia que preparam manifestações contra o Brasil dos de baixo no dia 16: «¡No pasarán!»

O Brasil vive um momento de várias crises, de águas turvas, que confundem as pessoas. Mas nós, como dizia Brizola, "que viemos de longe", devemos ter maturidade para saber separar o trigo do joio. Uma coisa é você não estar satisfeito com vários problemas - na saúde, na Educação, no transporte, etc. Outra coisa, bem diferente, é você querer derrubar um governo legitimamente eleito pelo povo brasileiro. E com isso, derrubar todas as conquistas democráticas, sociais e econômicas do nosso sofrido povo. Isso nós não podemos aceitar.

Nesses momentos de crise, as lutas de classes entre ricos e pobres se expressam de maneira mais aberta. E no Brasil, depois que a direita foi derrotada novamente nas urnas, parece ter decidido colocar um fim no jogo democrático. Querem derrubar a presidenta Dilma através de golpe, usando todos os subterfúgios, os mais rasteiros e inimagináveis.

Não há nenhum indício ou denúncia de improbidade contra a presidenta Dilma. É uma pessoa íntegra, honesta, de um passado que honra sua história e a história de luta e resistência do povo brasileiro. Podemos até não concordar com algumas medidas adotadas pela presidenta agora neste segundo mandato. Mas, de maneira alguma isso pode nos levar a desejar a sua derrubada.

Quem são as figuras que estão por trás do golpe para derrubar a nossa presidenta? De um lado, nós temos um achacador-mor, acusado de ter recebido propina de 5 milhões de dólares de empreiteira da Operação Lava Jato. Para desviar a atenção e escapar da prisão ou de perder o mandato, este indivíduo, apoiado por 300 e poucos deputados achacadores, tenta desestabilizar o governo Dilma e rejeitar suas contas para abrir o processo de impeachment.

Este Eduardo Cunha é um perigo para o Brasil, pois já demonstrou não ter o menor respeito pelas regras democráticas. Fez aprovar temas polêmicos e altamente prejudiciais ao povo brasileiro, como na questão da terceirização da atividade-fim, sem realizar qualquer consulta aos trabalhadores. Depois veio a aprovação de projeto que permite às empresas não informarem nos rótulos dos seus produtos se eles contêm ou não transgênicos. Depois veio a questão da redução da maioridade penal e a privatização das campanhas eleitorais, tudo a toque de caixa, sem ouvir a sociedade.

Ou seja, estamos lidando com um ditador, que para atender aos interesses daqueles que financiam a carreira política dele, é capaz de qualquer coisa. Como foi denunciado por um delator na operação Lava Jato de ter recebido propina, ele agora quer derrubar o governo Dilma, antes que o Ministério Público Federal peça a cassação do mandato dele. É este o perfil das pessoas que querem o impeachment da nossa presidenta.

Agindo em parceira com Eduardo Cunha, estão os partidos de direita no Brasil: o PSDB de Aécio Neves, que até agora, feito menino mimado, não aceitou a derrota eleitoral e quer outra eleição imediatamente; o DEM de Agripino Maia, aquele que foi acusado de receber propina no Rio Grande do Norte, mas que a mídia abafou o caso. Aliás, Aécio também foi acusado de receber propina de uma diretoria de Furnas, mas o juiz Sérgio Moro, tão valentão contra petistas, simplesmente nem se interessou pela deleção contra Aécio. Os tucanos no Brasil são inimputáveis, podem fazer o que bem entendem e jamais serão julgados e condenados. Eles são a Casa Grande.

Essa gente não tem o menor compromisso com o Brasil dos de baixo. Se for preciso quebrar a economia para tirar Dilma do governo e afastar o PT eles farão. Essa gente usa o poder para fins corporativos e pessoais e jamais pensaram no bem coletivo. Se o país - e o mundo - atravessa uma crise, qual a proposta deles? Derrubar o governo que acabou de ser eleito por 54 milhões de cidadãos brasileiros. Isto fará agravar a crise institucional, política e econômica. É preciso mais seriedade para lidar com coisa pública. Coisa que essa gente não tem, e por isso não merece o nosso respeito.

A direita golpista controla também boa parte da população brasileira, especialmente nas hostes da classe média, que é teleguiada, ou lobotomizada pela mídia 100% golpista. Esses segmentos da população, apelidados também de coxinhas, são em parte, pelo menos, os filhos ingratos das políticas públicas dos 12 anos de governos petistas. Antes, na Era FHC, o Brasil quebrou três vezes, o desemprego era alto, os salários baixíssimos, incluindo o salário mínimo, e se vivia no Brasil um miserê danado, a não ser os segmentos mais ricos, como banqueiros e credores da dívida pública, entre outros, que se dão bem em qualquer governo.

Dilma e Lula, com todas as limitações e omissões e equívocos que cometeram, desenvolveram políticas de inclusão social, especialmente dos mais pobres. O combate à fome e à miséria absoluta é elogiado no mundo inteiro. O programa Bolsa Família, combinado com outros programas sociais, na Saúde, na Educação pública, fez com que o Brasil baixasse o índice de mortalidade infantil de forma invejável. Mais de 40 milhões de pessoas foram incluídas no mercado interno, com poder real de compra, através das políticas de pleno emprego e do aumento do salário mínimo acima da inflação. Isto sem falar nas políticas complementares, que garantiram aos de baixo adquirirem geladeiras, fogões, eletrodomésticos em geral. Os supermacados nunca estiveram tão cheios. Os aeroportos também. As escolas técnicas federais se multiplicaram. As matrículas de alunos de escolas públicas no ensino superior se tornaram rotina no Brasil da Era Lula e Dilma. O Enem substituiu o vestibular; políticas de cotas garantindo a presença de negros e índios, sempre excluídos na nossa sociedade, outra importante medida; o Pronatec, o Prouni, o programa Ciência sem fronteiras, enfim, uma gama enorme de políticas públicas voltadas para o andar de baixo.

Claro que isso irrita uma parcela da população brasileira, acostumada a tratar a população pobre como um detalhe apenas. Na área da Saúde, apesar dos tucanos e seus aliados terem destruídos uma das principais fontes de financiamento desse sistema, o CPMF, ainda assim os governos Lula e Dilma garantiram fortes investimentos nessa área. Dilma inovou criando o Mais Médicos, trazendo milhares de médicos cubanos para prestarem serviços onde a elite brasileira nunca se preocupou em dotar de melhores condições: nos grotões desse Brasil gigante, e mesmo nas periferias das grandes cidades. Hoje são 60 milhões de pessoas atendidas pelo Mais Médicos. E o detalhe é que cresce o número de médicos brasileiros que passaram a aderir a este programa.

Nada disso é divulgado pela mídia, que criou um clima de terror e insegurança no país, respaldada pela ação da chamada Operação Lava Jato, que toda semana traz um escândalo novo, ou requentado, como é o caso da prisão do já prisioneiro José Dirceu. Sempre com espetáculo midiático, para manter o clima de terror e medo no povo brasileiro. Como se tudo no Brasil fosse roubalheira, como se nada estivesse funcionando; como se a economia estivesse totalmente paralisada - o culpado de tudo, lógico, é a Dilma. É assim que eles trabalham a cabeça da população.

O que essa gente precisa saber é que, apesar dessa Câmara de achacadores, dessa mídia golpista, dessa operação Lava Jato que blinda os tucanos e ataca sempre ao PT, todos eles juntos contra o Brasil, o Brasil continua funcionando. A Petrobras, que eles tentaram destruir para vender como sucata, continua produzindo e batendo recordes de exploração, sobretudo no pré-sal. O lucro da Petrobras caiu este semestre por causa da queda do preço do petróleo no mercado internacional, mas mesmo assim a Petrobras se destacou entre as maiores petroleiras do mundo. E o PSDB de Serra e Aécio e FHC e Cia Ltda quer entregar o nosso pré-sal para as petroleiras estrangeiras, sobretudo as norteamericanas.

Nos protestos dos que batem panelas e vai para as ruas, encontramos segmentos da classe média que não toleram os pobres frequentando os shoppings ou os aeroportos, ou ocupando as ruas e avenidas com seus carros populares. Na linha de frente desse movimento pela derrubada do governo Dilma se encontram grupos neofascistas, sobretudo em São Paulo, cuja procedência e cujo finanCIAmento dessas campanhas ninguém sabe. Ou até podemos imaginar, a julgar pelo que acontece no mundo, e pelo que aconteceu no passado no Brasil e na América Latina. A direita não suporta a possibilidade dos trabalhadores, dos mais pobres, sempre escravizados por eles, conseguirem ascender socialmente.

Lula e Dilma representam um pouco essa inclusão de milhões de brasileiros na condição de consumidores, que é o básico para se considerarem cidadãos. Lógico que, como destaca Frei Betto, o PT errou em não incluir esses milhões de brasileiros na participação política, no controle da coisa pública, na propriedade da terra, enfim. Os brasileiros melhoraram de vida, e muito, mas, ainda continuamos com as mesmas estruturas de poder, dominadas pelas elites ricas. Os pobres ainda não chegaram aos tribunais judiciais, aos comandos das Forças Armadas, aos parlamentos, e ao poder midiático, que reproduz na mentalidade das pessoas uma visão de mundo sempre a favor dos mais ricos.

Este paradoxo entre a melhoria nas condições de vida e a não inclusão política, acabou criando as condições para o crescimento da ideologia neofascista. Rádios e TVs, que são concessões públicas, são usadas pelos seus proprietários para detonar o PT e o governo federal e esconder as melhorias conquistadas nos últimos anos. Tentam convencer o povo que a melhor saída é com choques de gestão e arrocho salarial. Têm a cara de pau de dizerem que Lula encontrou um país com as contas equilibradas, quando o Brasil estava quebrado. Qualquer comparação entre a Era Lula e Dilma versus Era FHC vocês sempre encontrão absoluto sucesso da Era Lula-Dilma sobre a outra. Em qualquer item: Educação, Saúde, moradia popular, mobilidade urbana, crescimento do PIB, índice de emprego, poder de compra do salário mínimo, valor da Petrobras, investimentos externos, etc., etc. Não há um item sequer que o governo dos tucanos se mostrou melhor do que os governos petistas. Ah, sim, talvez no quesito corrupção. E o problema é que quando os tucanos governam, nada é apurado e a mídia fica silenciada. Assim é fácil, né gente?

A Privataria tucana foi uma vergonha para o Brasil. Entregaram de bandeja algumas das maiores empresas do país para o capital privado - CSN, Vale do Rio Doce, Rede Ferroviária, etc., foram entregues quase que de graça. Até a Petrobras começou a ser privatizada, mas felizmente Lula venceu as eleições e reverteu o processo. A Petrobras hoje é um orgulho nacional, atingindo alta produtividade, com tecnologia de ponta. Gera mais de 80 mil empregos diretos e garante boa parte do PIB do Brasil. A descoberta do Pré-sal, com reservas de petróleo na casa de alguns trilhões de dólares, deixou a direita ainda mais irritada. Ela precisa voltar a governar diretamente, e é para isso que existem o PSDB, o DEM, e até o PMDB - ou uma parte dele, pelo menos.

Com todas as limitações, os governos do PT conseguiram derrubar o antigo sistema de concessões, que fazia com que o Brasil não ganhasse quase nada, e aprovou o sistema de partilha para a exploração do pré-sal. Junto com esse sistema, o governo do PT conseguiu ainda assegurar o controle operacional exclusivo por parte da Petrobras. E para completar a obra do bem, em favor do povo brasileiro, vinculou parte substanciosa dessa exploração a investimentos na Educação e na saúde. Por isso a direita e seus partidos e agentes têm tanto ódio do PT, de Lula e de Dilma.

Então, o que está em jogo nessa palhaçada destes que tentam derrubar o governo Dilma, nada mais é do que voltar a colocar o Brasil como neocolônia dos EUA; voltar a escravidão dos trabalhadores, que se tornarão todos terceirizados, garantindo mão de obra barata para as elites empresariais e setores da classe média burra - claro que uma parte da classe média é inteligente, culta, e não concorda com essa baixaria da direita. Um setor minoritário e sectário da esquerda também tem pregado a derrubada do governo Dilma. Na prática, este setor se alinha à extrema direita e colabora para colocar no governo um ditador que vai perseguir os trabalhadores e roubar os sonhos do povo brasileiro.

Por isso, é preciso que o povão brasileiro, e os movimentos sociais, sindicais, estudantis, os grupos de esquerda, os democratas honestos, todos, enfim, esqueçam as diferenças ideológicas e coloquem como questão central a defesa da nossa democracia, hoje ameaçada por um bando de aventureiros que querem nos escravizar. 

Querer derrubar Dilma, eleita com legitimidade, sem que haja qualquer indício de improbidade contra ela, é golpe. Deveria ser motivo de prisão dos defensores dessa tese, pois a Carta Constitucional diz que o poder emana do povo, que elegerá seus representantes para exercê-lo. Dilma foi eleita em dois turnos, em eleições que só não foram mais democráticas pela nociva influência da mídia golpista. Dilma teria sido eleita com percentual muito maior não fosse a propaganda antipetista 24 horas por dia. O playboy do Leblon, que perdeu em Minas, também, talvez não chegasse nem no segundo turno se não fosse ajudado pela mídia, e pelo atraso político de uma parte grande da população de SP.

Diante disso, devemos convocar o povo brasileiro para resistir ao golpe. Não aceitaremos mudança eleitoral no tapetão, como querem fazer, seja via STJ, ou via Congresso Nacional. Não podemos permitir que transformem o Brasil numa republiqueta de quinta categoria, quintal dos EUA, eterna colônia dos países mais ricos do mundo. Nós não podemos aceitar isso!

E não podemos aceitar que a expressão mais linha dura desse movimento, que já começa a soltar bombas e a agredir pessoas, sempre tentando intimidar e criar um clima de pânico na sociedade, continue agindo impunemente. Todos nós seremos vítimas dessa barbárie se nos omitirmos. É hora do povão brasileiro, juntamente com os movimentos sociais, sindicais, estudantis, grupos de esquerda e democratas honestos gritarem nas ruas, nos campos, nas cidades, nas redes sociais, para este bandos de fascistas: «¡No pasarán!»

Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!

P.S. O lema "Não Passarão!" foi usado, entre outros, pelos combatentes antifascistas durante a Guerra Civil espanhola (1936-1939).
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